AS CIDADES ROMANAS DA LUSITÂNIA EM ACTUAL TERRITÓRIO PORTUGUÊS: APRESENTAÇÃO E BIBLIOGRAFIA (EM ELABORAÇÃO)

Por se tratarem de elementos estruturantes na Cidade Romana, pois é nelas que se centra o poder, as actividades administrativas e comerciais, será o primeiro tema do nosso blogue que, aliás, lhe é dedicado.

Pese tratar-se ainda de um trabalho em elaboração e ainda bastante incompleto, partilhamos, tendo em vista a uma possível criação futura de uma rede das cidades da Lusitânia.


https://www.academia.edu/16452882/Bibliografia_das_cidades_romanas_da_Lusit%C3%A2nia_em_constru%C3%A7%C3%A3o_








       Abaixo: Mapa de Vasco Gil Mantas



Sabia que uma cidade romana ... 

Por Filomena Barata





A cidade é um dos alicerces de um Império, que assenta, por um lado, na «normalização» que tenta imprimir às mais longínquas fundações, mas que se sustenta, por outro lado, à custa da diversidade local e da maximização das potencialidades regionais, faz-nos dimensionar a complexidade de questões que se levantam ao estudo da organização urbana em época de dominação romana (1).


   Capitel proveniente de Pax Iulia

A própria Romanização não consistiu num processo de aculturação único ou unidireccional, mas numa trama complexa de interacções entre grupos de agentes muito variados. Todo este complexo processo de interacções, a variedade e diversidade infindável de situações e as estruturas urbanas pré-existentes com que os Romanos se deparam na Hispânia fez «flutuar», numa primeira fase, os estatutos administrativos dos aglomerados urbanos, a definição dos seus «territórios», das ciuitates, a unidade territorial de dimensão variável, organizada em torno de um lugar-chave urbanizado, a cidade, segundo conceito utilizado por Le Roux, tratando-se, em primeiro lugar, de uma divisão territorial dotada de relativa autonomia e correspondente, nos limites do possível, a uma unidade étnica, segundo Pierre Gross e Torelli, tese esta questionável pois é sabido que uma mesma etnia pode ter muitas ciuitas, entendidas como um núcleo urbano e seu correspondente território.

Digamos, que o conceito engloba, portanto, o aglomerado urbano e o território sobre o qual exerce autoridade administrativa e o próprio conceito de cidadania.
A noção de urbanidade, de que já os Romanos fizeram um dos pilares «civilizadores», contempla não só o fenómeno citadino propriamente dito, mas também a ideia de centros polarizadores de unidades territoriais, administrativas, económicas e produtivas que geram e partilham da dinâmica da cidade e das permutas feitas entre esta e outros «lugares centrais».
À volta de um aglomerado central do ponto de vista político e económico, desenvolvem-se no território pertencente à ciuitas um conjunto de actividades económicas de características fundamentalmente rústicas, pois nelas assenta maioritariamente a estrutura do Império que, gradualmente se vai tornando mais comercial.
A relação entre estes «centros» e as suas «capitais» e entre eles e os seus «territórios» fornecedores dos produtos indispensáveis para a manutenção dos aglomerados urbanos não é, por seu lado, estanque ou fixa no tempo, dependendo das relações de dominação militar e política que se estabelecem entre vencidos e vencedores, ou da permeabilidade que se consegue com as pré-existências culturais e económicas.



Cripta arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal
Fotografia: João Regala Tátá

Não obstante, a cidade foi, como continua a ser, o local onde se organizam modelos, onde se apreende o sistema de símbolos comuns que participam de uma determinada cultura dominante, pese a capacidade de nela serem ou não integrados, ou miscigenados, valores de outras que lhe são «alheios».
urbs foi, embora se tenha que atender ao amplo processo de adaptação entre conquistadores e conquistados, o veículo e o suporte da ordem romana dominante e do império: «um poder ecuménico cimentado em cidades e estas num corpo social hierarquizado, em cujo seio a elite perpetuava a ordem tradicional. .... Se para os gregos ... não existia fora da polis espaço para a liberdade, também o sentido romano de libertas era impossível fora de uma colónia ou um município. A romanização jurídica substituía, portanto, no plano ideal o “homem bárbaro” pelo “cidadão”», utilizando as palavras de Abascal e Espinosa, e, 1989: 45, como se poderá confirmar na bibliografia específica deste tema.
A criação de núcleos urbanos foi, pois, um dos veículos usados para a penetração e difusão da Romanidade, favorecida pelas elites locais, que procuravam a todo o custo manter a sua situação privilegiada, garantida ou mesmo beneficiada à medida que a municipalização desses núcleos se vai alargando.
É, pois, nesta relação territorial que se afirma o poder da urbs; e é nessa articulação que se enforma o conceito de ciuitas.
De uma cidade, podemos, em traços largos, dizer que se conforma dos seus edifícios públicos que no Forum, o centro cívico da cidade, têm a sua maior concentração, pois é aí que se localizam os espaços administrativos e lugares de decisão, os templos, as basílicas judiciais e em redor do qual, ou nas proximidades, se localiza geralmente uma zona comercial com o seu macellum. Obviamente, e tal como anteriormente referimos, também a estruturação do Forum se altera ao longo do tempo, salientando-se, que o período imperial assiste a um ensimesmamento do mesmo que se passa a fechar mais, pois os templos dedicados ao culto imperial também exigem essa centralidade.

Fórum de Miróbriga, levantamento de Armando Guerreiro



Mais do que em qualquer outro lugar do Império, no Ocidente, onde a arquitectura urbana se afirma tardiamente, o forum «representa o local no qual se concentram todos os símbolos da dignidade municipal, os edifícios administrativos e religiosos que definem a paisagem urbana e no qual as gerações que se sucedem, qualquer que seja o estatuto da cidade, adquirem a consciência de pertencer a uma comunidade». Os seus monumentos são a «verdadeira memória da cidade ... da sua autonomia, e das suas relações com o poder central» , utilizando as palavras de Pierre Gros.


Em termos gerais, o modelo básico de fora construídos na Hispânia, em período imperial, é caracterizado pela combinação de três elementos fundamentais: templo, praça e basílica e ainda a Cúria, edifício destinado a sede oficial do Senado do Município ou da cidade que, gradualmente, vai perdendo a sua importância.

Mas a cidade é também feita da sua estrutura viária que a organiza, quer os espaços privados e domésticos, os seus bairros ou insulae, os quarteirões de prédios que podem ter vários pisos; das suas habitações ou domus, as casas abastadas; dos seus edifícios termais ou dos balneários, garante da higiene e saúde públicas; dos seus templos ou mercados; das suas estruturas hidráulicas, garantindo o fornecimento e escoamento de águas; dos seus aquedutos, poços e cisternas; das suas actividades artesanais ou industriais, das suas olarias, instalações metalúrgicas, geralmente periféricas, ou piscatórias; das suas zonas comerciais, e ainda dos lugares de espectáculo através dos quais Roma se impõe também nos seus mais longínquos territórios, fossem eles os teatros, anfiteatros ou circos.

Dotadas ou não de muralhas ou portas, de plantas hipodâmicas que denunciam fundações de raiz ou precedidas de acampamentos romanos, ou de malhas urbanas menos recticuladas, adaptando-se a topografias ou a fundações de épocas anteriores que inviabilizam o modelo ideal ortogonal, as cidades são, sem dúvida os grandes alicerces do Império Romano e o símbolo de um sistema organizativo religioso, social e político. Falar de Cidade, é pois, falar de uma vida intensa que, em Roma, a capital, fez concentrar tanta gente e tantas actividades que fez surgir a necessidade de criar corpos de bombeiros e legislação adequada ao tráfego de veículos de transporte de mercadorias e que, em escala maior ou menor, as capitais do império quiseram mimetizar.
No que respeita ao Ocidente da Península Ibérica, Roma elege três cidades onde centraliza a estruturação da sua nova realidade político Administrativa: Pax Iulia (Beja), uma colónia de cidadãos romanos; Liberalitas Iulia Ebora (Évora), uma cidade de direito latino, e Felicitas Iulia Olisipo (Lisboa), com estatuto de município, todas com o epítetos que evocavam César e as virtudes “júlias”, utilizando as palavras de Carlos Fabião (2006) - ver bibliografia disponível no link abaixo mencionado.
Mas a criação da Lusitânia, provalvelmente em 16 ou 15 a.C. com a capital em Augusta Emerita (actual Mérida), fundada como colonia em 25 a.C. e a divisão em novas circunscrições administrativas, os conventus, vem originar a criação de novas capitais: Augusta EmeritaPax Iulia e Scallabis (Santarém), as três com estatuto colonial, que, por sua vez, vem originar a proliferação de núcleos urbanos de menor escala que estruturaram o território.

Manuel Salinas de Frías, no seu artigo «O Contacto: O impacto da Presença Romana na Lusitânia» (V.V.A.A. MNA, 2016) assim se refere: «Outro fenómeno muito importante que ocorre durante o século I a. C., (...) é a ascensão de algumas cidades indígenas, situadas no vale do Tejo ou a sul do mesmo, à condição de municípios ou colónias. De acordo com o polígrafo romano Plínio-o-Velho (N.H. 4.35, 117), que escrevia por volta de 70 d. C., a Lusitânia tinha 45 populi (unidades políticas), dos quais 5 eram colónias, 1 município de direito romano, 3 eram oppida (cidades) com o direito latino antigo e 36 eram cidades estipendiárias. As cinco colónias eram Augusta Emerita, Metellinum (Medellín), Pax Iulia (Beja), Norba Caesarina (Cáceres) e Scallabis Praesidium Iulium (Santarém).
O município de cidadãos romanos era Olisipo Felicitas Iulia (Lisboa); e os oppida de direito latino antigo eram Ebora Liberalitas Iulia (Évora), Myrtilis (Mértola) e Salacia (Alcácer do Sal). Foi proposto, verosimilmente, que os municípios de direito romano e latino receberam o seu estatuto das mãos de César; do mesmo modo que o cognome de Caesarina atribuído a Cáceres e o nomen Iulius de Scallabis (Santarém) parecem indicar uma intervenção sua. Se estas suposições estiverem corretas, as colónias e os municípios cesarianos devem ter sido criados durante o seu último ano de governo, entre 45 e 44 a. C., quando, como ditador pela quarta vez, pôs em prática um grande trabalho de organização do Estado.
Trate-se ou não de fundações cesarianas, permanece o facto de quatro das cinco colónias
da Lusitânia terem sido fundadas dentro da baliza cronológica de cerca de 50 anos, que vai
de 79 a. C. — primeiro ano da estadia de Metelo na Ulterior durante a guerra de Sertório e,
portanto, a data mais antiga que se pode atribuir a Metellinum , no caso de se supor que
se trata de uma fundação deste general —, até 25 a. C., ano da fundação de Augusta Emerita».
In: Manuel Salinas de Frías, «O Contacto: O impacto da Presença Romana na Lusitânia» ROMANA LUSITÂNIA ORIGEM DOIS DE POVOS pp: 62-79.

Mapa da Lusitânia, 1990, segundo os autores acima mencionados.

«No seu testamento político, as «Res Gestae», Augusto vangloriava-se de ter criado várias colónias em muitas províncias, boa parte com veteranos militares. Entre elas, inclui-se Emerita. Para conhecer o contexto e a data de fundação de Mérida temos que recorrer à célebre passagem do livro 53 de Díon Cássio: «Terminada a guerra, Augusto licenciou os soldados de mais idade e concedeu-lhes a fundação de uma cidade na Lusitânia a que se chamou Augusta Emerita».
Díon Cássio refere-se à guerra contra os cântabros e os ástures e refere-se ao ano de 25 a.C.
Não conhecemos os tempos exatos da contenda, mas, tendo em conta o clima e a orografia do norte peninsular, deve-se pensar que as hostilidades não devem ter começado antes da primavera ou verão de 26 a. C. (era necessário tempo para trazer as tropas e organizar os quartéis e a estratégia de guerra). O próprio «Princeps» assumiu in situ o comando das operações; no entanto, ficou doente e retirou-se para Tarraco, deixando no comando Caio Antístio Veto e Públio Carísio, legados da Citerior e da Ulterior respetivamente. A campanha estendeu-se provavelmente até à segunda metade do ano 25 a. C. (quiçá com uma pausa invernal) e após a tomada de Lancia e outros lugares dos ástures, Augusto deu por concluída a campanha e ordenou encerrar o templo de Jano em Roma, licenciar parte das tropas que tinham participado na guerra, criar a colónia Augusta Emerita e que se dessem espetáculos para os restantes soldados nos próprios acampamentos»


In: José Carlos Saquete Chamizo «A Fundação de Augusta Emerita».

Texto e fotografia a partir de: Lusitânia, Origem de dois povos , MNA 2016.






Maqueta da cidade de Mérida. Fotografia a partir de: Lusitânia, Origem de dois povos , MNA 2016.





Mas sobre essa temática das cidades da Lusitânia, deixaremos a quem tanto ao tema se tem dedicado …



(1) Este artigo baseia-se parcialmente na introdução da tese de mestrado da signatária, disponível em:http://independent.academia.edu/FilomenaBarata/Papers/833828/Mirobriga_Arquitectura_e_Urbanismo


Forum de Miróbriga. Fotografia aérea de Filomena Barata


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Bibliografia de Abelterium (em elaboração):



A Estação Arqueológica de Alter do Chão, localizada em Ferragial d’El-Rei é um Imóvel de Interesse Público, classificado pelo Decreto N.º 28/82 de 26 de Fevereiro. Trata-se de um sítio arqueológico tutelado pela Câmara Municipal de Alter do Chão e localizado em propriedade da
Coudelaria de Alter.
Descoberta em 1954, durante a realização de trabalhos de construção do Campo de Futebol Municipal, foi objecto de escavação passados dois anos, sob orientação de Bairrão Oleiro, descobrindo-se, então, toda uma zona de construção correspondente ao primitivo balneário, o sistema de canalizações, pavimentados com opus signinum (argamassa) e mosaicos policromos decorados com motivos geométricos.
Entretanto, as intervenções conduzidas no sítio, em 1979, 1980 e 1982, permitiram identificar um número considerável de estruturas romanas de carácter habitacional, cronologicamente balizáveis entre os séculos II e IV d. C.. 
Em data mais recente, os trabalhos foram continuados, quer de investigação, quer de valorização, sob a coordenação de Jorge António, sendo hoje o Sítio dotado de um Centro Interpretativo dedicado à «Casa da Medusa»


Foto de A Lusitânia.



ANTÓNIO, Jorge; REIS, Marta Pinto, Necrópole Tardo-Antiga de Alter do Chão: resultados preliminares
ACADEMIA.EDU
Necrópole Tardo-Antiga de Alter do Chão: resultados preliminares
ANTÓNIO, Jorge; REIS, Marta PintoLegados da Antiguidade Tardia na Vila de Alter do Chão: abordagem Antropológica (primeiros...
Legados da Antiguidade Tardia na Vila de Alter do Chão: abordagem Antropológica (primeiros Resultados).  Hispania Romana - Actas do IV Congresso de Arqueologia Peninsular.
ACADEMIA.EDU. REVISTA ABELTERIVM

PEREIRA, F. Alves, A ponte romana de Vila Formosa, O Archeologo Português, vol. XVII, nº 10 - 12, 1912


http://bibliotecas.patrimoniocultural.pt/oarqueologo/OAP_S1_v17_1912/OAP_S1_v17_1912_150dpi_pdf/p209-222/p209-222.pdf


CARRIÇO, João, 2002, "A Ponte Romana de Vila Formosa: História e Estética"
disponível para consulta na Biblioteca Mário Sottomayor Cardia na FCHS e na Biblioteca Nacional de Portugal, sendo que, nesta última está divulgada no Registo de Documento e parcialmente publicada online (Volume I: Rosto, índice, introdução e bibliografia), acessível em:http://dited.bn.pt/30499/index.html?m
Registo 30499
dited.bn.pt
MANTAS, Vasco Gil,  2010, Ammaia e Civitas Igaeditanorum. Dois espaços forenses lusitanos. Ciudad y Forum en Lusitania Romana, Stvdia Lusitana, 4.
https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/13498/1/Vasco%20Gil%20Mantas%20-%20Ammaia%20e%20civitas%20Igaeditanorum.pdf




Bibliografia sobre Aeminium, Coimbra

A primeira referência à existência de Aeminium surge no itinerário de Antonino, um itinerário que procurava fixar os pontos de passagem das vias romanas no mapa de Portugal.

Tanto Aeminium como Conímbriga eram atravessadas por uma estrada romana, que ligava Olisipo  a Bracara Augusta.
De Aeminium restam poucos vestígios de época romana, sendo criptopórtico, localizado no Museu Machado de Castro, um dos mais importantes. 
A cidade vê o seu crescimento aumentar, quando os Suevos saquearam e destruíram Conimbriga, em 465 e 468 d.C., e os seus habitantes tiveram de fugir para Aeminium, aumentando a população local e ajudando a cidade a prosperar e a crescer. 
Essa plataforma artificial suportava a estrutura o Forum e manteve-se inalterada até aos nossos dias, devendo-se a sua conservação ao facto de durante a Idade Média, ter sido edificado um palácio de um membro do clero sobre o fórum, edifício que actualmente alberga o Museu Machado de Castro.
Esta complexa estrutura era composta por uma galeria de túneis subterrâneos com vários arcos no topo, tendo sido construído em dois andares. No piso superior, uma galeria em forma de II envolve outra do mesmo traçado. Em cada braço, três passagens dão acesso de uma a outra galeria, no topo as galerias também comunicam umas com as outras. A construção desta estructura foi a solução encontrada  para ultrapassar o declive natural do terreno, permitindo assim a implantação do Forum da cidade.
Trabalhos realizados em 1930, no paço, convertido em museu desde 1911, chamaram a atenção para essa infra-estrutura romana que posteriormente (1955 a 2004) foi objecto de diversas campanhas de investigação arqueológica e restauro.

Junto ao topo norte do criptopórtico, encontraram-se as fundações da ábside que integrava a basílica de duas naves situada nesse lado do forum .

Por seu lado, adjacente ao criptopórtico, a sul, corre um grande esgoto, provavelmente a cloaca maxima de Aeminium, em direcção ao rio, formando patamares escavados para facilitar o escoamento e a sua manutenção. Esta infra-estrutura manteve-se em uso até o século XX.

Tratando-se de uma imponente obra de engenharia, a construção do criptopórtico contemplou o escoamento das águas subterrâneas, recorrendo, inclusive, à instalação de um fontenário público.

Ver:
O Criptopórtico do Forum de Aeminium
http://www.museumachadocastro.pt/pt-PT/minisitios/ContentDetail.aspx?id=82






Bibliografia sobre Ammaia:



A Cidade de Ammaia localiza-se no concelho de Marvão, em S. Salvador da Aramenha, em pleno Parque Natural da Serra de Sº Mamede e a sua área central é constituída pela Quinta do Deão e pela Tapada da Aramenha, numa área aproximada de 25ha.
Classificada como Monumento Nacional em 1949, as suas ruínas estiveram abandonadas até finais de 1994, altura em que foi criada a Fundação Cidade de Ammaia para estudar e preservar o que resta desta cidade romana.
Ammaia foi elevada a Civitas por volta do ano 44/45 d.C. tendo obtido o estatuto de Municipivm ainda durante o séc. I d.C., no entanto, apenas existem dados sobre o mesmo no reinado de Lúcio Vero, no ano de 166 d.C.
Os trabalhos desenvolvidos na Ammaia mostram hoje o que resta da Porta Sul, das Termas, o Templo localizado no Fórum e sua envolvente, bem como a porta oeste do mesmo.
Adaptado de: https://fundacaoammaia.wordpress.com/a-cidade/

Ara dedicada a Jupiter Optimo Maximo descoberta nas imediações de São Salvador da Aramenha. 
Em depósito Museu da Fundação da Ammaia



Foto de Ammaia.

Foto de Ammaia.


Fotografias (2) Fundação da Ammaia, 2017



AAVV: Ad Aeternitatem2015, Os espólios funerários de Ammaia a partir da colecção Maçãs do Museu Nacional de Arqueologia. 
CRAVINHO, Graça, Some engraved gems from Ammaia. Universidade Nova de Lisboa
Fundação Cidade de Ammaia
(info: http://128934ed.110mb.com/)
 
Projecto Radiopast em Ammaia
(Info: http://www2.radiopast.eu/?page_id=390)
 
MANTAS, Vasco Gil, Cidade e foro na Lusitânia Romana. Mérida, 2009
MANTAS, Vasco Gil, “Ammaia e Civitas Igaeditanorum. Dois espaços forenses lusitanos.”
(info: https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/13498/1/Vasco%20Gil%20Mantas%20-%20Ammaia%20e%20civitas%20Igaeditanorum.pdf
OLIVEIRA, Jorge, Câmara Municipal de Marvão – Cidade de Ammaia
Autor : Jorge de Oliveira
PALIOU, Elefheria, A Romano-Lusitanian townacape revealed.
eleftheria121.wordpress.com/.../ammaia-i-a-romano-lusitania
PEREIRA, Sérgio, A Cidade Romana de Ammaia - Escavações Arqueológicas 2000-2006 (2009)
Edições Colibri, Autoria: Sérgio Pereira 
TAVARES, Maria de Lourdes, MUNICIPIUM DE AMMAIA, PATRIMÓNIO ROMANO NO NORDESTE ALENTEJANO 
(info: http://cienciasdonossotempo.no.sapo.pt/cidade_de_ammaia.htm ) 




 
 Pode ainda consultar-se; http://www.ammaia.pt/
 

Bibliografia sumária sobre Aritium Vetus, Alvega, Abrantes


Sobre as questões em aberto a propósito da localização e importância de Aritium Vetus, sinalizada neste mapa, leia-se:
Notas de arqueologia,
epigrafia e toponímia – II
JORGE DE ALARCÃO
«Na confluência da ribeira da Lampreia com o rio Tejo, na freguesia de Alvega do concelho de Abrantes, encontrou-se no século XVII uma placa de bronze que tinha gravado um juramento de fidelidade dos Aritienses ao imperador Calígula, feito em 37 d.C., no oppidum de Aritium Vetus, sendo magistri (ou magistrati) um Vegetus, filho de Talticus e um Vibius, filho de [...]arionus (CIL II 172; IRCP 467).
Parece não haver dúvidas de que, no aro da actual freguesia de Alvega, havia uma cidade romana, chamada Aritium Vetus. A sua exacta localização levanta problemas.»
Jorge de Alarcão
Notas de arqueologia,
epigrafia e toponímia – II
Revista Portuguesa de Arqueologia. volume 7. número 2. 2004, p. 193-216
http://www.patrimoniocultural.pt/…/revistaportug…/7_2/11.pdf


Ver: Mapa a partir de: Jorge de Alarcão, As Civitates da Lusitania, in Imagens e Mensagens - Escultura Romana do Museu de Évora. 2005.

GASPAR, J. (1970) - Os portos fluviais do Tejo. Finisterra. Lisboa. 5:10, p. 153-204. 
SILVA, J. C. (1981) - Epigrafia romana de Abrantes - Quatro textos em questão. Trebaruna. Castelo Branco. 1, p. 9-24.
SILVA, J. C.; ENCARNAÇÃO, J. d’ (2001) - Árula votiva encontrada em Abrantes. Ficheiro Epigráfico. Coimbra. 67, n.º 301

Bibliografia sumária de Aquae Flaviae
 
CARNEIRO, Sérgio (2005a). Intervenções Arqueológicas de Emergência no Centro Histórico de Chaves (1999-2000). Revista Aquae Flaviae, nº33. Chaves, pp. 7-91.
CARNEIRO, Sérgio (2005b). Novos Contributos para a Epigrafia de Aquae Flaviae – Achados Fortuitos 1999-2005. Revista Aquae Flaviae, nº33. Chaves, pp. 131-139.
IDEM (2009). A Necrópole Romana do Largo das Freiras em Chaves. Revista Aquae Flaviae, nº 41. Chaves.
CARNEIRO, Sérgio e LOPES, Rui (2005). Terra Sigillata das Intervenções de Emergência no Centro Histórico de Chaves (1999-2000). Revista Aquae Flaviae, nº33. Chaves, pp. 92-130.
FONTE, João Mário Martins da (2006a). Em torno da Aquae Flaviae e Chaves: algumas considerações.Revista Aquae Flaviae, nº35. Chaves.
FONTE, João Mário Martins da (2006b). O “Padrão dos Povos” de Aquae FlaviaeAl-Madan, III série, nº 14. Centro de Arqueologia de Almada.
FRIGHETTO, Renan (1997). Aquae Flaviae na Crónica de Hidácio. Revista Aquae Flaviae, nº18. Chaves, pp. 32-40.
MARTINS, João Baptista (1980) - Achados arqueológicos no rio Tâmega junto à Ponte Romana de Chaves. In Notícias de Chaves. Chaves. 5/09/1980.
MARTINS, Manuel José Carvalho, 2014, "Chaves Romana – A Via Romana XVII”, Grupo Cultural Aquae Flaviae.
MARTINS, Manuel Carvalho, 2014. Chaves Romana - A Via Romana XVII
MARTINS, Manuel Carvalho Martins, 2014. Por Aquas Flavias - Estudos Complementares
MONTALVÃO, António (1972). Permanece a urbanística de Aquae FlaviaeSeparata de Conimbriga, Vol. XI, Gráfica de Coimbra.
RIBEIRO, João Manuel Gonçalves, Outubro de 2010, O TECIDO URBANO FLAVIENSE: DE AQUÆ FLAVIÆ A CHAVES MEDIEVAL. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais.
SILVA, Armando Coelho Ferreira da e Centeno, Rui (1997). Aquae Flaviae: Novos Dados Arqueológicos e Epigráficos. Castrejos e Romanos no Noroeste. Colóquio de Homenaxe a Carlos Alberto Ferreira de Almeida. Santiago de Compostela. Universidade do Minho Instituto de Ciências Sociais
SILVA, Armando Coelho Ferreira da; PINTO, Filipe Soares; QUINTINO, Núria e TEIXEIRA, Vera (2006-2007). Novos dados sobre o urbanismo e história da cidade de Chaves. Revista da Faculdade de Letras, Ciências e Técnicas de Património, I Série, Vol. V-VI, Porto.
TEIXEIRA, Ricardo (1996). De Aquae Flaviae a Chaves. Povoamento e organização do território entre a Antiguidade e a Idade Média. Dissertação de Mestrado em Arqueologia apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto (policopiado).
VASCONCELLOS, José de Leite de (1917) - Coisas Velhas. In O Arqueólogo Português. Lisboa, 1ª série, 22, p. 107/169.



Bibliografia sobre Balsa


«Balsa foi uma importante cidade romana, que existiu na freguesia de Luz (concelho de Tavira, distrito de Faro), nos terrenos litorais hoje designados por Torre d’Aires, Antas e Arroio, tendo Pedras d’El-Rei, Luz, Rato e Pinheiro como subúrbios.
É citada nas listas de cidades do Império Romano (por Pompónio Mela e Plínio-o-Velho, no séc. I d. C. e por Ptolomeu, no séc. II), posteriormente como etapa de um dos Itinerários de Antonino (roteiro de estradas e rotas navais do séc. III) e, já após o fim do Império do Ocidente, na Cosmografia do Anónimo de Ravena (séc. VII, mas baseada em documentos muito mais antigos).
A história urbana de Balsa romana inicia-se no séc. I a. C. e termina no séc. V ou VI da nossa era. Teve o seu apogeu urbanístico no século II, chegando a ocupar uma área de cerca de 45 hectares (ha), excluindo subúrbios e necrópoles.
Era assim uma cidade de considerável dimensão no Império Romano, muito acima da média urbana da província da Lusitânia, a que pertencia.
Destacava-se relativamente a Olisipo (Lisboa), Ossonoba (Faro) e Conimbriga (Condeixa-a-Velha, Coimbra), então respectivamente com 29, 28 e 23 ha, e era oito vezes maior do que os 5.5 ha da zona amuralhada de Tavira medieval!
Cidade portuária litoral, sede de civitas, isto é, de uma autonomia municipal, que abrangia todo o Algarve Oriental entre Bias e o Guadiana, cunhou moeda própria em meados do século I a. C., no início da ocupação romana efectiva»


«Pensa-se também que o primeiro enclave portuário romano, no sítio da Torre d’Aires, só tenha sido fundado na sequência da "Guerra dos Piratas" de 67 a. C, comandada por Pompeu Magno.
O seu legado (lugar-tenente) encarregado das operações na área atlântica foi Tibério Nero, pai do imperador Tibério. A parte naval da campanha terá porém estado sob o comando de Lúcio Manlio Torquato. Este e o seu irmão Tito Manlio Torquato, outro comandante de Pompeu, pertenciam a uma antiga estirpe senatorial romana, célebre desde os tempos semilendários do ataque gaulês a Roma, em 387 a. C. Era uma família de almirantes que se distinguiu na 2ª Guerra Púnica e já com interesses na Hispania desde então.
Será a partir desta época que os Manlii expandem esses interesses navais e fundiários na área do Golfo de Cádis, cujas ramificações locais encontraremos em Balsa duzentos anos mais tarde.
Os legados pompeianos terão sido responsáveis, nos anos seguintes, pelas cunhagens de moeda em várias cidades da zona, entre as quais as de Balsa, Ossonoba e Baelo».



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VVAA:2002, Exhibition catalogue. Loquuntur saxa. Religiões da Lusitânia, Museu Nacional de Arqueologia; Lisboa: Several references
VVAA: 2003: Exhibition catalogue, Tavira, Território e Poder, Museu Nacional de Arqueologia/C.M.Tavira, Lisboa: p 268-291


Na imagem, Luís Fraga da Silva apresenta-nos a via romana Baesuris-Balsa referindo que «o elemento mais importante e assinalável de Tavira na Época Romana terá sido a via pública que ligava Baesuris (Castro Marim), na margem do Guadiana, às cidades de Balsa e Ossonoba (Faro). Esta via é identificada em duas fontes documentais: no Itinerário de Antonino[3] e na Cosmografia do Anónimo de Ravena».




Desde já recomendamos a consulta dos seguintes textos:
TAVIRA NO TEMPO DOS ROMANOS
ROMANOS EM TAVIRA
2ª Edição: 2011
Luis Fraga da Silva
Associação Campo Arqueológico de Tavira




Mapa: Via romana Baesuris-Balsa Luís Fraga da Silva, a partir de:
http://1.bp.blogspot.com/…/A…/I-4TB6F_Qco/s1600/Mapa%20C.jpg


 
Bibliografia sumária sobre Bobadela

A fundação da CIVITAS  da Bobadelano séc. I d.C., remonta ao período ao período de Octávio César Augusto, embora não se conheça o nome latino da cidade.

Na Igreja Matriz da Bobadela, encontra-se uma lápide onde se lê Neptunale, testemunho epigráfico do culto de Neptuno, podendo ter pertencido a um templo dedicado à divindade das fontes e dos rios.

Os limites da civitas da Bobadela seriam, a este, a serra da Estrela, a sudeste a serra do Açor e a serra da Lousã; a ocidente as serras do caramulo e Buçaco. A norte confrontaria com a civitas de Viseu.

O fórum da Bobadela, sendo um fórum do período Imperial, é todo um grande complexo edificado, isolado por um muro do resto da cidade, virado para dentro é um "fórum-bloco". O Arco Romano é a parte mais conservada do muro do fórum.

Em 1884 foi descoberta uma cabeça monumental, em mármore branco, do Imperador Flávio Domiciano. Destaca-se também a descoberta de um espólio romano variado, como bases de colunas, das ordens toscana abastardada e ática.


O Anfiteatro de Bobadela tem a arena elíptica de 40X50m., delimitada por um muro de três metros de altura. As bancadas deveriam ser de madeira, tendo sido, ao que parece, edificado no último quartel do século I d. C..
Ao contrário do que se possa pensar, as características singelas do edifício conferem-lhe um interesse particular, por não se conhecerem muitas estruturas análogas no mundo romano. O Anfiteatro da Bobadela não foi palco de lutas com feras, porque não dispunha de galerias subterrâneas para o alojamento dos animais; e também é duvidoso que nele se realizassem lutas de gladiadores. Deveria  sido utilizado para divertimentos do agrado popular, como:jogos diversos, canto, dança, recitais, espectáculos equestres, concertos de flauta, lira e cítara e cerimónias religiosas.

(texto adaptado do panfleto informativo do município de Oliveira do Hospital e fotografias anterior e seguinte a partir de: Civitas Splendidissima (Bobadela)

http://www.geocaching.com/geocache/GC1XJ15_civitas-splendidissima-bobadela-oliv-hospital

Anfiteatro de Bobadela.
Fotografia Portugal Romano.


FRADE, Helena, 1995, Notas para o estudo do urbanismo da cidade romana de Bobadela. orto Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia
FRADE, Helena; CAETANO, José Carlos; PORTAS, Clara; MADEIRA, José Luís (1995) - notas para o estudo do urbanismo da cidade romana de Bobadela. Trabalhos de Arqueologia e Etnologia. Porto. 35:4, pp. 221–241.
FRADE, Helena; PORTAS, Clara (1994) - A arquitectura do anfiteatro romano de Bobadela. In Actas del Colóquio Internacional
FRADE, Helena, 1992, El Anfiteatro en la Hispania Romana (Mérida, 26–28 de noviembre 1992). Badajoz: Junta de Extremadura, pp. 349–368.


Bibliografia sobre Bracara Augusta


BAUDYSOVÁ, Veronika, Bracara Augusta, Época Romana na Cidade de Braga, 2008.
http://theses.cz/id/ux10il/35726-523816000.pdf
CORREIA, A. M. Braga Monumental
http://www.bragavirtual.com/index.php?lang=pt&section=monuments
CRUZ, MárioFRAGMENTOS DE VIDRO, FRAGMENTOS DA MEMÓRIA. APROXIMAÇÃO À ACTIVIDADE VIDREIRA EM BRACARA AUGUSTA 
IDEM, 2001, «Vidros romanos de Bracara Augusta». (Tese de Mestrado)
D' ENCARNAÇÃO, José , 1993, «Ara dedicada a Júpiter em Barcara Augusta», Ficheiro Epigráfico 44.
https://www.academia.edu/7301118/Ara_dedicada_a_Jupiter_em_Bracara_Augusta
FONTES, Luis, Salvamento de Bracara Augusta : escavações arqueológicas na Rua D. Paio Mendes, nº 67-75 Braga : relatório final. Universidade do Minho.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/29062
LEMOS, F. Sande,  2008, «Antes de Bracara Augusta». FORUM 42•43, Jul 2007/Jan 2008, Pág. 203-239
LEMOS, F. Sande, 1998, Bracara Dives, capital da Galaecia, FORUM JAN-JUN 1998,

LEMOS, Francisco Sande, LEITE, José Manuel Freitas, RIBEIRO, Jorge Manuel Pinto, BRAGA, Cristina,  2005, Salvamento de Bracara Augusta : Campus de Gualtar 2005 : acrónimo BRA05UM : relatório.
https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/24748
IDEM. (2004)Urbanismo e Arquitectura de Bracara Augusta. Balanço dos contributos da Arqueologia Urbana.
LEMOS, Francisco Sande, 2014, Bracara Augusta. Arqueologia Urbana no fio da navalha. MINIA, n. 12.
https://www.academia.edu/31243629/01_BracaraAugust_FSandeLemos.pdf
MARTINS, Manuela (2000). Bracara Augusta: Cidade Romana. Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, Braga.

Simulacra Romae. Roma y las capitales provinciales del ocidente europeu. Estudios Arqueológicos, pp. 149-173.
MARTINS, Manuela; LEMOS, F. Sande e Pérez Losada, F. (2005). O Povoamento Romano no Território dos Galaicos Bracarenses. III Colóquio Internacional de Arqueologia en Gijón: Unidade y Diversidad en el Arco Atlântico en Época Romana. BAR International Series 1371, pp. 279-296.
MARTINS, M.; RIBEIRO, J. e MAGALHÃES, F. (2006). A arqueologia urbana em Braga e a descoberta do teatro romano de Bracara Augusta, Forum, Nº. 40 (Jul-Dez).Braga, pp. 9-30.
MARTINS, Manuel; RIBEIRO, Jorge; MAGALHÃES, Cristina, 2012, Urbanismo e Arquitectura de Bracara Augusta.  Sociedade, Economia e Lazer. in EVOLUÇÃO DA PAISAGEM URBANA: SOCIEDADE E ECONOMIA
https://www.academia.edu/3306596/Urbanismo_e_Arquitetura_de_Bracara_Augusta._Sociedade_economia_e_lazer
MARTINS, Manuela, BRAGA, Cristina, PIERRE, Lino, 2013, Salvamento de Bracara Augusta : Avenida da Liberdade Nº 696 : acrónimo BRA07AVL696 : relatório
https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/24724
MORAIS, Rui, 2010, Bracara Augusta.
MORAIS, Rui Manuel Lopes de Sousa, 2004, «Autarcia e Comércio em Bracara Augusta no período Alto-Imperial:
contribuição para o estudo económico da cidade». I e II PARTE
REDENTOR, Armando José Mariano Redentor, 2014, A cultura epigráfica no Conventus Bracaraugustanus (Pars Occidentalis): percursos pela sociedade brácara da época romana. Tese de Doutoramento.
RIBEIRO, Maria do Carmo Franco, 2010, A evolução da paisagem urbana de Braga desde a época romana até à Idade Moderna. Síntese de resultados, Conselho Cultural da Universidade do Minho. Braga.
 Santuário Romano Fonte do Ídolo
Bracara Augusta e o Império Romano, Museu D. Diogo de Sousa

http://mdds.culturanorte.pt/pt-PT/exposicaopermanente/ExpPermSala2/ContentList.aspx

http://mdds.culturanorte.pt/pt-PT/exposicaopermanente/ExpPermSala3/ContentList.aspx

Viagem Virtual a Bracara Augusta

http://www.cm-braga.pt/resources/content/bracara_augusta/html/vv_rv.html




Bibliografia sobre Caetobriga

As origens de Setúbal remontam, segundo os investigadores ao ao início da Idade do Ferro, possivelmente já relacionadas com a exploração de sal e comércio marítimo. Na Época Romana assiste-se ao crescimento do povoado inicial e das actividades comerciais e portuárias aliadas ao incremento das unidades de transformação do pescado.
Caetobriga é, portanto, essa cidade referida por Ptolomeu e que o Itinerário de Antonino localizava numa das vias que ligava Olisipo (Lisboa) a Emerita (Mérida), a 24 milhas de Olisipo (de Olisipo a Aquabona 12 milhas; de Aquabona a Cetóbriga, 12 milhas), foi durante muito tempo identificada com as da cidade fronteira de Tróia.
Actualmente a via romana é conhecida por Estrada do Viso, de que se conhece um troço de 300m, localizado nos arredores de Setúbal, na localidade do Grelhal. Este troço de estrada romana fazia parte da rede viária da Lusitânia, com várias ligações para Sul, a exemplo de Salacia (Alcácer do Sal) e Ebora (Évora), até Emerita Augusta (Mérida, Espanha), a capital da Lusitània. Para Norte, a estrada ligaria a Equabona (Coina), de onde, por via fluvial, se atravessaria até Olisipo (Lisboa).
As investigações arqueológicas mais recentes revelaram vários vestígios no Centro Histórico de Setúbal, destacando-se o conjunto de cetárias na Travessa Frei Gaspar por ser visitável.
Alguma bibliografia sobre Caetobriga:
COSTA, A. Marques da – «Estudos sobre algumas estações da época luso-romana nos arredores de Setúbal», in O Arqueólogo Português, vol. 26, Lisboa, 1924; vol. 27, Lisboa, 1929; vol. 29, Lisboa, 1933.
FABIÁO, Carlos, «Cetárias, ânforas e sal: a exploração de recursos marinhos na Lusitania» in Estudos Arqueológicos de Oeiras. 17, Oeiras, Câmara Municipal, 2009, p. 555-594.
https://www.academia.edu/…/Cet%C3%A1rias_%C3%A2nforas_e_sal…
FABIÃO, Carlos (2004) – “Centros oleiros da Lusitania. Balanço dos conhecimentos e perspectivas de investigação”, Actas del Congresso Internacional Figlinae Baeticae. Talleres alfareros y producciones cerámicas en la Bética romana (ss. II a.C. – VII d.C.), Universidad de Cádiz-2003, B.A.R, int. Ser., 1266, Oxford, p. 379-410.
FABIÃO, C. (2005) – “Caminhos do Atlântico Romano: Evidências e Perplexidades”, in Fernández Ochoa, C. y García Díaz, P. (Eds.), III Colóquio Internacional de Arqueología en Gijón. Unidad y diversidad en el Arco Atlántico en época romana. Gijón-2005, 83-85.
SILVA, Carlos, 1996, “Produção de Ânforas na Área Urbana de Setúbal: a Oficina Romana do Largo da Misericórdia” in Ocupação Romana dos Estuários do Tejo e do Sado, Publicações Dom Quixote, Lisboa, pp. 43-54.
SILVA, C. T. e SOARES, Joaquina, 1986, “Ocupação Pré-Romana de Setúbal”, in
I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana, IPPC, Lisboa, pp. 87-101.
SILVA, Carlos Tavares da Silva e SOARES, Antónia Coelho,
«Preexistências de Setúbal. A ocupação da Época Romana da Travessa de João Galo, nos. 4-4B», Setúbal Arqueológica, Vol.152014. Homenagem a A. I. Marques da Costa.
II Encontro de Arqueologia da Arrábida
Museu de Arqueologia e Etnografa do Distrito de Setúbal / /Assembleia Distrital de Setúbal
https://www.academia.edu/…/Preexist%C3%AAncias_de_Set%C3%BA…
SILVA, Carlos; COELHO SOARES, Antónia (1980-81), «A Praça do Bocage (Setúbal) na Época Romana. Escavações arqueológicas de 1980».Setúbal Arqueológica, 6-7. Setúbal: MAEDS/ADS, p. 249-284.
TAVARES DA SILVA, C.; COELHO SOARES, Antónia.; SOARES, Joaquina (1986), «Fábrica de salga da época romana da Travessa de Frei Gaspar (Setúbal)».I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana (Setúbal, 1985). Lisboa: Instituto Português do Património
Cultural, pp: 155-159.
SILVA, Carlos et alii, 2010, «Preexistências de Setúbal. Intervenção arqueológica na Rua Francisco Augusto Flamengo», nºs. 10-12. Musa, 3. pp. 165-178.
https://www.academia.edu/…/Preexist%C3%AAncias_de_Set%C3%BA….
SILVA, Carlos Tavares; SOARES, Joaquina; WRENCH, Licínia Nunes Correia, 2010, «Os primeiros mosaicos romanos descobertos em Caetobriga» Musa, 3, 2010, p. 149-164
SOARES, Antónia Coelho. e SILVA, C. T. (1978) – “Ânforas da área urbana de Setúbal”, Setúbal Arqueológica, Junta Distrital 4, p.171-201.
SILVA, Carlos Tavares da, SOARES, Antónia Coelho, SOARES, Joaquina, 1985, «Fábrica de Salga da Época romana da Travessa de Frei Gaspar», Primeiro Encontro Nacional de Arqueologia Urbana.
SOARES, Joaquina, «Arqueologia Urbana em Setúbal: Problemas e Contribuições».
Actas do Encontro sobre Arqueologia na Arrábida.
SILVA, Carlos Tavares da e SOARES, Joaquina, Na Procura das Origens de Setúbal, in Almadan 3, 1984, pp. 2-6
http://www.patrimoniocultural.pt/…/trabalhosdearq…/14c/7.pdf

SOARES, Antónia Coelho. e SILVA, C. T. (1978) – “Ânforas da área urbana de Setúbal”Setúbal Arqueológica, Junta Distrital 4, p.171-201.
SILVA, Carlos Tavares da, SOARES, Antónia Coelho, SOARES, Joaquina, 1985, «Fábrica de Salga da Época romana da Travessa de Frei Gaspar", Primeiro Encontro Nacional de Arqueologia Urbana».
SOARES, Joaquina, «Arqueologia Urbana em Setúbal: Problemas e Contribuições».
Actas do Encontro sobre Arqueologia na Arrábida.
SILVA, Carlos Tavares da e SOARES, Joaquina, Na Procura das Origens de Setúbal, in Almadan 3, 1984, pp. 2-6
http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/trabalhosdearqueologia/14c/7.pdf
Património Arqueológico do Distrito de Setúbal. Subsídios para uma carta arqueológica (1993)
Núcleo urbano da cidade de Setúbal / Núcleo intramuros de Setúbal
IPA.00012826
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx…
Ver ainda:

Núcleo urbano da cidade de Setúbal / Núcleo intramuros de Setúbal

IPA.00012826
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=12826



Bibliografia sumária Civitas Igaeditanorum (Idanha-a-Velha)






Por Idanha-a-Velha (a antiga Egitânia romana) passaram vários povos ao longo do tempo, alguns dos quais deixaram vestígios monumentais.  
Idanha-a-Velha foi a capital da «Civitas Igaeditanorum», que parece ter sido fundada por Augusto, não se conhecendo vestígios de ocupação anterior do local. 
Embora não sejam ainda conhecidos todos os restos que poderiam fazer parte do centro político, administrativo e religioso - o Fórum -  os vestígios arqueológicos de Idanha-a-Velha possibilitam, contudo, localizá-lo. É o caso do «podium» do templo romano que lhe pertenceria, sobre o qual, em época posterior, foi edificada uma torre de menagem pelos templários.
A sul da zona onde o Fórum se deveria implantar, foram reconhecidos vestígios de uma construção romana, provavelmente pertencendo às termas da cidade do século III d.C. 
A muralha, que sucessivas interpretações cronológicas têm feito vacilar entre uma origem baixoimperial, com uma remodelação parcial em época visigótica, que a tradição atribui a Ervígio, porque mandou circundar a cidade
com o seu castelo (DE MANN, p: 248) passando por reconstruções islâmicas a uma construção plenamente medieval, continuará a estruturar o desenvolvimento  urbano medieval.

Em Idanha podemos ainda destacar a existência da monumental basílica paleocristã, de três naves (convertida mais tarde em basílica visigótica), «provavelmente fundada no século IV, quando Idanha-a-Velha foi sede de bispado e, por conseguinte, uma das povoações mais importantes de toda a região da Beira interior. 

Esta "basílica" foi sujeita a uma campanha de remodelação durante o século IX, sendo posteriormente adaptada a outros estilos entre os séculos XIV e XVI. No entretanto, era erguida a "Torre dos Templários" precisamente sobre o embasamento de um templo romano, na antiga zona do forum, sobre a qual seria construído um templo medieval. Para além destes edifícios, existia um vasto circuito de muralhas eventualmente subsidiário de uma primeira fortificação datada do século II, e que foi sujeito a remodelações ao longo do século IX, e a reforços durante o período dionísio. 
Desde alguns anos a esta parte que decorre um projecto integrado de conservação e valorização dos diversos edifícios históricos constitutivos do conjunto monumental de Idanha-a-Velha, promovido pelo IPPAR, baseado na estratégia de valorização de toda a povoação. Assim, entre outras intervenções, criou-se um passadiço de visita no coroamento da muralha na zona da "Porta Norte", reconstruindo-se os torreões aí existentes e projectando a reconstrução de uma antiga casa de fundação manuelina para instalação do posto de turismo de Idanha-a-Velha, realizado no âmbito da filosofia de intervenção nos monumentos arqueológicos visitáveis, tendente a criar infra-estruturas imprescindíveis ao melhoramento da interpretação dos sítios visitados, ao mesmo tempo que a regular e disciplinar os fluxos de visita. 
[AMartins]

Citação a partir de: 


http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70554/


Sobre Idanha a Velha, poderá consultar:


ALMEIDA, F. de, Egitânia história e arqueologia, Lisboa, 1956;

ALMEIDA, F. de, História da Arte em Portugal, vol. 2, Lisboa, 1986, pp. 43-46.
ALMEIDA, F. de - Ruínas de Idanha-a-Velha, Civitas Igaeditanorum. Egitânea - guia para o visitante. Lisboa: 1977. 
ALMEIDA, Fernando de e FERREIRA, Octávio da Veiga, 1965, «O baptistério paleocristão de Idanha-a-Velha (Portugal)». Boletín del Seminario de Estudios de Arte y Arqueologia. Valladolid, 1965, vol. XXXI, pp. 134-136; Arte Visigoda em Portugal. Porto: 1955. Catálogo de exposição; 
AMARO, Maria João (1993) - Ara votiva do Ladoeiro (Conventus Emeritensis). In Ficheiro epigráfico, nº 44. Coimbra, Inscrição 198.
BATISTA, Joaquim, 1998, Carta Arqueológica da Freguesia de Idanha-a-Velha. Associação de Estudos do Alto Tejo.
BATATA, Carlos; BATISTA, Joaquim; ENCARNAÇÃO, José d'; SALVADO, Pedro, 2011, GESTÃO AURÍFERA E AFIRMAÇÃO EPIGRÁFICA:
O caso de Tiberius Claudius Rufus (CIL II 5132)
de Idanha-a-Velha
VI SIMPÓSIO SOBRE MINERAÇÃO E METALURGIA HISTÓRICAS NO SUDOESTE EUROPEU, 2011.
https://repositorio.ipcb.pt/…/Gest%C3%A3o%20aur%C3%ADfera.p…
BARROCA, Mário, 1988, «Contribuição para o estudo dos testemunhos pré-românicos de Entre-Douro-e-Minho». IX Centenário da Dedicação da Sé de Braga, Braga: Braga, 1990, vol. I, pp. 101-145; CALADO, Maria - «Idanha-a-Velha. Memória histórica e património cultural. Idanha-a-Velha», Lisboa. pp. 11-16; 
CASTELO - BRANCO, Manuel da Silva, 1976, «A Sé egitaniense na Era Quinhentista». Estudos de Castelo Branco. Castelo Branco, pp. 46-53; 
CABALLERO ZOREDA, Luis, 2006, "Antes e depois da Arqueologia da Arquitectura: um novo ciclo na investigação da Mesquita-Catedral de Idanha-a-Velha", Artis, nº5, pp.49-72". Lisboa.
CARVALHO,Pedro, IGAEDIS, Revista Portugal Romano, n. 2
CORREIA, Fernando Branco (2005) – Egitânia / Antaniya e o domínio islâmico algumas hipóteses para o estudo de um território de fronteira. In Muçulmanos e Cristãos entre o Tejo e o Douro (Sécs. VIII a XIII). Palmela: Câmara Municipal de Palmela/Faculdade de Letras da Universidade do Porto, p. 77-83.
CORTE-REAL, Artur Manuel de Castro, 2001, "A aldeia histórica de Idanha-a-Velha. Guia para uma visita.Idanha-a-Nova.
CRISTOVÃO, José Luís Gil, 2002, As muralhas romanas de Idanha
Dissertação de mestrado em Arqueologia (Arqueologia Romana) apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
CRISTÓVÃO, José Luís Gil, 2006, "Arqueología de la Arquitectura. Conocimiento e intervención", Revista Estudos / Património, nº9, pp.33-43". Lisboa.
DE MAN, Adriaan, 2008, Defesas Urbanas Tardias da Lusitânia. Tese de Doutoramento apresentada à Universidde do Porto.
https://repositorio-aberto.up.pt/…/tesedoutdefesasurbanas00…...
FERNANDES, Paulo Almeida, 2005, "Eclectismo. Classicismo. Regionalismo. Os caminhos da arte cristã no Ocidente peninsular entre Afonso III e al-Mansur", Muçulmanos e Cristãos entre o Tejo e o Douro (sécs. VIII a XIII), pp.293-310", Palmela.
GONÇALVES, Catarina Valença, 2011, A Pintura Mural em Portugal: os casos da Igreja de Santiago de Belmonte e da Capela do Espírito Santo de Maçainhas. Lisboa: s.n, 2 vols. Texto policopiado. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
HAUSCHILD, Theodor (1986) – Arte visigótica. In História de Arte em Portugal, 1. Do Paleolítico à Arte Visigótica. Lisboa: Publicações Alfa (História de Arte de Portugal, 1), p. 148-169.
LOPES, Fernando Pina, 1951, A Egitânia através dos tempos. Lisboa: s.n., p. 128.
MATTOS, Armando de, 1992, «A basílica de Idanha-a-Velha». Douro Litoral. 1947, 2.ª série, n.º 7, pp. 32-33; NEVES, Vítor Pereira - «Importante achado arqueológico». Reconquista. 3 julho, p. 17; 
IDEM, «Futuro da Egitânia garantido». Reconquista. 25 setembro 1992, p. 19;
IDEM - As Aldeias Históricas de Monsanto, Idanha-a-Velha e Castelo Novo. Lisboa: 1996; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário. Distrito de Castelo Branco. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitetónico, 1993, vol. I; 
PEREIRA, Félix Alves - «Estudos Igeditanos». O Archeologo Portuguez. Lisboa: 1909, vol. XIV; PIMENTA, Alfredo - «Alguns documentos para a História de Idanha-a-Velha». Subsídios para a História Regional da Beira Baixa. Castelo Branco: 1944, vol. I, pp. 133-198; 
PROENÇA JÚNIOR, Francisco Tavares - Archeologia do Distrito de Castelo Branco. Leiria: 1910.
REAL, M. L., “Inovação e resistência: dados recentes sobre a antiguidade tardia no Ocidente peninsular”, IV Reunião de Arqueologia Cristã Hispânica, Barcelona, 1995, pp. 66-67.
SALVADO, Pedro, 1983, "As muralhas e a torre de Idanha-a-Velha". Idanha-a-Nova. Câmara Municipal de Idanha-a-Nova - Museu Municipal Francisco Tavares Proença Júnior.

IDEM, 2000, Idanha-a-Velha. Memórias em imagens.  Idanha-a-Nova.

Idanha-a-Velha. Portugal. 3. Paço dos Bispos de Idanha-a-Velha (Campaña de escavação 2014)

ISABEL SÁNCHEZ RAMOS
JORGE MORÍN DE PABLOS
2015
https://www.academia.edu/16938141/Idanha-a-Velha._Portugal._3._Paço_dos_Bispos_de_Idanha-a-Velha_Campaña_de_escavação_2014_

Foto de A Lusitânia.

Na imagem: Vista geral das estruturas escavadas por F. de Almeida atualmente visíveis no conjunto arqueológico de Idanha-a-Velha. Imagem obtida com um laser digital.
Fotografia a partir do artigo mencionado.




















Bibliografia sumária sobre CIlpes






Bibliografia sumária sobre Collippo




A cidade romana de Collippo situava-se numa colina entre os actuais concelhos de Leiria e Batalha, no sítio de S. Sebastião do Freixo. No século XIX ainda eram visíveis ruínas. Muitas das pedras usadas para a sua construção foram reaproveitadas e são identificadas em S. Sebastião do Freixo ou no Castelo de Leiria, onde se encontraram várias lápides funerárias romanas e restos arquitectónicos de reaproveitados nas muralhas.


A Civitas de Collippo (1996) A paisagem rural romana e alto-medieval em Portugal/Conimbriga (1998) Batalha-Casal de S. Sebastião, Palheirinhos/Informação Arqueológica 9 (1994) Civitas Colliponensis (2002) Collippo: Uma cidade Pedida no Tempo/O Século Ilustrado nº 2028 (1977) Collippo: Uma cidade Romana do Concelho da Batalha ,/Tempos e História (2000)
BERNARDES, João Pedro, A Região de Leiria na Época Romana (2008).
BERNARDES, J. P. (2010) - “Collipo: análise de espaços públicos", in Actas del Coloquio Internacional "Ciudad y Foro en Lusitania romana" (Museo Nacional de Arte Romano, Merida, 13, 14 y 15 de Diciembre de 2007), Studia Lusitana, 4, Mérida: Museo Nacional de Arte Romano, p. 107-119.
BERNARDES, J. P. (2010) - “Collipo: análise de espaços públicos", in Actas del Coloquio Internacional "Ciudad y Foro en Lusitania romana" (Museo Nacional de Arte Romano, Merida, 13, 14 y 15 de Diciembre de 2007), Studia Lusitana, 4, Mérida: Museo Nacional de Arte Romano, p. 107-119.

ALARCÃO, J. DE, 1993: “Alfidii e Aufidii de Collip-po e Sellium”,Hvmanitas , XLV, Coimbra, p.193-198.ALARCÃO, J. DE y ÉTIENNE, R. (dir.), 1974-1979:
Fouilles de Conimbriga , Paris.
BERNARDES, J. P., 2002: Civitas Collipponenses ,FLUC, Coimbra (Dissertação de doutoramentodactilografada).BERNARDES, J. P., 2007:A Ocupação Romana na Região de Leiria , (Promontoria Monografica nº06), Faro.


FERNANDES, Carlos, As estações romanas da freguesia das Cortes. A ocupaçáo romana na região de Leiria.
http://jornaldascortes.no.sapo.pt/anteriores/agosto/memoria02.htm
GARCIA, E. B. (1971) - Em busca de Eburobrittium cidade pré-romana da Lusitânia. In II Congresso Nacional de Arqueologia. Coimbra. p. 457-462.
PEREIRA, J., 2005:Trabalhos arqueológicos – Collippo, Quinta S. Sebastião do Freixo, fre- guesia Golpilheira, concelho Batalha – relatório final, Ourém (dactilografado).



Bibliografia sumária sobre Conímbriga



Casa dos Repuxos Fotografia Filomena Barata

 
Conimbriga é uma cidade como outra qualquer. Nascida apenas antes de algumas outras: aqui o tempo já antes do Império de Roma a viu crescer. Da Idade do Bronze e do Ferro ficaram testemunhos que Roma absorveu.Cidade romana de origem indígena cuja ocupação remonta, pelo menos, ao Bronze Final.
Assim, naquele local, concentra-se a  História de milénios, entre finais do 2º milénio antes de Cristo e o século IV da Era Cristã.
Este povoado foi lugar central na área do Baixo Mondego no período orientalizante, mantendo-se ao longo de toda a Idade do Ferro como um dos maiores oppida do centro do país.
Conquistada provavelmente em 136 a.C., durante as campanhas de Décimo Júnio Bruto, a cidade teve uma importante renovação urbanística ao tempo de Augusto, que se vai continuar até finais do século I: o fórum, primeiras termas públicas (cerca de 12 a.C.), muralha, anfiteatro.
Amuralhada assim se viu a urbs desde o século I, se bem que a decadência do Império, a partir do século III, tenha visto o perímetro da cidade decrescer, dando lugar a uma imponente edificação militar, a muralha do Baixo Império.
Segundo Adriaan Man, neste mesmo site, o fenómeno de amuralhamento deve-se também a «uma certa dimensão competitiva entre centros ainda tecnicamente equivalentes. Uma cidade capaz de erigir uma muralha passava a deter um novo estatuto, em particular perante os seus vizinhos imediatos. Um exemplo gráfico seria o contraste entre Conimbriga e Collipo, sítios que nos princípios do Alto Império não difeririam muito em termos de localização geográfica e exposição aos circuitos comerciais, mas cujo destino último não poderia ter sido mais desigual. Pondo a questão em termos algo simplistas, os núcleos urbanos que não quiseram, ou não conseguiram, investir em muralhas durante a tetrarquia acabaram por perder, com notável rapidez, toda a relevância administrativa num mundo pós-romano, com apenas algumas excepções à regra.
Na Lusitânia, tal como noutros lados, as defesas urbanas tardias só podem ser olhadas numa relação com novas realidade fiscais, em particular a recolha anonária cada vez mais obsessiva, e com novos paradigmas securitários de pequena amplitude. Há, de novo, vários elementos legais que enquadram neste cenário. Em suma, a pequena cidade amuralhada servia propósitos fiscais, logísticos e de policiamento, numa dimensão regional. É de descartar o seu desígnio militar, contrastando neste aspecto com outras regiões, onde funcionaram guarnições permanentes em cidades fortificadas».
No século V, ao que se sabe, a cidade entra em decadência após várias incursões Suévicas, situando-se o seu abandono  por volta do século IX.
Conímbriga tem pois tudo o que as cidades de Roma costumam ter: casas pobres e ricas, apartamentos, vias, termas, lugares de espectáculo, como o anfiteatro, e o seu centro cívico.


Forum, que alguns quiseram melhor interpretar e parcialmente reconstruir, refazendo ambientes e espacialidades, tinha, sob a mira do olhar que o poder centralizado da Roma imperial impunha, um templo, esse lugar axial. Tanto poder naquele mesmo local, esse Forum do dever e do prazer; do profano e do sagrado com o seu santuário dedicado ao culto imperial…

Diz-nos Virgílio Correia «O fórum da cidade romana de Conimbriga foi localizado durante as escavações arqueológicas que decorreram entre 1964 e 1971, que identificaram as estruturas de um grande monumento de época flaviana e, sob estas, os restos de construções pertencentes a uma fase anterior.
A localização do fórum flaviano foi condicionada pela pré-existência do fórum construído ao longo da primeira metade do século I, que ocupou uma zona central também do ponto de vista dos eixos de circulação do oppidum.
O templo é, infelizmente, um dos elementos pior conhecidos do fórum, isto acontece porque, sendo aquele que se situava a uma cota mais elevada, foi aquele que mais sofreu com a erosão da zona (...)
O templo era pseudo-períptero, com as paredes da cela decoradas por meias colunas adossadas, tendo tido provavelmente quatro colunas na fachada.
Acedia-se a esta fachada por uma escada ladeada por dois grandes blocos de construção, de planta quadrangular, que substituíram as usuais antas. Estes maciços suportaram talvez esculturas.
Nada sabemos do seu interior, ainda que seja hipótese admissível que aí estiveram as mais importantes peças de escultura imperial conhecidas na cidade, que para aí teriam sido deslocadas do fórum mais antigo, para o qual terão sido encomendadas.
O templo era precedido de uma esplanada, rodeado por um largo espaço aberto e enquadrado por um porticus duplex elevado»
Mas Conimbriga teria a sua zona comercial, as suas áreas habitacionais, algumas com características mesmo sumptuosas, o seu anfiteatro e aqueduto.
Conimbriga tem um Museu que tutela as ruínas; uma réplica de um atrium com laranjas e ervas de cheiro; tem uma “Casa dos Repuxos” como poucas há igual e tem ainda, decorando as salas e compartimentos das suas habitações, fragmentos pequeninos de pedras de cor que constituem mosaicos: histórias e histórias que os seus desenhos figurativos ou geométricos contarão. Aqui a caça e a mitologia foram temas de eleição.
Adornos femininos romanos. Museu Monográfico de Conimbriga.



Elemento decorativo (em estuque) com friso com óvulos. Museu Monográfico de Conimbriga.

Mas também o foi o de Teseu e do Minotauro assustador que um musaísta tão bem teceu com tesselas  miúdas e belas.
Mas tem ainda as marcas que o Homem deixou nos objectos que construiu, úteis e tão belos alguns.
Depositados em vários museus estão muitos desses objectos: no Museu Monográfico de Conímbriga , no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, Figueira da Foz e no Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra.


Mosaico com representação de labirinto e do Minotauro. Casa dos Repuxos.

Mosaico com representação de Perseu e o monstro marinho. Casa dos Repuxos.

 Representação de botim ou sandália abotinada em estuque
***
 Fragmento de pé calçado com sandália de couraçado em mármore. 
Origem romana, Século I. d.C. Museu Monográfico de Conimbriga. Setembro 2012.


«A evidência arqueológica revela-nos que Conimbriga foi habitada, pelo menos, entre  o séc. IX a.C. e Sécs. VII-VIII, da nossa era. Quando os Romanos chegaram, na segunda metade do séc. I a.C.,  Conimbriga era um povoado florescente. Graças à paz estabelecida na Lusitania operou-se uma rápida romanização da população indígena e Conimbriga tornou--se uma próspera cidade. 
Seguindo a profunda crise poíítica e administrativa do Império, Conimbriga sofreu as consequências das invasões bárbaras.
Em 465 e em 468 os Suevos capturaram e saquearam parcialmente a cidade, levando a que, paulatinamente, esta fosse abandonada.
Conimbriga corresponde actualmente a uma área consagrada como Monumento Nacional, definida por decreto em 1910».

Informação a itálico obtida a partir de:
http://www.conimbriga.pt/portugues/ruinas.html
 
 Anel com nicolo engastado, com representação de papagaio e ramos. Casa de Cantaber, Conimbriga.
Fotografia gentilmente cedida por Graça Cravinho. Museu Monográfico de Conimbriga.
 
 

ALARCÃO, Adília Moutinho, 1994, «Conimbriga, Colecções», Instituto Português de Museus.
ALARCÃO, Pedro. 2009, Construir na ruína. A propósito da cidade romanizada de Conimbriga. Dissertação de Doutoramento em Arquitectura apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2009 (policopiada).
ALARCÃO, Jorge de, ETIENNE; R; (Direcção) 1977, Fouiles de Conimbriga, Paris, Difusão E. de Boccard.
CARDOSO, J. L. (1995) – Os mamíferos no quotidiano romano. Algumas reflexões a propósito dos restos de Conímbriga. Estudos Arqueológicos de Oeiras, 5, pp. 299-313.
CORREIA, Virgílio Hipólito, 2003, Conímbriga: guia das ruínas, Lisboa: Instituto Português dos Museus.
CORREIA, Virgílio; ALARCÃO, Pedro, 2008, "Conimbriga: Um ensaio de topografia histórica". In Conimbriga. Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - Instituto de Arqueologia. N.º XLII (2008), p. 121-136.
CORREIA, V. H., 2014, A Arquitectura Doméstica de Conimbriga e as Estruturas Económicas e Sociais da Cidade Romana. Revista Conimbriga.
CORREIA, V.H., 2001, Conimbriga, casa atribuída a Cantaber. Trabalhos arqueológicos 1995-1998. Conimbriga: Revista do Instituto de Arqueologia, ISSN 0084-9189, Nº 40, 2001 , págs. 83-140.
IDEM, O forum de Conimbriga e a evolução do centro urbano. in Ciudad y foro en Lusitania Romana Cidade e foro na Lusitânia Romana T. Nogales Basarrate (Ed.).
https://www.academia.edu/462589/O_forum_de_Conimbriga_e_a_evolu%C3%A7%C3%A3o_do_centro_urbano
IDEM, 2017, A Arquitectura do Ocidente da Lusitânia Romana: entre o Público e o Privado.
Academia das Ciências de Lisboa (ACL).
CRAVINHO, Graça, G. Cravinho (2001), “Peças Glípticas de Conimbriga”. Conimbriga, XL. Coimbra. pp. 141-198.
DE MAN, Adriaan, Defesas Urbanas Tardias da Lusitània
FABIÃO, Carlos, 1997, Percursos da Arqueologia Clássica em Portugal: da Sociedade Archeologica Lusitana (1849-1857) ao Moderno projecto de Conimbriga (1962-1979). Málaga. https://www.academia.edu/5678132/Fabiao_C._-_Percursos_da_Arqueologia_Classica_em_Portugal_da_Sociedade_Archeologica_Lusitana_1849-1857_ao_Moderno_Projecto_de_Conimbriga_1962-1979_
 
 

Sobre os mosaicos de Conímbriga e seu território recomendamos a leitura das seguintes obras:

OLEIRO, J. M. B. (1964) - Ruínas de Conímbriga. Consolidação de mosaicos. Boletim da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Porto. 116.
OLEIRO, J. M. B. (1965) - Mosaïques romaines du Portugal. In La mosaïque gréco-romaine (Paris, 1963). Paris: CNRS, p. 257-265.
OLEIRO, J. M. B. (1971) - Conímbriga. In SERRÃO, J., ed. - Dicionário de História de Portugal, I. Lisboa: Iniciativas Editoriais, p. 670-671.
OLEIRO, J. M. B. (1973) - Mosaicos de Conímbriga encontrados durante as sondagens de 1899. Conimbriga.Coimbra. 12, p. 67-158.
PESSOA, Miguel, Contributo para o estudo dos mosaicos romanos no território das civitates de Aeminium e de Conimbriga, Portugal
REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia. volume 8. número 2. 2005, p. 363-401 399.
RAPOSO, Jorge (2001) - Sítios arqueológicos visitáveis em Portugal. In Almadan. Almada. 2ª série: 10, p. 100157. BA: 0006a.VASCONCELLOS, José de Leite de (1898) - A respeito de Conimbriga. In O Arqueólogo Português. Lisboa. 1ª série:4, p. 305-308.

Ver Bibliografia sobre Conímbriga, publicada em: http://www.conimbriga.pt/portugues/ruinas_bibliografia.html


Bibliografia sumária sobre Eburobrittium, Óbidos

É Plínio o Velho  que refere a existência, na Lusitânia, de uma cidade denominada por Eburobrittium, entre Collipo (perto de Leiria) e Olissipo (Lisboa), sem que se refira à sua localização exacta.

O Cisterciente Bernardo de Brito, autor da Monarquia Lusitana, situou a antiga cidade romana em Alfeizerão; o arqueólogo Eduíno Borges de Garcia situou-a em Amoreira de Óbidos, mas são múltiplas as localizações indicadas, ao longo dos tempos,  pelos estudiosos, a exemplo dos mais recentes de Pedro Barbosa que apontavam para Perreitas enquanto Jorge Alarcão e Vasco Mantas, sugeriam já uma localização próxima de Óbidos.

Em 1994, durante os trabalhos de construção da autoestrada designada por A8, foram postos a descoberto vestígios arqueológicos que conduziram à realização de trabalhos de escavação local.

Foi assim, por acaso, que se descobriu uma cidade romana que alguns autores reconheceram ser a velha cidade de Eburobrittium e que se terá desenvolvido entre o final do século I a.C. e a segunda metade do século V d.C.

Contudo os elementos até agora encontrados no local não permitem comprovar que, efectivamente, aquelas ruínas sejam as da cidade mencionada por Plínio.

Os trabalhos de escavação tiveram a coordenação do arqueólogo José Beleza Moreira.e foram financiadas, nas duas primeiras campanhas, através do extinto IPPAR e posteiormente pela Câmara de Óbidos e pela Associação Nacional de Farmácias, que entretanto se tornou proprietária da quinta onde se encontra a estação arqueológica.  

Foram, assim, identificados o Fórum, as Termas entre outras estruturas romanas e medievais.

Admite-se hoje que Eburobrittium foi sede de civitas, um território que se estendia por uma área que confinava com as civitas de Collipo (Leiria), Scallabis (Santarém) e Olisipo (Lisboa). 

«Embora fazendo “fronteira”, a norte — que não se sabe se seria natural [talvez o Rio Alcabrichel (Alarcão, 1990, p. 381) ou a Serra de Montejunto], ou, então, artificial (mais provável) —, com o Municipium de Eburobrittium3, todo o território do actual concelho de Torres Vedras encontra-se inserto no Municipium Olisiponense — “As estações arqueológicas são numerosas na área de Torres Vedras, onde algumas inscrições funerárias mencionam cidadãos inscritos na tribo Galéria. É forçoso, por isso, incluir a área no Municipium de Olisipo. A Galéria era a tribo de Olisipo, enquanto a de Eburobrittium deveria ser a Quirina.” (Alarcão, 1988, p. 47). Em obra de 1990, Jorge de Alarcão (p. 366) refere-se, novamente, a essa “fronteira”: “Do outro lado da serra de Montejunto, situava-se Eburobrittium, civitas cuja fronteira vinha entestar com a de Olisipo por alturas de Torres Vedras.” Também Vasco Mantas, seis anos mais tarde, se lhe refere nesse sentido (Mantas, 1996, p. 853-886). A capital do território de Eburobrittium (municipium, a partir dos finais do século I d. C.), situava-se nos arredores de Óbidos (Mantas, 1996, p. 858, 859 e 863), mais precisamente, a cerca de 1200 metros para nordeste daquela Vila (freguesia de Gaeiras, e sob o IP6), embora tivesse já sido aventada a hipótese — hoje, de todo, posta de parte — de aquela cidade romana poder ter correspondido às actuais povoações da Amoreira de Óbidos (Garcia, 1971; Alarcão, 1988, p. 47; Mantas, 1996, p. 856), de São Mamede (Mantas, 1996, p. 862) ou, ainda, da Columbeira, Bombarral (Alarcão, 1990, p. 381)».



Citação e mapa: in «Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel TrindadeII: a terra sigillata»
EURICO DE SEPÚLVEDA
ÉLVIO MELIM DE SOUSA
VÍTOR CORDEIRO DE SOUSA
REVISTA PORTUGUESA DE arqueologia. volume 6. número 1. 2003, p. 299-321
Consultável em:
http://www.patrimoniocultural.pt/…/revistaportug…/6_1/15.pdf


Do que se conhece, «parece ter sido uma cidade aberta, sem capacidade de defesa, aspecto que terá levado ao seu abandono no âmbito dos conturbados tempos que marcaram o declínio do Império Romano. Terão sido por certo as preocupações de ordem defensiva, aliadas a eventuais alterações da geografia local (com o recuo das águas da Lagoa) que terão motivado a "reinstalação" do burgo no local onde hoje se encontra a vila de Óbidos. Se assim for e tendo em conta o elevado grau de destruição dos edifícios, em altura, é de admitir que alguns dos edifícios da actual vila, possam integrar materiais originais da antiga cidade romana».

in: Eburobrittium - Cidade Romana
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/loc006.htm


Do seu espólio podemos destacar peças de cerâmica, nomeadamente, fragmentos de loiças finas itálicas e hispânicas e cerâmicas comuns, tendo sido as primeiras objecto de estudo por Rodrigo Banha da Silva em «As marcas de oleiro na terra sigillata e a circulação dos vasos na Península de Lisboa». As terra sigillata são grande requinte na ornamentação, algumas das quais com decorações onde são visíveis figuras humanas, tal como de bigas e de quadrigas.
Também significativas são as peças de vidro e de metal, destacando-se entre estas últimas pregos, fíbulas e elementos de adorno. 

Os materiais cerâmicos e metálicos permitem avançar com a datação  entre finais do século I a.C. até ao V d.C., estando o  vidro presente a partir do século I d.C.

Alguma Bibliografia: 

ALARCÃO, Jorge (Coord.) (1990), “Portugal das Origens à Romanização” in Nova Historia de Portugal, Editorial Presença, Lisboa.
 ALARCÃO, Jorge (1995), O Domínio Romano em Portugal, Publicações Europa América, Mem Martins.
ALVES, Francisco, DIAS, J., ALMEIDA, M., FERREIRA; TABORDA, R. (1988-1989), “Acerca da presumível armadilha de pesca da época Romana descoberta na Praia de Silvalde (Espinho)”, in O Arqueólogo Português, Série IV, nº 6/7: 187-226, Lisboa.
ALVES, Francisco et alli (1989), “Os cêpos de âncora em chumbo descobertos em águas portuguesas: contribuição para uma reflexão para a navegação ao longo da costa atlântica na Península Ibérica na Antiguidade”, in O Arqueólogo Português, série IV, 6/7, Lisboa, pp. 109-185
ALVES, Francisco (1992) “Arqueologia subaquática em Portugal” in Correio da Arqueonáutica, ano I, nº 1, Outubro de 1992. Lisboa: Arqueonáutica – Centro de Estudos, pp. 3-9.
ALVES, Francisco et alli (2004), “La valorisation du patrimoine culturel subaquatique au Portugal. Aspects et options stratégiques”, in Quinto Seminario Internazionale ANSER – Comunicare la memoria del Mediterrâneo. Strumenti, Esperienze e Progetti di Valorizzazione del Património Culturale Marrittimo. Pisa.
ARRUDA, Ana (2005), “Eburobritium/Scallabis: que proximidade entre duas civitates vizinhas?”, in Actas do Congresso – a presença Romana na Região Oeste. Bombarral. Museu Municipal do Bombarral, Câmara Municipal do Bombarral, pp. 25-30.
BLOT, Maria Luísa, (2003), “Os portos na origem dos centros urbanos. Contributos para a arqueologia das cidades marítimas e flúvio-marítimas em Portugal”. Trabalhos de Arqueologia, nº 28. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia.
BLOT, Jean-Yves (2005) “O sítio submarino dos corticais (costa meridional da antiga ilha de Peniche)”, in 1as Jornadas de Arqueologia e Património de Peniche. Peniche: Câmara Municipal de Peniche, pp. 157- 227.
BUGALHÃO, Jacinta; LOURENÇO, Sandra (2005), “Vestígios Romanos na ilha da Berlenga”, in Actas do Congresso – a presença Romana na Região Oeste. Bombarral: Museu Municipal do Bombarral, Câmara Municipal do Bombarral, pp. 57-64.
CAPANELLI, D. (1990), “La explotación de las minas ibéricas y el comercio de metales en la época romana: unas cuanta reflexiones más”. Gerión, nº 8, 1990. Universidad Complutense. Madrid, pp. 227-239.
CARDOSO, Guilherme & RODRIGUES, Severino (2005), “Olaria Romana do Morraçal da Ajuda (Peniche – Portugal)”, in Actas do Congresso – a presença Romana na Região Oeste. Bombarral: Museu Municipal do Bombarral, Câmara Municipal do Bombarral, pp. 83-102.
CARVALHO, Maria (2007), Gestão ambiental de sistemas lagunares – a Lagoa de Óbidos. Tese de dissertação de mestrado. Évora: Universidade de Évora.
DIOGO, A., TRINDADE, Laura & VENÂNCIO, Rui (2005), “Ânforas provenientes de achados subaquáticos ao largo da Berlenga”, in Actas do Congresso – a presença Romana na Região Oeste. Bombarral: Museu Municipal do Bombarral, Câmara Municipal do Bombarral, pp. 109-117.
FABIÃO, Carlos (1997), “A exploração dos recursos marinhos” in Portugal Romano: a exploração dos recursos naturais. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, pp. 35-58
FERREIRO LOPEZ, M. (1988), “La campaña militar de César en el año 61”, in Actas 1º Congreso Peninsular de Historia Antigua, vol. II, G. Menaut (ed.), Universidad de Santiago de Compostela, Santiago de Compostela, pp. 363-372.
GARCIA, E. B. (1971) - Em busca de Eburobrittium cidade pré-romana da Lusitânia. In II Congresso Nacional de Arqueologia. Coimbra. p. 457-462.
GALLOIS, L. (1934), Les voies romaines de la Gaule, in Annales de Géographie, année 1934, vol. 43, no.246, Paris: pp. 627-629.
GUERRA, Amílcar (1995) Plínio-o-Velho e a Lusitânia. Arqueologia & História Antiga. Lisboa: Edições Colibri.
GUERREIRO, Manuel (2006) Roteiro da Costa de Portugal – Portugal Continental: do Cabo Carvoeiro ao Cabo de São Vicente. 3ª edição Lisboa: Ministério da Defesa Nacional. Marinha, Instituto Hidrográfico.
MANTAS, Vasco (2002), “A População da Região de Torres Vedras na Época Romana” in Turres Veteras IV (2002. Torres Vedras, pp. 131-141.
MOREIRA, José  Beleza (2002), A Cidade Romana de Eburobrittium. Óbidos. Porto: Mimesis.
MORENO GALLO, Isaac (2004), Vías romanas – ingeniería y técnica constructiva. Madrid: Ministerio de Fomento.
PARKER, A. (1990), The pattern of commerce as evidenced by shipwrecks, In Le commerce maritime romain en Mediterranée occidentale, ed. Hackens. Revue do Groupe Europeen d’Études pour les Techniques Physiques, Chimiques, Biologiques et Mathématiques appliqués á l’ Archéologie. Strasbourg, pp. 147-167
RUIVO, José (2005), “A presença Romana na região Oeste na perspectiva dos tesouros monetários” in Actas do Congresso – A Presença Romana Na Região Oeste, Museu Municipal do Bombarral. Bombarral: Câmara Municipal do Bombarral.RUIZ-GÁLVEZ PRIEGO (1993), El Occidente de la Península Ibérica, punto de encuentro entre el Mediterrâneo y el Atlântico a fines de la Edad del Bronce. Complutum, 4, 1993, pp. 41-68.
SEPÚLVEDA, Eurico de; SOUSA, Élvio Melim de, SOUSA, Vítor Cordeiro de, Cerâmicas finas romanas do Museu Municipal Leonel TrindadeII: a terra sigillata»
Revista Portuguesa de Arqueologia, volume 6. número 1. 2003, p. 299-321
Consultável em:
http://www.patrimoniocultural.pt/…/revistaportug…/6_1/15.pdf
SILVA, Manuela (1988), “Salir do Porto: um exemplo da importância dos pequenos portos da Estremadura durante a Idade Média”. Actas do Colóquio sobre a história de Leiria e da sua região. Leiria: Câmara Municipal de Leiria, pp. 355-364.
SILVA, Rodrigo Banha, As marcas de oleiro na terra sigillata e a circulação dos vasos na Península de Lisboa.Tese de Doutoramento em História, especialidade de Arqueologia  2012.
Disponível em: https://www.academia.edu/3992036/II_As_marcas_de_oleiro_na_terra_sigillata_e_a_circula%C3%A7%C3%A3o_dos

Pode ainda consultar:

Paleolagoa de Óbidos na época romana – Eburobrittium ...
www.portugalromano.com
http://www.portugalromano.com/2011/02/paleolagoa-de-obidos-na-epoca-romana-eburobrittium/

Ver:
A partir de: Eburobrittium - Cidade Romana
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/loc006.htm




Bibliografia sobre Évora, Ebora Liberalitas Iulia, baseado em

http://www2.cm-evora.pt/arqueologia/biblio_roma.htm e actualizado

Na fotografia: Templo imperial, Évora



Nas cidades da Lusitânia e, particularmente, aquelas que passaram a ter o estatuto jurídico-político de «municipium», foi notório o grande desenvolvimento através da edificação de obras públicas, que de índole religiosa, administrativa, comercial, habitacional, bem como de todas as infraestruturas necessárias para o seu funcionamento.
A municipalização de Évora deve ter-se verificado no último quarto do I século a.C..
Alguns investigadores defendem que terá sido numa data anterior ao ano 27 a.C., durante a estadia de Augusto na Península Ibérica.
Évora foi dotada de um grande Forum com o seu templo centralizado; instalações termais; arruamentos
e diversas obras para o aprovisionamento de água.
O seu templo centralizado de planta rectangular (25 x 5m) do tipo hexástilo - períptero é assente num podium que tem quatro metros de altura, sendo o seu perímetro formado por silhares nos cantos.

O restante é construído em opus caementicium. A colunata é encimada por capitéis de estilo coríntio, sobre os quais ainda se conserva parte da arquitrave e do friso.
O material utilizado é o granito local, à excepção dos capitéis e bases das colunas, onde foi usado mármore de Estremoz.
A sua construção situa-se na primeira metade do século I d.C. , sendo dedicado ao culto do imperador e o podium era envolvido por um espelho de água.
O forum, o centro da cidade romana - era envolvido por um pórtico.
O templo apresenta um bom estado de conservação porque foi reutilizado ao longo dos séculos, quer como torre militar, quer como açougue municipal.
A libertação das edificações que lhe foram apostas deve-se ao cenógrafo Cinatti, tendo o asecto que apresenta actualmente há quase século e meio.

ALARCÃO, J., (no prelo) - "As principais Villas Rústicas Romanas do Sul de Portugal", Guias Arqueológicos de Portugal, Editorial Fenda, Lisboa.

BARATA, A. F., (1980) - "Extintas Povoações Romanas, Tourega", O Instituto, Vol. XXVI, 2ª Série, Coimbra, pp. 199-222.

BORRELA, Leonel, Termas romanas de Ebora Liberalitas Julia.
https://www.academia.edu/4130737/Termas_romanas_de_EBORA_LIBERALITAS_JULIA

GARCIA y BELLIDO, António (1971) – "El recinto mural romano de Ebora Liberalitas Julia", Conimbriga, X, Faculdade de Letras e Instituto de Arqueologia, Coimbra, pp. 85-92.

CHICÓ, Mário Tavares, (1943) – Um subsídio importante para a História do "Templo de Diana", A Cidade de Évora, vol. II, nº1, Boletim da Comissão Municipal de Turismo, Évora, pp. 39 – 40, e ilus.s.

CORREIA, Virgílio Hipólito, (1987 – 1988) – As termas romanas de Évora. Notícia da sua identificação, Humanitas, XXXIX – XL, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra – Instituto de Estudos Clássicos, Coimbra, pp. 312 – 317.

ENCARNAÇÃO, José d’ (1986 – 1987) – Religião e Cultura na Évora dos Romanos. A Cidade de Évora, nºs 69-70, Boletim de Cultura da Câmara Municipal, Évora, pp.5-20.

ESPANCA, Túlio, (1942 – 1943) – Templvm Dianae Sacrvm, A Cidade de Évora, vol. II, nº2, Boletim da Comissão Municipal de Turismo, Évora, pp. 87-88.

ESPANCA, Túlio 1966. Inventário Artístico de Portugal: Distrito de Évora. Lisboa: Academia Nacional de Belas-Artes.

ESPANCA, Túlio, (1957) - Património Artístico do Concelho de Évora, pp. 127-128 e 133.

GONÇALVES, Luís Jorge e SARANTOPOULOS, Panagiotis, 2010, Esculturas do fórum de Ebora: programa iconográfico. in Ciudadd y Fora na Lusitânia Romana. Mérida.

GUERREIRO, José (1992) - O Templo romano de Évora e a Renovação Urbana do Centro Histórico, Actas do I Encontro Ibérico de Munícipios com Centro Histórico, Santarém, pp. 168-172.

HAUSCHILD, Theodor, (1982) – Zur typologiè romischer tempel auf der iberischen halbinsel. Peripterable anlagen in Barcelona, Mérida und Evora
(sep. del libro Homenaje a Saenz de Buruaga, Badajoz, pp. 145 – 156).

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HAUSCHILD, Theodor, (1988) – Untersuchungen am romischen Tempel von Évora. Vorberitch 1986/1987, (Sonderdruck aus den Madrider – Mitteilugen, 29, Verlag Philip von Zabern, Mainz, pp. 208 – 220; tafel 25 – 30).

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Aritium Vetus, AlvegaJorge de Alarcão

« Parece não haver dúvidas de que, no aro da actual freguesia de Alvega, havia uma cidade romana, chamada Aritium Vetus».





Bibliografia sobre Lacobriga

O território hoje designado por Algarve entrou na esfera de influência romana nos finais do século III ou inícios do século II a.C., quando Gadir (Cádis) reconheceu a supremacia latina.
As fontes clássicas referem que foi ocupado, antes da chegada de Túrdulos e Celtas, na segunda metade do I milénio a. C., pelos Cónios, um povo de origem não Indo-Europeu.
Na costa algarvia quer Plínio, quer Pompónio Mela e Ptolomeu nomeiam a existência de uma importante localidade designada Lacobriga, entre as outras que também foram referenciadas como tal no período compreeendido, entre os dois primeiros séculos de dominação romana.
Plínio situa-a entre as populações célticas e Mela refere-se-lhe junto ao Promontório Sacro …
Muitos arqueólogos defenderam que a povoação Lacobriga referida pelos autores latinos se deveria situar junto de Monte Molião, onde se encontraram importantes vestígios arqueológicos, se bem que sejam também conhecidos achados de origem romana em Lagos, muito possivelmente devido ao desenvolvimento de um núcleo portuário.
Efectivamente a zona de Monte Molião deve ter devido a sua importância à produção de preparados de origem piscícola, como o denuncia a existência de conjuntos de cetárias.
Mas também alguns outros autores defenderam poder-se situar em locais como a Fonte Coberta, Serro da Amendoeira, Figueira da Misericórdia, Figueiral, e o Paúl.
Mas actualmente sabe-se que a «área da baía de Lagos foi intensamente ocupada durante a época romana. Se o início dessa ocupação está aparentemente relacionada com episódios militares decorrentes da conquista romana do extremo Ocidente peninsular, não parecem restar hoje dúvidas que, entre o século I a.C. e os finais do VI da nossa Era, cidadãos romanos estavam instalados na região.
De ambas as situações restam vestígios abundantes na área da baía, evidenciando alterações e rupturas em relação à abordagem do espaço em épocas anteriores. Por outro lado, o novo modelo de instalação, bem como as novas estruturas sociais e políticas que, de alguma forma o motivaram, também provocou modificações significativas em termos da exploração dos recursos».
in:
http://vimeo.com/29196559
As escavações efectuadas no Centro Histórico de Lagos atestam a existência de uma importante ocupação de carácter industrial de época romana, para produção e envasamento de preparados piscícolas.







ARRUDA, Ana Margarida. Laccobriga: A Ocupação Romana na Baía de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 2007. 80 p.
SILVA, Luís Fraga da, LACOBRIGA,http://imprompto.blogspot.pt/2005/10/lacobriga.html
Relativamente a Monte Molião, foi identificado, durante muito tempo, com a Lacobriga referida pelos escritores da Antiguidade e Monte Molião, até que as escavações efectuadas em Lagos vieram trazer alguma luz sobre a localização da cidade romana.
Também vários foram os arqueólogos que trabalharam em Monte Molião, motivo pelo que o seu espólio se encontra espalhado por diferentes museus.
O trabalho que apresentamos dá conta dessa história da arqueologia desse Sítio

«Nos finais do século XIX e inícios do XX, Estácio da Veiga e Santos Rocha, respectivamente, efectuaram «explorações» arqueológicas no Concelho de Lagos, tendo então entrado em contacto com os proprietários da Quinta do Molião. Esses contactos resultaram na entregua de espólios arqueológicos àqueles pioneiros, espólios que seriam provenientes de contextos habitacionais (os da Horta do Pimenta, no Monte Molião, propriamente dito) e funerários (os da propriedade do Sr. César Landeiro), e que se encontram depositados no Museu Nacional de Arqueologia (MNA) e no Museu Municipal da Figueira da Foz. Registe-se ainda que Santos Rocha pode também escavar, ele próprio, duas sepulturas. Os trabalhos agrícolas na área do Molião prolongaram-se durante boa parte da primeira metade do século XX, tendo alguns materiais recolhidos no sítio nas décadas de 30 e 40 entrado nas reservas do Museu de Lagos, através do Dr. José Formosinho».
in: A necrópole romana de Monte Molião (Lagos)
Ana Margarida Arruda *Elisa de Sousa *Pedro Lourenço
https://www.academia.edu/1913050/A_necrópole_romana_de_Monte_Molião_Lagos_



Fotografia de urna cinerária, a partir de:

ARRUDA, Ana, «A necrópole romana de Monte Molião Lagos», disponível em:


O sítio arqueológico do Monte Molião situa-se no barlavento algarvio, na chamada baía de Lagos e pertence administrativamente ao distrito de Faro, concelho de Lagos.

Já conhecido do mundo científico no século XIX, foi apresentado por Santos Rocha (1895) e pelo reverendo José Joaquim Nunes, na revista Portugália (1899).
Estácio da Veiga em visita o local identificou uma cisterna de forma elíptica e reconhece sepulturas e materiais arqueológicos provenientes de uma necrópole.

Fundado na segunda metade do século IV a.C, Monte Molião evidencia uma forte ligação com a área de Cádis.

O período romano republicano está também bem documentado no local, quer em estruturas habitacionais, quer no que se refere aos seus materiais arqueológicos.

Da época imperial, destaca-se o período Flaviano, «com áreas habitacionais e industriais, as últimas destinadas à produção de vasos de cerâmica comum e de preparados de peixe. Sobre as estruturas desta época, novas são erguidas em finais do século I/inícios do II, tendo sido abandonadas em torno a 150».


Texto citado, a partir de: Monte Molião (Lagos)


http://www.uniarq.net/projecto-moliatildeo-na-antiguidade.html






Estatueta de Mercúrio em bronze, proveniente de Monte Molião.
Época Romana. Século II d.C.




«Mercúrio surge representado de pé, na figura de um jovem efebo desnudo, segurando com a mão esquerda o emblemático caduceu e apresentando, sobre a cabeça, o não menos emblemático chapéu alado - o petasus, de abas largas, característico dos viajantes. Na mão direita, semifechada, podemos ainda ver agarrada a parte superior da bolsa, também vulgar atributo do deus»


A partir de ficha de inventário do Museu Nacional de Arqueologia, Lisboa


No âmbito de um projecto de investigação em parceria entre a Câmara Municipal de Lagos, a Faculdade de Letras de Lisboa e a UNIARQ, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, e durante a 2ª campanha de escavações em Monte Molião, em 2007, «foi identificado (...) um conjunto de quatro fornos de cronologia alto imperial que se integrava uma área de produção cerâmica. As características construtivas destas estruturas de combustão, bem como os tipos de vasos que nelas foram cozidos, indiciam uma certa especialização da cerâmica de uso doméstico produzida localmente. A cerâmica comum local de Monte Molião
distribui-se por formas abertas e fechadas, englobando as primeiras pratos, tigelas, caçoilas, alguidares, almofarizes e
tampas, e nas segundas, potes, panelas, tachos, púcaros, potinho, e jarros.
A produção cerâmica em Monte Molião terá ocorrido em pequena escala, num curto espaço de tempo, e destinava-se a fazer face às necessidades básicas da população que habitava sobre o sítio, tendo, muito provavelmente, servido apenas para abastecer a comunidade localidentificou-se um conjunto de quatro fornos de cronologia alto imperial que se integrava uma área de produção cerâmica».


in: A cerâmica comum de produção local de Monte Molião
Ana Margaridas Arruda
Catarina Viegas
Patrícia Bargão


«A pesca foi, sem dúvida, uma das mais importantes actividades económicas da Antiguidade. O elevado número de artefactos relacionados com a pesca, tais como anzóis, pesos de rede, chumbadas e agulhas para a confecção de redes, bem como restos faunísticos recolhidos em Monte Molião (Lagos) evidenciam que, neste local, esta actividade teria tido uma importância vital (...).
A criação de grupos e tipologias dos materiais relacionados com a actividade piscatória permitiu uma análise sobre a evolução das técnicas utilizadas durante os períodos de ocupação, bem como uma diferenciação dos alvos de captura.
Os trabalhos arqueológicos levados a efeito em Monte Molião (Lagos) entre 2006 e 2009 permitiram reconhecer uma longa ocupação, balizada entre os últimos anos do século IV a.C. e o século II d.C., que se consubstancia em estruturas, habitacionais e industriais, e num rico, abundante e diversificado espólio. (...)
Em época romana, verificou-se uma evolução na importância do peixe como
matéria-prima e fonte de alimentação. A indústria de salga de peixe desenvolveu-se e tornou-se uma actividade de âmbito económico mais amplo. Esta situação parece estar directamente correlacionada com uma evolução das técnicas de captura, bem como uma necessidade de abastecimento destas indústrias. Pois uma verdadeira industrialização requer mais matéria-prima, sendo neste caso necessário capturar um grande número de peixes para abastecer estas fábricas. A pesca com redes e a que recorre à almadraba surgem como as grandes técnicas de captura de peixe, ou pelo menos aquelas que melhores resultados teriam, em termos de volume de peixe capturado. No entanto, não é de excluir que outras técnicas tenham também sido utilizadas, nomeadamente as que se destinavam a abastecer indústrias mais pequenas».


“ A pesca, na antiguidade - O caso de Monte Molião, Lagos”
Mestrado em Arqueologia. Faculdade de Letras de Lisboa
Pedro Rigueiras Lourenço
Lisboa, 2010

Sobre Monte Molião, pode ler:

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Arruda, Ana Margarida; Sousa, Elisa; Lourenço Pedro
A necrópole romana de Monte Molião (Lagos)12 | XELB 10-11. 2009.

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Lourenço, Pedro Rigueiras, 2010, “A pesca, na antiguidade- O caso de Monte Molião, Lagos”
Mestrado em Arqueologia, Lisboa.
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Pinto, A. (2002) – Bronzes Figurativos Romanos de Portugal . Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Rocha, A. S. (1904) – ório da gerência de 1900-1901.
Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha. Figueira da Foz, tomo I, n.º 3, 6ª sessão plenária, pp. 35-38.
Rocha, A. S. (1906) – Necropole luso-romana doMolião.
Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha. Figueira da Foz, tomo I, n.º 3, 7ª sessãoplenária, pp. 103-105.
Rocha, A. S. (1975) – Memórias e Explorações Arqueológicas. Coimbra: Universidade, vol. III.
Santos, M. L. V. A. (1971) – Arqueologia romana do Algarve. Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses.
Vasconcellos, J. L. de (1913) – Religiões da Lusitânia. Lisboa, vol. III.
Vasconcellos, J. L. de (1917) – Monte Molião Lagos.O Archeologo Português. Lisboa, XXII, pp.128.
Veiga, E. da (1910) – Antiguidades Monumentaes do Algarve.
O Archeologo Português. Lisboa, XV,pp. 211-233.
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BIBLIOGRAFIA SOBRE MÉRTOLA
adaptada de: Bibliografia sobre Mértola
http://www.camertola.pt/biblioteca/bibliografia-sobre-m%C3%A9rtola

Sob o domínio romano na Lusitânia, a povoação que já tinha ocupação anterior foi denominada de Myrtilis.

Trata-se uma cidade de importância fundamental, pois a sua relação estreita com o rio viabilizava também um contacto fácil com o mar, escoando produtos agrícolas e minérios, designadamente os da zona de S. Domingos, a partir do Pomorão, e controlava um vasto território.

Essa boa acessibilidade terá facilitado um contacto intenso com o Mediterrâneo e com o Mundo Romano, que se comprova existir desde os inícios do século II a.C.
Plínio, na sua História Natural, refere Myrtilis entre os «oppida veteris Latii» (H. N., 4, 117). Mas também Ptolomeu (2, 5, 5) a nomeia.
ius Latii terá sido outorgado a Murtilis por Octaviano/Augusto, sendo «bem provável que o estatuto municipal tenha sido concedido a Murtilis entre 12 a.C. e 37 d.C.» segundo defende António Faria no texto que abaixo partilhamos:


“OPPIDA VETERIS LATII EBORA, QVOD ITEM LIBERALITAS IVLIA,ET MYRTILIS AC SALACIA” (PLIN.NAT . 4.117)
António Marques de Faria
https://www.academia.edu/…/_Oppida_ueteris_latii_quod_item_…


Relembramos a impotância mineira da região, sabendo-se que entre o século I e IV d.C. os romanos exploraram o filão existente na Serra de S. Domingos.
Foram encontrados vestígios arqueológicos (artefactos de cerâmica comum e muitas moedas hispânicas de Emerita, Gades, Segobriga, Cesaraugusta, assim como um áureo de Nero onde se lê: CONCORDIA AUGUSTA.), que comprovam os mais de três séculos de exploração, tendo sido extraídos cobre, prata e provavelmente ouro.
A intensidade de exploração mineira neste local é atestada pela existência de uma roda de madeira para elevação de água, que se encontra conservada no Museu Nacional das Técnicas de Paris.
Mas a exploração mineira já era conhecida em época anterior, e são vários os vestígios da Idade do Ferro nas imediações da Mina de S. Domingos, designadamente o povoado fortificado do “Castelo do Pomarão” e os povoados do Cerro da Texugueira e Pouso das Mós, ambos localizados na Freguesia de Santana de Cambas.
A história da mina de São Domingos é, portanto, muito anterior à Época Romana, altura em que os trabalhos se intensificaram com a exploração do chapéu de ferro que cobria a massa piritosa.
No século XIX, em 1858, inicia-se a exploração recente da mina pela companhia Mason and Barry, tendo sido explorada por mais de um século, até 1965, ano do seu encerramento.
A Mina de S. Domingos localizada no Distrito de Beja, mais especificamente a 17 km do concelho em que pertence, Mértola, tinha ligação ao porto fluvio-marítimo do Pomarão, no rio Guadiana, por meio de um caminho-de-ferro mineiro com cerca de 15 km de extensão que hoje se encontra desactivada.


Imagem: Mapa publicado por Jorge de Alarcão, «Les Ciutats Romanes de Portugal», in La Ciutat Hispano-Romana. Ministerio de Cultura. Àmbit Serveis Editorials. S.A.


Foto de A Lusitânia.




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BIBLIOGRAFIA ESPECÍFICA DE MIRÓBRIGA OU QUE LHE FAÇA REFERÊNCIA DIRECTA:








Localização: Chãos Salgados, concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal.



Fontes antigas: Plínio e Ptolemeu.

Quadro geográfico: Miróbriga fica situada no limite de uma faixa acidentada que se desenvolve a Este, constituída pelos contrafortes da Serra de Grândola e do Cercal, de que a colina onde se situa o oppidum se pode considerar a retaguarda. A Oeste, distando aproximadamente 15 Km em linha recta, o Oceano Atlântico.
Antecedentes/ocupação anterior: Oppidum da Idade do Ferro. Alguns investigadores (Carlos Tavares da Silva) fazem-na recuar até à Idade do Bronze.
Contacto com Roma: a partir de finais do século II a. C.
Ocupação plena: Século I d. C.
Oppidum Stipendiarium, segundo Plínio. Ascendeu a Municipium na época flávia.


Grandes intervenções arquitectónicas: Época flávia.
Esquema da malha urbana: A área nuclear do aglomerado urbano ocupa aproximadamente 3 ha. Aparecem vestígios dispersos numa área com cerca de 8-9 ha. A sua malha urbana adapta-se à topografia, desenvolvendo-se o casario em volta do forum como que em anéis concêntricos.
Arquitectura doméstica: Várias insulae que atestam uma ocupação entre o século I d.C. e o século IV d. C. e três domus (?).
Obras Públicas
Forum: Orientado Noroeste/Sudeste. Praça praticamente quadrangular e templo in antis centralizado com podium. Estruturas que devem corresponder a uma Basílica e a uma Cúria.
Arquitectura religiosa: Dois templos um dedicado ao culto imperial e outro a Vénus (?).
Termas: Balnea com dois edifícios adossados e articulados entre si, provavelmente para uso descriminado dos dois sexos. Datáveis da segunda metade do século I-século II d. C.
Estruturas hidráulicas: São conhecidos inúmeros esgotos e canalizações ao longo do aglomerado. Não se conhecem fontes ou poços no interior do núcleo urbano actualmente conhecido, onde apenas se identificaram reservatórios e um poço de decantação junto às termas. Nos terrenos adjacentes foram, contudo, localizados dois putei.
Locais de espectáculo: Um hipódromo ou circo, distando do centro do aglomerado aproximadamente 1 Km. Não se conhecem vestígios das suas bancadas. A sua construção deve datar do século II d. C. e o auge da sua utilização deve ter correspondido ao século III d. C., seguida do seu declínio a partir de finais dessa centúria.
Rede viária: Os troços conhecidos de calçadas são construídos com grandes lajes assentes directamente no afloramento xistoso ou sobre o solo. Carecem de qualquer tratamento para a sua colocação, ou seja statumen e rudus. Medem, em média, aproximadamente 10-11 pés de largura.



Divindades identificadas: Vénus, Marte, Cibele (?) e Vulcano (?).
Necrópoles: Apenas se conhecem duas sepulturas tardias, possivelmente medievais. Recentemente foi identificada uma terceira sepultura (ainda não escavada), que aponta para o período tardo-romano.
Infra-estruturas de apoio: Um «Centro Interpretativo».
Estado de conservação: Razoável. Foi objecto de várias acções de manutenção, conservação e restauro, fundamentalmente nos Balnea.
Texto: Filomena Barata, a partir de:MIRÓBRIGA: URBANISMO E ARQUITECTURA
Maria Filomena Santos Barata




Vista Geral. Fotografia aérea de Filomena Barata, 1995

O Sítio Arqueológico de Miróbriga, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1940, é afecto ao Instituto Português do Património Arquitectónico.
Miróbriga fica situada no Baixo Alentejo Litoral, no distrito de Setúbal, nas proximidades da cidade de Santiago do Cacém, sede do concelho com o mesmo nome. O acesso a Miróbriga faz-se pela Estrada Nacional 120 que, de Santiago do Cacém, sai em direcção a Grândola/Lisboa. A cerca de 500 m de Santiago, existe um ramal que se encontra sinalizado, de onde parte para a esquerda um segundo, igualmente sinalizado, no fim do qual se depara com a actual entrada do Sítio Arqueológico .
Quem, a partir daí, deseje dirigir-se ao hipódromo, deverá virar à esquerda até atingir, a cerca de 300m, a Estrada Nacional 261, que liga Santiago do Cacém a S. Domingos. Voltando novamente à esquerda, e percorrendo cerca de 200 m, encontrá-lo-á do lado esquerdo da estrada.
As ruínas de Miróbriga possuem guardaria e recepção e encontram-se abertas todos os dias à excepção de segundas-feiras e feriados principais.
Alguns dos materiais arqueológicos provenientes de várias escavações efectuadas neste Sítio encontram-se expostos no Museu Municipal de Santiago do Cacém e no Centro Interpretativo de Miróbriga.
À entrada do Sítio Arqueológico pode ver-se a capela de S. Brás, pequeno templo seiscentista, que foi edificado sobre ruínas da antiga cidade de Miróbriga.

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Volume 4 Setúbal 2014
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Bibliografia geral sobre Olisipo, Lisboa:

«Nas margens do rio fortificou Olisipo para ter mais livre o curso da navegação e o transporte dos víveres (...) O rio é muito rico em peixe e abundante de ostras» (Estrabão, Livro 30, I Parte), diz-nos Estrabão, no século I a.C. referindo-se a um dos momentos da conquista da Lusitânia por Décimo Júnio Bruto, em finais do século II a.C., quando encontra junto ao estuário do Tagus a antiga povoação de Olisipo, provável entreposto de Fenícios e Gregos.
Por sua vez, Plínio, no século I d.C, diz-nos «O Tejo dista do Douro duzentas milhas, ficando entre eles o Munda. O Tejo é famoso pelas suas areias auríferas. Distando dele cento e sessenta milhas, ergue-se o promontório Sacro, aproximadamente a meio da parte frontal da Hispânia». (Plínio H.N. 4, 115).
Refere ainda Varrão que (...) entre o Anas e o promontório Sacro habitam os Lusitanos. Para lá do Tejo, as mais notáveis cidades da costa são Olisipo, célebre pelas éguas que concebem do favónio, Salácia, cognominada urbs Imperatoria, Meróbriga e, entre os promontórios Sacro e Cúneo, os ópidos se Ossónoba, Balsa e Mírtilis», (Plínio H.N. 4, 116.).



«Uma embaixada de olisiponenses, para esse efeito enviada, anunciou ao imperador Tibério que tinha sido visto e ouvido, numa gruta, tocando búzio, um Tritão cuja forma é bem conhecida. Também não é falsa a ideia que se tem das Nereides, com o corpo coberto por escamas, mesmo na parte em que têm figura humana. De facto, também na mesma costa se avistou uma em agonia e cujo canto triste os habitantes ouviram ao longe».Plínio (N.H. 9,9). Versão comentada por Amilcar Guerra, Edições Colibri, 1995.





O Tejo tem de foz uma largura de uns 20 estádios e uma profundidade tão grande que pode ser remontado por barcos de dez mil ânforas de capacidade. Na altura das cheias, produz dois esteiros, nos baixios interiores, a ponto de formar como que um mar de 150 estádios, de tornar a planície navegável e de isolar, no esteiro superior, uma ilha, de cerca de 30 estádios de extensão e com uma largura um  pouco menor, muito fértil e com belas vinhas. Esta ilha situa-se junto da cidade de Móron, que se ergue num monte próximo do rio, a 500 estádios de distância do mar no máximo, e está rodeada por uma região fértil. A navegação até aí é fácil mesmo para barcos de grande porte numa boa parte do seu trajecto e, no resto, por embarcações de rio. Para cima de Móron a navegação ainda é mais longa.Brutos, denominado o Galaico, utilizou esta cidade como a base das operações, quando entrou em  guerra contra os Lusitanos e os submeteu. Em seguida amuralhou Lisboa, nas margens do rio, para ter livres a navegação e o acesso aos víveres. Estas cidades são também as maiores que se encontram junto ao Tejo.» 
Estrabão, Geografia, III, 3, 1 - tradução de José Ribeiro Ferreira (Kalb; Höck, 1988: 190).


Cit. in: «Por este rio acima: a bacia hidrográfica do Tejo na conquista e implantação romana no ocidente da Península Ibérica»
FABIÃO, Carlos, Cira Arqueologia III. Atas - Congresso Conquista e Romanização do Vale do Tejo
https://www.academia.edu/12367537/Carlos_Fabi%C3%A3o_Por_este_rio_acima_a_bacia_hidrogr%C3%A1fica_do_Tejo_na_conquista_e_implanta%C3%A7%C3%A3o_romana_no_ocidente_da_Pen%C3%ADnsula_Ib%C3%A9rica

IDEM, «Felicitas Iulia Olisipo. Cidade de um Império global. Lisboa: Fundação Millennium bcp, 2011 – livro-guia da Exposição».
https://www.academia.edu/6558938/Felicitas_Iulia_Olisipo._Cidade_de_um_Imp%C3%A9rio_global._Lisboa_Funda%C3%A7%C3%A3o_Millennium_bcp_2011_livro-guia_da_Exposi%C3%A7%C3%A3o




A localização de Olisipo deve-se, muito possivelmente, ao facto de ser um local privilegiado do ponto de vista topográfico «ponto de confluência entre realidades mediterrânicas e atlântico-continentais, condicionando também decisivamente e nos seus mais diversos aspectos, a romanização da cidade e território envolvente.
A este facto se encontra, por exemplo, intimamente ligada a acção militar empreendida por Decimus Iunius Brutus, em 138 a.C. (...). O amuralhamento de Olisipo deve ser entendido como um dos fundamentais preparativos que antecederam as campanhas contra Lusitanos e Galaicos: na verdade, Brutus só fortificaria a cidade se lhe tivesse reconhecido prévia e inequívoca adesão à causa romana, e a considerasse seguramente fiel, inclusive numa eventual adversidade - ou seja, em conjuntura de derrota». José Cardim Ribeiro, Felicitas Iulia Olisipo, 1994, in Separata de AlMadan, admite, portanto que à época da campanha de Brutus já Olisipo fosse fortemente romanizada.
É com Júlio César que recebe a denominação Felicitas Iulia, passando a ter os seus habitantes a cidadania romana.

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Historia Ecclesiastica Da Igreia De Lisboa: Vida, E Accoens De Seus Prelados & varoes eminentes ém santidade, que nella florecerão : Escrita Em Dous Volumes, Volume 1, Por Manoel da Sylua, 1642.
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Sobre o Teatro Romano:

Sileno reclinado, Teatro Romano de Lisboa


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FERNANDES, Lídia, “Sobre a decoração arquitectónica do teatro romano de Lisboa: a propósito dos desenhos dos séculos XVIII e XIX”, O Arqueólogo Português, (em publicação)
FERNANDES, Lídia, “As bases de coluna nos desenhos dos séculos XVIII e XIX do Teatro romano de Lisboa”, Revista da Associação dos Arqueologos Portugueses, Museu do Carmo, Lisboa, (em publicação)
FERNANDES, Lídia, Teatro romano de Lisboa – os caminhos da descoberta e os percursos da investigação arqueológica, Revista Almadan, Centro de Arqueologia de Almada (em publicação).
FERNANDES, Lídia; FILIPE, Victor, “Cerâmicas de engobe vermelho pompeiano do teatro romano de Lisboa”, Revista Portuguesa de Arqueologia, (em publicação)
FERNANDES, Luís da Silva (2005) - C. Heius Primus, augustalis perpetuus. Teatro e encenação do poder /l: ed. Universidade Católica Portuguesa, 14, p. 29-49.
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Mestrado em Pré-História e Arqueologia
http://www.museuteatroromano.pt/investigacao/publicacoes/Documents/anforas-teatro-Romano-Lisboa.pdf
HAUSCHILD, Theodor, “Das Romische Theater von Lissabon. Planaufnahe 1985, Madrider Mitteilungen, Mainz, 31, 1990
HAUSCHILD, Theodor ”O teatro romano de Lisboa”, Lisboa Subterrânea – Catálogo, ed. Electa, Lisboa, 1992, p. 64-66
LEITE, Ana C.; PEREIRA, P., “Prospecto e planta das ruínas do teatro romano de Lisboa”, Lisboa Subterrânea – Catálogo, ed. Electa, Lisboa, 1992, pp. 208-209
MOITA, Irisalva, “O teatro romano de Lisboa”, Revista Municipal, Lisboa, vol. 124/125, Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1970, p. 7-37

Sobre o Núcleo Arqueológico da Rua do Correeiros; da Rua dos Fanqueiros; da Rua das Canastras; da Rua Augusta e da Rua da Conceição

Os materiais arqueológicos encontrados na Rua dos Correeiros revelam a ocupação pré-romana deste local, entre os séculos V e II a.C.. 
A época romana, é a que apresenta vestígios arqueológicos mais abundantes.
Trata-se de um complexo fabril para preparados de peixe, que se alarga para fora do quarteirão, mas são visíveis 25 tanques de diversas dimensões agrupados em quatro conjuntos. O complexo fabril entra em decadência nos finais do século V e é parcialmente abandonado.Contudo, no local, pôde ser observada uma ocupação de Época Medieval até ao Período Pombalino,
AMARO, C.; Caetano, M. T., ”Breve nota sobre o complexo fabril romano da rua Augusta (Lisboa)". Conímbriga, nº 32-33, Coimbra, 1995, p. 283-294
AMARO, C.; BUGALHÃO, J.; SABROSA, A., “Complexo fabril romano da Rua Augusta – notícia preliminar”, Ocupação Romana dos Estuários do Tejo e Sado. Coord. Graça Filipe e Jorge Manuel S. Raposo, Câmara Municipal do Seixal e Publ. D. Quixote, Lisboa, 1996, p. 199-214
BUGALHÃO, J., "A indústria romana de transformação e conserva de peixe em Olisipo: Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros", Trabalhos de Arqueologia 28, Instituto Português de Arqueologia, Lisboa 2003
BUGALHÃO, J.; SABROSA, A., “BCP – uma unidade de salga de peixe na rua Augusta, Lisboa”. 1º Congresso de Arqueologia – Actas VII. Trabalhos de Arqueologia e Etnologia, 35:3, Porto, 1995, p. 379-39
DIOGO, A. M.; TRINDADE, Laura, “Vestígios de uma unidade de transformação do pescado descobertos na Rua dos Fanqueiros, em Lisboa”, Revista Portuguesa de Arqueologia, volume 3, nº 1, Lisboa, 2000, p. 181-205
FERNANDES, Lídia, "Sobre dois capitéis de Lisboa", Conímbriga, XLI, Coimbra, 2002, pp. 237-256
Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, I.P.P.A.R, Lisboa, 1993
SILVA, A. Vieira da, A Cêrca Moura de Lisboa, C.M.L., Lisboa, 1987 (3ª ed.
BUGALHÃO, J.; “Mandarim Chinês, Lisboa – Contextos Romanos “, Actas do Quarto Encontro de Arqueologia Urbana, Museu Municipal de Arqueologia da Amadora, Amadora, 2003, p. 127-146
BUGALHÃO, J; FOLGADO, D., “Arrabalde ocidental da Lisboa islâmica: urbanismo e produção oleira”, Arqueologia Medieval, nº 7, Porto, p. 111-145
BUGALHÃO, J.; “Mandarim Chinês, Lisboa – Contextos Romanos “, Actas do Quarto
Encontro de Arqueologia Urbana, Museu Municipal de Arqueologia da Amadora, Amadora, 2003, p. 127-146
FERNANDES, Lídia; “Capitéis Romanos da Lusitânia Ocidental”, 4 vols., dissertação de mestrado apresentada no Departamento de História de Arte / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 1997 (policopiado)

Galerias da Rua da Prata


FABIÃO, Carlos; “O monumento romano da Rua da Prata”, in Lisboa Subterrânea, Museu Nacional da Arqueologia / Lisboa 94, Lisboa, 1994, p. 67-69

MACIEL, M. Justino; “A propósito das chamadas «conservas de água da Rua da Prata»”, Conimbriga, Instituto de Arqueologia de Coimbra, n.ºs 22-23, Coimbra, 1993/1994, pp. 145-156

MANTAS, Vasco Gil; “Notas acerca de três inscrições de Olisipo”, Conimbriga, Instituto de Arqueologia de Coimbra, n.º 15, Coimbra, 1976, p. 151-169

MOITA, Irisalva; “As Termas Romanas da Rua da Prata”, Câmara Municipal de Lisboa, Lisboa, 1977
RIBEIRO, José Cardim; “Breve nota acerca do criptopórtico de Olisipo e da possível localização do «forum corporativo»”, Bracara Augusta, n.º 45, Encontro de Arqueologia Urbana, Braga, 1994, p. 191-200

SILVA, Augusto Vieira da; “As Termas Romanas da Rua da Prata, em Lisboa”, Anais das Bibliotecas, Museus e Arquivo Histórico Municipais, n.º 13, Lisboa, 1934, p. 19-29

A SÉ DE LISBOA




- AMARO, Clementino José Gonçalves;” Vestígios materiais orientalizantes do Claustro da Sé de Lisboa, Os Fenícios no território português” ; Lisboa: Universidade Nova, (Estudos Orientais, 4), p. 183-192.; 1993
- ARRUDA, Ana Margarida; TEIXEIRA de Freitas, Vera ; VALLEJO sanchez, Juan I; “As cerâmicas cinzentas da Sé de Lisboa”; Revista Portuguesa de Arqueologia, Lisboa: Instituto Português de Arqueologia. 3:1, p. 25-59; 2000.
FERNANDES, Paulo Almeida (2002) – «O sítio da sé de Lisboa antes da Reconquista», in Artis, n.º 1. Lisboa: Revista do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, p. 57-87. 
- MATOS, José Luís Martins de; Al-madan; “Escavações arqueológicas nos claustros da Sé de Lisboa”; Almada. 2ª Série:3, p. 108.; 1994
MATOS, José Luís de, “As escavações no interior dos Claustros da Sé e o seu contributo para o conhecimento das origens de Lisboa”, O Livro de Lisboa (Coord. Irisalva Moita), Lisboa 94 / Livros Horizonte, 1994, p. 32-34.


CASA DOS BICOS


AMARO, Clementino, De Olisipo a Lisboa, a Casa dos Bicos.
http://cvc.instituto-camoes.pt/…/b…/arte/2424-2424/file.html
AMARO, C., “Casa dos Bicos – a cidade e a arqueologia”, I Encontro Nacional de Arqueologia Urbana (Setúbal 1985), Trabalhos de Arqueologia, nº 03, I.P.P.C., Lisboa, 1986, pp. 143-154
AMARO, C., “Casa dos Bicos”, Revista Arqueologia, nº 6, Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto (GEAP), Porto, 1982, pp. 96-111
FERNANDES, Lídia, "Elementos arquitectónicos de época romana da Casa dos Bicos - Lisboa", Conímbriga, XXXVIII, Coimbra, 1999, pp. 113-135



 
Bibliografia sobre Ossonoba

«A cidade romana de Ossonoba, de origens pré-romanas, foi uma das cidades mais notáveis do sul da Lusitânia. Localizada sob a atual cidade de Faro no Algarve Português, teve uma grande expansão a partir de Augusto e décadas seguintes. A epigrafia, bem como a presença esmagadora de cerâmicas com origem na Bética costeira, revelam uma grande proximidade com esta província vizinha. Tal relação de proximidade vai contribuir decisiva-mente para que Ossonoba e o seu território atinjam um grande desenvolvimento nos séculos III e IV, sobretudo em torno da exploração de preparados piscícolas e do comércio marítimo, ao ponto de mercadores Ossonobenses possuírem estreitas ligações com várias famílias gaditanas. À semelhança de outras cidades da Hispânia, a malha urbana da cidade portuária de Ossonoba retrai-se muito a partir de finais do século IV, voltando a concentrar-se em torno do seu núcleo genético».

in: J. Bernardes, OSSONOBA E O SEU TERRITÓRIO: AS TRANSFORMAÇÕES DE UMA CIDADE PORTUÁRIA DO SUL DA LUSITÂNIA.
Ciudad y territorio: transformaciones materiales e ideológicas entre época clásica y el Altomedioevo. Córdoba, 2014
Na fotografia: Reconstituição do urbanismo romano da parte ocidental de Ossonoba (Fraga da Silva, 2006), a partir de: O mosaico do Oceano de Ossonoba (Faro).
http://imprompto.blogspot.pt/search/label/Faro


OSSONOBA




«Referida em diversos autores da Antiguidade Clássica (cit. por Gamito, 1997:344; Mantas, 1997: 286; Bernardes, 2006a:12), a cidade romana de Ossonoba foi durante largas décadas relacionada com as ruínas de Milreu. Até mesmo Estácio da Veiga, quando a escavou em 1877, julgou tratar-se de Ossonoba, o mesmo sucedendo com diversos outros investigadores até meados do século XX. Só nos anos 50 daquela centúria Abel Viana percebe o equívoco, ao colocar a descoberto o podium do templo do fórum, parcialmente escavado sob a actual Sé-Catedral»
.in: Plástica decorativa do Sul da Lusitânia: a propósito dos capitéis romanos da região algarvia (abaixo mencionado).


Capitel coríntio de Ossonoba, Museu de Faro.


                                   Mosaico do Oceano, Museu de Faro, imagem a partir de: 
                                 http://www.cm-faro.pt/1044/o-mosaico-do-deus-oceano.aspx

 
ALARCÃO, Adília, Maria Manuel de Almeida e ENCARNAÇÃO, José d’, “O mosaico do Oceano de Faro”, Anais do Município de Faro, X, 1980. 
BERNARDES, João Pedro, «Ossonoba e o seu Território: as Transformações de uma Cidade  Portuária do Sul da Lusitânia«, in Ciudad y territorio: transformaciones materiales e ideológicas entre época clásica y el AltomedioevoCórdoba, 2014.
BERNARDES, João Pedro, 2011, A Cidade de Ossonoba e o seu território", Anais do Município de Faro.
FERNANDES, Lídia, GONÇALVES,  Maria José,  2009Plástica decorativa do Sul da Lusitânia: A Propósito dos capitéis Romanos da Região algarvia. Xelb 10 | 155. Actas 
Actas do 7 º Encontro de Arqueologia do Algarve
Silves - 22, 23 e 24 de Outubro 2009
1 0
GAMITO1991a: Contribuição da Arqueologia para o Estudo da Evolução Urbana deFaro, in Actas das IV Jornadas Arqueológicas (Lisboa, 1990), da AAP, pp. 19-26.
GOMES, Mário Varela e GOMES, Rosa, Novas Moedas, hispanicas de BALSA e Ossonoba. Artigo da revista Nummus2 ª Série, vol. IV, V e VI, p.155-182. Porto, Sociedade Portuguesa de Numismática, 1981-198.
ENCARNAÇÃO, 1984: nº 35, p. 79-80, José D' , Inscrições Romanas do Conventus Pacensis, Subsídios para o Estudo da Romanização, Coimbra, 1984.
IDEM, 1985, “Reflexões sobre a epigrafia romana de Ossonoba”, Anais do Município de Faro, XV, 1985, p. 125-132 [versão actualizada do texto inserto in Conimbriga, 23, 1984, p. 5-18].
FRAGA DA SILVA, Luís, 2011, "O Mosaico do Oceano de Ossonoba", Faro
IDEM, 2013, "Sobre uma moeda de Ossonoba vista no Facebook".http://imprompto.blogspot.pt/2013/03/sobre-uma-moeda-de-ossonoba-vista-no.html
IDEM, 2012, "Notas sobre a geografia so subúrbio oriental de Ossonoba. A propósito de uma necrópole romana recentemente descoberta em Faro (Algarve, Portugal).
LANCHA, Janine, 1985, O Mosaico Oceano' descoberto em Faro (Algarve)", Pinheiro e Rosa (Trad.), Anais do Município de Faro, Faro, 1985, p. 111-124 [versão traduzida do texto “La mosaïque d’ Océan découverte à Faro (Algarve)”, Conimbriga, XXIV, 1985, p. 151-175.]
IDEM, 2008, "O mosaico do Oceano, o único mosaico figurativo de Ossonoba/Faro" in A Rota do Mosaico Romano. O Sul da Hispânia (Andaluzia e Algarve). Cidades e villae notáveis da Bética e Lusitânia romanas, Equipa MOSUDHIS (Interreg IIIA), Universidade do Algarve, Faro, 2008
(url= http://www.cepha.ualg.pt/mosudhis/rota.pdf; acedido em= 06/11/2011).
IDEM, 2007, Manuel d'épigraphie romaine, 2e. Éd., 2 vols., Picard, Paris, 2007
MANTAS, Vasco Gil Mantas, 1988, “As cidades marítimas da Lusitânia”, in Les villes de Lusitanie romaine. Hierarchies et térritoires, J.-G. Gorges (Ed.) (Talence, 1988), Paris, 1990, p. 149-205.
IDEM, 1997, “As civitates: esboço da geografia política e económica do Algarve romano”, in Noventa Séculos entre a Serra e o Mar, F. Barata (Ed.), Lisboa, 1997, p. 291-293.
OLEIRO, J. M. B. (1965) - Mosaïques romaines du Portugal. In La mosaïque gréco-romaine (Paris, 1963). Paris: CNRS, p. 257-265.
IDEM, 1986, «Mosaico Romano», in História de Arte em Portugal, Volume I, Alfa, Lisboa.
OLIVEIRA, 2010: Nº 62, p. 194-6 e 500-4. Múltiplas referências esparsas.
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(url= https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/handle/10316/14291; acedido em= 06/11/2011).
VIEGAS, 2008, Catarina , “Mosaico do Oceano (Faro): cerâmicas associadas”, in Actas do IV Congresso de Arqueologia Peninsular (Faro, 2004), Promontoria Monográfica 10, J. Pedro Bernardes (Ed.), Faro, 2008, pp. 197-214
SILVA, Luis Fraga da, O mosaico do Oceano de Ossonoba, Faro.
http://imprompto.blogspot.pt/2011/11/o-mosaico-do-oceano-de-ossonoba-faro.html
VIEGAS, C. (2008b), “A Cidade de Ossonoba: Importações cerâmicas” in J. P. Bernardes (ed.) Hispania Romana, (Actas do IV Congresso de Arqueologia Peninsular, Faro, 2004), Faro, pp.215-231.
VIEGAS, 2010: 113-121, Catarina ViegasA ocupação Romana do Algarve: Estudos de Povoamento e Economia do Algarve Central e Oriental no Período Romano. Tese de doutoramento apresentada à Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2009.
(url= http://repositorio.ul.pt/handle/10451/568; acedido em= 06/11/2011).
VIEGAS, 2011: 99-105, idem, Uniarq, Universidade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa, 2011 [versão comercial impressa da obra anterior]
TEICHNER, et. al. (2007), “Sebastião Philippes Martins Estácio da Veiga e as Necrópoles Romanas de Ossonoba (Faro), Xelb, 7, (Actas do IV Encontro de Arqueologia do Algarve), Silves, pp. 159-178.
S/A, S/D
Corpus dos Mosaicos Romanos de Portugal.


Bibliografia sobre Sines

O núcleo sede do Museu de Sines e a Casa de Vasco da Gama localizam-se no interior do Castelo, inaugurado em 2008. 
Por sua vez, a Casa de Vasco da Gama é um espaço de homenagem ao navegador, natural de Sines, situado na torre de menagem.

Museu de Sines e Casa de Vasco da Gama
http://www.sines.pt/pt/viver/memoria/museucvg/paginas/default.aspx

De Sines ou do seu território já era conhecida a ocupação humana desde a Pré-História, como comprovavam os inúmeros trabalhos arqueológicos desenvolvidos por Carlos Tavares da Silva e de Joaquina Soares, e a notável obra de sua autoria, cuja leitura ainda hoje é indispensável, “Pré-História da Área de Sines” editado em 1981 pelo Gabinete da Área de Sines.

Da Idade do Ferro, há também registo no concelho, não podendo deixar de lembrar o célebre “O Tesouro do Gaio”, descoberto numa herdade do termo de Sines, em 1966, muito possivelmente de origem púnica.

Recentes sondagens realizadas dentro do perímetro amuralhado do Castelo, coordenadas por Antónia Soares e Carlos Tavares da Silva, e que foram objecto de trabalhos publicados a que Joaquina Soares vieram comprovar a presença humana desde o Paleolítico.

A presença romana também já referenciada através das fábricas de salga existentes no exterior da muralha, foi confirmada em recentes trabalhos no interior da fortificação, e fazer equacionar a função estritamente piscatória e fabril desta cidade, salientando-se o aparecimento de uma base de uma estátua de Marte, publicada por José d’Encarnação, e um importante conjunto de elementos arquitectónicos de uma possível basílica visigótica do século VII que se encontra no Museu de Sines e que vem ajudar a comprovar a importância que Sines deve ter tido em Época romana e tardo-romana. O pedestal, em mármore, tem uma inscrição muito erodida que indica que as estátua foi mandada erguer por disposição testamentária de um sacerdote encarregado do culto imperial.

De acordo com José d’Encarnação, o aparecimento de um pedestal para uma estátua dedicada a Marte Augusto só se justificaria com a existência de um espaço público a que estátua estivesse associada, muito provavelmente um templo, sobre o qual poderá ter vindo a assentar uma provável basílica visigótica.

Em Torno da Inscrição a Marte em Sines, pode consultar:

https://estudogeral.sib.uc.pt/…/Inscri%C3%A7%C3%A3o%20a%20M…

FICHEIRO EPIGRÁFICO 51- 1996 (Suplemento de Conimbriga)
230 - 233 - Monumentos epigráficos romanos do Museu de Sines
José d’Encarnação

Sobre a Ilha do Pessegueiro e as suas diversas fases de ocupação:

SILVA, Carlos Tavares e SOARES, Joaquina, 1993, "Ilha do Pessegueiro - Porto Romano da Costa Alentejana",  e Joaquina Soares
Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa, 1993

Pode ainda consultar a Bibliografia disponível em: 
http://www.sines.pt/pt/concelho/fontesdeinformacao/Paginas/default.aspx

No Museu, uma exposição que lembra-nos que  «Na tradição mediterrânica, o mar desempenha um papel fundamental: para além de via de comunicação e comércio, fornece alimento e, talvez mais importante, uma forma de o conservar o sal. Em período romano, Sines deveria ser um porto marítimo, na esfera da cidade de Miróbriga, dedicado não só ao comércio, mas também à pesca e à manufactura de preparados de peixe, actividade atestada pela identificação, na área adjacente ao castelo, de três fábricas relacionadas com esta actividade.

A existência destas manufacturas pressupõe uma economia activa e dinâmica nas suas múltiplas vertentes, com o respectivo capital humano: a pesca, a produção ou o comércio de sal, de recipientes contentores (ânforas), com os respectivos centros oleiros, dos preparados de peixe nas respectivas fábricas, cuja dimensão é variável, e a forma de os armazenar e comercializar. Os preparados de peixe podiam ser produzidos com múltiplas variantes, à escala industrial, embora esta estivesse dependente do mercado consumidor (para exportação, regional ou local). Estes "molhos" tinham múltiplas utilizações culinárias, sendo extremamente populares no mundo romano.

Vestígios da actividade marítima são os cepos de âncora provenientes das águas ao largo de Sines. Da arte da pesca, temos os pesos de rede e os anzóis. Da indústria transformadora, os almofarizes, também utilizados em contexto doméstico».

Citação a partir de: A partir de: http://www.sines.pt/…/oseio…/romanosmar/Paginas/default.aspx

ENCARNAÇÃO, José d', Em Torno da Inscrição a Marte em Sines.

ENCARNAÇÃO, José, FICHEIRO EPIGRÁFICO 51- 1996 (Suplemento de Conimbriga)
230 - 233 - Monumentos epigráficos romanos do Museu de Sines

Sobre a Ilha do Pessegueiro e as suas diversas fases de ocupação:

SILVA, Carlos Tavares e SOARES, jOAQUINA, 1993, "Ilha do Pessegueiro - Porto Romano da Costa Alentejana",  e Joaquina Soares
Instituto da Conservação da Natureza, Lisboa, 1993

Pode ainda consultar a Bibliografia disponível em: 
http://www.sines.pt/pt/concelho/fontesdeinformacao/Paginas/default.aspx







 Pax Iulia (em construção)

Aí sim, onde hoje é Beja, parece terem os Romanos encontrado povos anteriores, apesar do nome que tinha a urbs latina, indiciando orgulhosamente fundação de raiz romana.

Mas não, pequenos fragmentos de cerâmica da Idade do Ferro Continental parecem comprovar que ali existiu povoamento precedente ao Romano.

De fundação provável de Júlio César, a cujo nome a cidade faz juz, a cidade vai-se monumentalizando e os capitéis de dimensão colossal, pertencentes a um templo que recentemente foi escavado pela Doutora Conceição Lopes da Universidade de Coimbra fazem lembrar que qualquer habitante de época anterior se vergou ao jugo da Roma Imperial.
Passando a denominar-se Pax Iulia, foi sede de um conventus, Conventus Pacensis, a circunscrição administrativa que Augusto, pouco depois da fundação romana da cidade, lhe conferiu.
Mas dela, esbatido o Império, ficará a memória de um Mediterrâneo uno, sob o olhar do Cristianismo inicial, que no núcleo visigótico da Igreja de Santo Amaro tem os seus melhores testemunhos.

Legio IV Macedonica (ou quarta legião macedónica) foi uma legião romana criada por Júlio César em 48 a.C. com legionários italianos. A legião foi desmobilizada em 70 d.C. e reestruturada pouco depois com o nome Legio IV Flavia Firma. A legião tinha como símbolo o capricórnio e um touro. Está por confirmar a presença da legião IV na construção de Beja, contudo,  existem referências do humanista André de Resende a touros provenientes de Beja. Sabe-se que o culto ao touro é uma constante no mundo mediterrânico oriental e greco-latino, onde o seu sacrifício assume um caracter fundacional. O culto deste animal, enraizado nas religiões do Mediterrâneo e do Próximo Oriente, deve-se ao facto de que, a partir do Neolítico, as populações consideravam o touro, enquanto "pai do rebanho", uma fonte de riqueza de primeiríssima ordem. Em termos gerais, a sacralidade do touro funda-se na dupla percepção do seu vigor físico e genésico. Em Portugal, são conhecidas figurações de bucrânios na arte rupestre, pelo menos, desde o Calcolítico. Na própria "Lenda da Europa" é Zeus, transformado em Touro, que rapta a filha do rei de Sídon. Nesta narrativa o touro não aparece associado ao aspecto sacrificial, mas assume também o papel criador pois, raptando a Europa ao mundo mediterrânico oriental e conduzindo-a para Creta, origina uma geração de "filhos gloriosos cujos ceptros dominarão todos os homens da Terra" (Hamilton, 1983, p.110). E é em Creta que se afirma o terrível poder do Minotauro, cuja morte será libertadora. Contudo, em Época Romana, o Touro aparece-nos associado ao culto mitraico que os legionários introduziram no Império, mas também ao culto do imperador, ligado ao  poder fecundante e à força vital e genésica do animal.
Com o principado de Augusto assistimos, por um lado, a um retorno dos valores antigos e, por outro, à oficialização de alguns desses cultos de origem oriental e a "nova ordem" foi assegurada pela "restauração" dos valores ancestrais. Muito provavelmente por isso, na iconografia do século I há tal frequência na representações de touros, particularmente os bucrânios descarnados.
"Tendo em conta a extraordinária importância que tinham os sacrifícios e os ritos na vida quotidiana, não surpreende que os signos correspondentes dominassem a nova linguagem das imagens. Praticamente não existe nenhum monumento ou edifício em cuja decoração não figurassem caveiras dos animais sacrificados, mesmo nos que não tinham carácter sagrado. Signos alusivos aos sacrifícios, que no passado serviam apenas como elementos decorativos convencionais, passaram a ser símbolos relevantes da nova pietas" imperial (Zanker, 1992, p. 146
BORRELA, Leonel – “ICONOGRAFIA PACENSE- II” In Diário do Alentejo 30 Junho 2006.
FARIA,  António Marques, 2001, Pax Iulia, Felicitas Iulia, Liberalitas Iulia, Revista Portuguesa da Arqueologia, Volume 4. número 2.
LOPES, M. C. (1996) -O território de Pax Iulia. Arquivo de Beja. Beja. Série 3. 2-3, p. 63-74.
LOPES, M. C., 2007A Civitas de Pax Iulia, Mérida, Évora, 

NOGALES BASARRATE, T. y OLIVEIRA CAETANO, J. (eds.)
LOPES, M. C. (1996) -O território de Pax Iulia. Arquivo de Beja. Beja. Série 3. 2-3, p. 63-74.
LOPES, M. C. (1997) -L’occupation du sol dans le territoire de Pax Iulia (Beja). In ETIENNE, R.; MAYET, F., eds. -
 Itinéraires lusitaniens. Trenteannées de collaboration archéologique luso- française. Actes de la réunion tenue à Bordeaux les 7 et 8 avril 1995 à l’occasion du trentième anniversaire de la Mission Archéologique Française au Portugal . Paris: De Boccard, p. 157-178.
LOPES, 2000, a Cidade Romana de Beja. Tese de Doutoramento. Universidade de Coimbra.
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LOPES, Maria Conceição 2005. A ciuitas de Pax Iulia. Imagens e Mensagens: Escultura Romana do Museu de Évora [Catálogo]. Évora: Instituto Português de Museus. Museu de Évora, 11-19.
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SÍTIOS ViSITÁVEIS EM PAX IULIA


Museu Rainha D. Leonor - Este museu foi criado em 1927/28, no antigo Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ordem de Santa Clara, extinto em 1834, e pode considerar-se um Museu dotado de um acervo notável. Localiza-se num convento franciscano, estabelecido em 1459 por Fernando de Portugal, Duque de Viseu e de Beja, junto ao seu palácio ducal. As obras continuaram até 1509. A colecção do museu divide-se em três áreas distintas; arqueologia, ourivesaria e pintura.

Centro Interpretativo da Rua de Sembrano
Núcleo Paleocristão da Capela de Santo Amaro - A igreja de Santo Amaro de Beja, localizada no Largo de Santo Amaro, é um dos poucos templos conservados de arquitectura altimedieval e insere-se no amplo processo de reavaliação dos tradicionais conceitos de arte visigótica. Durante muito tempo foi considerada uma igreja do século V, porém à medida que se vão conhecendo melhor as comunidades cristãs sob domínio islâmico vai-lhe sendo conferida uma datação do século X, por intermédio dos mocárabes, as comunidades cristãs que habitavam o espaço dominado pelo poder muçulmano) de Beja

Arco Arco romano na Travessa Funda.



Museu Rainha Dona Leonor, vista exterior.

Nos arredores:

Villa Romana de Pisões







BORRELA, Leonel – "ICONOGRAFIA PACENSE- II" In Diário do Alentejo 30 Junho 2006.

BORRELA, Leonel http://forum-romano-de-beja.blogspot.com/
IDEM, Um Arco Triunfal romano entre as ruas dos Infantes e do Touro?
https://www.academia.edu/…/Um_Arco_Triunfal_romano_entre_as…

ENCARNAÇÃO, José d', 1984, Inscrições romanas do Conventus Pacensis: subsídios para o estudo da Romanização. Universidade de Coimbra. 
ENCARNAÇÃO, José d', Sociedade e Cultura em Pax Iulia através da epigrafia.
FARIA,  António Marques, 2001, Pax Iulia, Felicitas Iulia, Liberalitas Iulia, Revista Portuguesa da Arqueologia, Volume 4. número 2.
LOPES, M. C. (1996) -O território de Pax Iulia. Arquivo de Beja. Beja. Série 3. 2-3, p. 63-74.
LOPES, M. C., 2007A Civitas de Pax Iulia, Mérida, Évora, 



NOGALES BASARRATE, T. y OLIVEIRA CAETANO, J. (eds.)
LOPES, M. C. (1996) -O território de Pax Iulia. Arquivo de Beja. Beja. Série 3. 2-3, p. 63-74.
LOPES, M. C. (1997) -L’occupation du sol dans le territoire de Pax Iulia (Beja). In ETIENNE, R.; MAYET, F., eds. -
 Itinéraires lusitaniens. Trenteannées de collaboration archéologique luso- française. Actes de la réunion tenue à Bordeaux les 7 et 8 avril 1995 à l’occasion du trentième anniversaire de la Mission Archéologique Française au Portugal . Paris: De Boccard, p. 157-178.
LOPES, 2000, a Cidade Romana de Beja. Tese de Doutoramento. Universidade de Coimbra.
http://dited.bn.pt/30814/1801/2256.pdf
LOPES, Maria Conceição 2005. A ciuitas de Pax Iulia. Imagens e Mensagens: Escultura Romana do Museu de Évora [Catálogo]. Évora: Instituto Português de Museus. Museu de Évora, 11-19.
MACMULLEN, R. (2000) - Romanization in the Time of Augustus. New Haven; London: Yale University Press.
MANTAS, V. G. (1996a) -Em torno do problema da fundação e estatuto de Pax Iulia
. Arquivo de Beja. Beja. Série 3. 2-3, p. 41-62.
MANTAS, V. G. (1996b) -Comércio marítimo e sociedade nos portos romanos do Tejo e do Sado. In FILIPE, G.; RAPOSO, J. M. C., eds. -


Bibliografia sumária sobre Salacia (em construção)


«A cidade de Alcácer do Sal, capital de Concelho, situa-se na faixa litoral do Baixo-Alentejo, na margem norte do rio Sado.

A sua posição geográfica e a estreita e intensa relação com o rio Sado justificam a importância política, militar e económica que este núcleo urbano adquiriu ao longo do Tempo. A fertilidade gerada pelo rio Sado, designadamente no que respeita à exploração agrícola, ao pastoreio e à tecelagem, e a possibilidade que o mesmo tem de escoar produtos até ao estuário, melhor, até ao Oceano Atlântico, junto a Tróia e Setúbal, foram certamente as grandes motivações para a ocupação humana e para a centralidade deste local desde, pelo menos, a Idade do Ferro.

Já Políbio, no século II a.C., se referia à importância do trigo e do vinho nesta região, facto que leva os arqueólogos que aí trabalharam a relacionar essa riqueza às espigas e ramos que aparecem representadas em moedas cujos cunhos são atribuídos à cidade pré-romana de Beuipo, atestando a produção de cerealífera.

Salienta-se também a actividade pecuária, particularmente a criação de gado bovino, ovino e caprino. O fabrico de tecidos ligeiros à base de lã é, inclusivamente, referido em inícios do século I d.C. por Estrabão (III, 2,6), actividade essa comprovada através das escavações efectuadas na áreado Castelo, que revelaram a existência fusaiolas (cossoiros) e ainda de pesos de tear romanos. Também Plínio, no século I d.C., nos dá nota da importância das lãs aqui produzidas.

A actividade piscatória também está comprovada no período romano através de indícios encontrados no Castelo, tais como pesos de rede e naveta de cozer redes.
(...)
Desde épocas recônditas, Alcácer do Sal, pela proximidade do estuário e do Oceano, é também conhecida pela produção de sal, sabendo-se que em Período Romano a sua produção já tinha grande impacto económico.  

Assim sabemos que, em período romano, Alcácer atinge grande pujança, readquirida posteriormente, na Idade Média, com particular destaque na Época Islâmica.

(...)

A partir dos séculos II e I a.C., predomina ainda, na área do Castelo de Alcácer do Sal, a cerâmica púnica e/ou ibero-púnica, mas começa a aparecer uma cerâmica de origem itálica denominada campaniense, bem como ânforas romanas do período republicano.

Importante povoado no decurso da Idade do Ferro, o aglomerado urbano vai ampliar-se em Época Romana, no decurso do Alto Império, mantendo a centralidade que já possuía na Proto-História e acentuando funções administrativas, tal como comprova a epigrafia que identifica a existência de magistrados locais.
O seu território, a Civitas de Salacia, poderia ter abrangido uma vasta área, até ao estuário do Sado, controlando Caetobriga (a actual Setúbal) e Tróia e, a sul, parte da actual serra de Grândola, dominando administrativamente grande parte do Baixo e Médio Sado.

A importância de Salacia é referida pelas fontes latinas, designadamente Pompónio Mela (De Chorogr., III,1,8) e Plínio (NH, IV, 35, 116), que, no século I d.C., refere que os oppidamais famosos situados na costa a partir do Tejo são Olisipo e Salacia, cognominado Urbs Imperatoria.

Se bem que seja difícil a identificação de edifícios públicos no interior do recinto do Castelo que foi escavado, Salacia possuiria muito certamente o seu centro administrativo, o Forum, que, a avaliar pelas investigações recentes se deveria localizar numa plataforma compreendida entre a Igreja de Santa Maria do Castelo e o Convento de Nª. Sª de Aracaeli.

A sacralização do local onde se havia implantado, na Idade do Ferro, um santuário mantém-se em Período Romano, implantando-se um templo onde se recolheu também um notável espólio de que salientamos uma placa em chumbo, onde curiosamente há voto de “mau-olhado”, cuja tradução segundo Amílcar Guerra é:

“Ó Senhora Mégara Invicta! Tu, que recebeste o corpo de Átis, digna-te receber o corpo daquele que levou as minhas bagagens, que mas roubou da casa de Hispano. Ofereço - te como dádiva o corpo e alma daquele, para que eu encontre as minhas coisas. Se vier a encontrar esse ladrão, então prometo-te, ó Senhor Átis, um quadrúpede como vítima. Ó Senhor Átis, rogo-te, pelo teu Nocturno, que faças com que eu as obtenha quanto antes.”

Este mesmo local que foi continuamente sacralizado, seja em período muçulmano com a implantação de uma mesquita, seja em fase já cristã com a fundação da Igreja de Santa Maria e, mais tarde ainda, com a edificação da capela da Ordem de Santiago e com a construção da igreja do Convento a Nossa Senhora de Aracaeli (o Altar do Céu), pode considerar-se, assim, um lugar sagrado por excelência.

São conhecidas algumas necrópoles romanas da cidade, na azinhaga do Senhor dos Mártires, em S. Francisco e no Bairro do Crespo e também foram identificados, nas imediações de Alcácer do Sal, os restos de um aqueduto, uma barragem romana, e ainda são conhecidos testemunhos na zona baixa e ribeirinha do núcleo urbano.

A fertilidade do rio e seus afluentes permitiu que aí se implantassem também casas agrícolas, uillae, e unidades de produção cerâmica.

Se bem que o Período Tardo-Romano seja mal conhecido neste local, tudo indicando que a urbs tenha começado a decair após o século IV/V d.C., são, contudo, conhecidos materiais arqueológicos do Período Visigótico, o que leva a concluir que, na altura da conquista islâmica de 711, o espaço intra-muros ainda fosse ocupado.

Esta situação verifica-se também em alguns locais do concelho, a exemplo da importante uilla de S. João dos Azinhais/Torrão, junto ao rio Xarrama, ocupada desde o início do Império Romano até à fase Visigótica, tendo-se aí erguido, em finais do século VII, uma Igreja dedicada aos mártires Justo e Pastor, facto comprova que a vida rural se mantém bastante activa nas vésperas de ser anexado ao Califado Omíada de Damasco, situação essa que parece comprovar-se também na uilla romana de Santa Catarina de Sítimos onde decorreram recentemente trabalhos de escavação. Pode, contudo, afirmar-se que ali se encontram importantes testemunhos da presença romana, com inícios em meados do século I a. C mas prolongando-se no tempo».

A partir de : V.V.A.A. Salacia (Alcácer do Sal).
Roteiro Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. IGESPAR, 2007.






Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Fotografia Frederico Tátá Regala.

ENCARNAÇÃO, José d´«Salacia et l’Afrique à l’époque impériale», L’Africa Romana, XIV, Roma, 2002, 1499-1505http://hdl.handle.net/10316/13872
 https://www.academia.edu/537824/Ainda_sobre_o_nome_pre-romano_de_Alcacer_do_Sal
IDEM, Ipses, uma ceca hispano-romana do Sudoeste
https://www.academia.edu/…/Ipses_uma_ceca_hispano-romana_do…

IDEM, 1996, Emissões monetárias, Imperatoria Salacia e Caesaraugusta: algumas questões historiográficas. Vipasca, n. 5.
https://www.academia.edu/530710/Emiss%C3%B5es_monet%C3%A1rias_Imperatoria_Salacia_e_Caesaraugusta_algumas_quest%C3%B5es_historiogr%C3%A1ficas.
IDEM,  2017, Os monumentos epigráficos,retratos de vida… em Scallabis,
Mátria XXI, Nº 6, Maio de 2017
https://www.academia.edu/33813573/Os_monumentos_epigr%C3%A1ficos_retratos_de_vida..._em_Scallabis.pdf
GOMES, Esmeralda Helena Pires, 2008, Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal. Tese de Mestrado. Faculdade de Letras de Lisboa.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488
LEITÃO, MartaSalacia Urbs Imperatoria
http://www.academia.edu/3239769/Salacia_Urbs_Imperatoria
Salacia Urbs Imperatoria
by Marta Leitão
"Com a rivalidade entre Roma e Cartago, no decorrer do século III a.C.,dá-se a entrada dos romanos na Península Ibérica, alastrando até esta região o conflito que se prolongava desde a posse do Mediterrâneo. Após a vitória dos romanos sobre os cartagineses, o confronto perdurava em território da Península Ibérica, os habitantes locais ofereceram um grande entrave à ocupação latina.
Os vários partidos que em Roma contraponham-se frente-a-frente, nas suas diferenças, e das guerras civis que ocorriam, irão levar este conflito até à Hispânia. Em particular a enorme oposição de Sertório, que tinha parte da população Ibérica do seu lado. Em 45 a.C. César vence os descendentes de Pompeu, com este panorama os seus delegados criam uma ocupação e pacificação de toda a Península Ibérica e a sua gradual romanização. É neste âmbito que Alcácer, evoluído de uma povoação da Idade do Ferro, passa a ser uma Alcácer romana.
Salacia, que Plínio regista como Salacia Urbs Imperatoria, no ano de 45 ou 44 a.C., prova que o recurso natural que abundava na área geográfica envolvente, o sal, vai dar contributo para o seu nome. Salário, de origem latina, era a palavra usada e que ainda hoje se confirma a sua importância deste recurso natural no mundo romano. Nesta povoação as moedas cunhadas, com idade semelhante acima mencionada, têm gravado “IMP(eratoria) SAL(acia)”. Os seus cidadãos pertencentes à tribo Galéria, devido à povoação ter sido transformada em município ou oppidum de direito latino, vai ganhar uma grande importância no panorama da Lusitânia".
MANTAS, Vasco Gil, 2010, «Os principais portos do Sado na época romana,
Revista Portuguesa de História – t. XLI (2010) – pp. 195-221 – ISSN: 0870.4147
PEREIRA, Carlos, 2013, Lucernas Romanas de Alcácer do Sal entre a prática e o sagrado. Al-Madan, II Série, 17. Tomo II
https://www.academia.edu/2464397/Lucernas_Romanas_de_Alcacer_do_Sal_entre_a_pratica_e_o_sagrado
V.V.A.A. Salacia (Alcácer do Sal).
Roteiro Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. IGESPAR, 2007.

Bibliografia sumária sobre Scallabis

A população do povoado pré-romano teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C.


Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. A cidade foi sede de um dos conventus, após a divisão da Lusitânia, cuja capital era Emerita Augusta (Mérida) em três conventi: : Conventus Emeritensis, Conventus Scallabitanus e Conventus Pacensis


«Las dudas, hasta hace pocos años existentes, sobre la identicación de Santarém con la
antigua Scallabis no tienen hoy día razón de ser, asumiéndose que corresponde a la ciudad romana referida por Plinio (IV, 117), Ptolomeo (2,5,6) y por el itinerario de Antonino, aunque extrañamente ignorada por Estrabón. No obstante, los vestigios resultantes de los trabajos arqueológicos de las
últimas dos décadas permiten armar que es en el espacio de la actual Santarém donde se situaba Scallabis – el poblado indígena, en el cual se instaló el Praesidium Iulium en 61 a.C. (...)»

in: Rui de Almeida. Las ánforas del Guadalquivir en Scallabis (Santarém, Portugal). Una aportación al conocimiento de los tipos minoritarios. Instrumenta, 28. Barcelona.

ALMEIDA, Rui de, 2008,  Las ánforas del Guadalquivir en Scallabis (Santarém, Portugal): una aportación al conocimiento de los tipos minoritarios. Edicions Universitat Barcelona
ANTUNES, Ana Sofia, Vidros da Alcáçova de Santarém, Revista Portuguesa de Arqueologia, nº 3.
www.igespar.pt
ARRUDA, Ana Margarida e Viegas, Catarina, Almeida, M. José (Coord.) 2202, De Scallabis a Santarém, Catálogo da Exposição no Museu Nacional de Arqueologia.
ARRUDA, Ana Margarida e Viegas, Catarina, O templo Romano de Scallabis,
http://www.uniarq.net/uploads/4/7/1/5/4715235/_arruda_viegas_2002b.pdf
Do pré-romano ao Império: a ocupação humana do Porto de Sabugueiro (Muge, Salvaterra de Magos)
João Pimenta - Câmara Municipal de Vila Franca de Xira Henrique Mendes - Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
ARRUDA, Ana Margarida, UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
Elisa de Sousa UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. Rui Soares UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.
https://www.academia.edu/8652849/Do_pr%C3%A9-romano_ao_Imp%C3%A9rio_a_ocupa%C3%A7%C3%A3o_humana_do_Porto_do_Sabugueiro_Muge_Salvaterra_de_Magos_
ARRUDA, Ana Margarida: Ocupação Da Idade Do Ferro Da Alcáçova De Santarém No Contexto Da Expansão Fenícia Para a Fachada Atlântica Peninsular.
ARRUDA, Ana Margarida; ALMEIDA, Rui Roberto de, Importação e Consumo de Vinho Bético na Colónia Romana de Scallabis
 https://www.academia.edu/271290/Importacao_E_Consumo_De_Vinho_Betico_Na_Colonia_Romana_De_Scallabis_Santarem_Portugal_
PÉREZ CENTENO, Maria del Rosario, 1995-97. Evolución urbana en el Conventus Scallabitanus durante el siglo III. in Arqueólogo Português, Série IV, 13-15.
http://www.patrimoniocultural.pt/static/data/publicacoes/o_arqueologo_portugues/serie_4/volume_13_15/evolucion_urbana.pdf
FERNANDES, Lídia, 2003, Capitéis romanos da Igreja de Stª. Maria de Alcáçova em Santarém, Portugalia, Vol. XXIV.
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3873.pdf
PEREIRA, Carlos, 2008, As Lucernas Romanas de Scallabis, Tese de Mestrado apresentada à FLL (melhorada)
https://www.academia.edu/456627/As_Lucernas_Romanas_de_Scallabis
Viegas, Catarina, 1994, «Arqueologia Urbana em Santarém«, Bracara Augusta. Encontro de Arqueologia Urbana, Vol. XLV, Braga. pp. 127-137.
O Jardim da Porta do Sol, Realidade e Contexto Histórico Urbanístico.
http://www.museu-santarem.org/multimedia/Documentos/memorias_descritivas/memdescritiva_jardimportasol.pdf


Bibliografia sobre Sellium



Sellium teve uma ocupação século I ao século V.
Por Sellium passava a principal estrada romana do nosso território que Iigava Lisboa (Olisipo) a Braga (Bracara Augusta), passando por Santarém (Scalabis), Conímbriga e Coimbra (Aeminium). 



Foto de A Lusitânia.


Cabeça de uma estátua do imperador Augusto, século I d. C. Foi encontrada quando da construção do mercado municipal, nas proximidades do antigo Fórum.
Fotografia e legenda a partir de: http://www.ttt.ipt.pt/index.php?nivel=2&m=70

AAVV, Imagens de Tomar - roteiro histórico, Tomar, 1990; A cidade romana de Sellium: marcas e memórias do passad  urbano, A Cidade (Jornadas Inter e Pluridisciplinares) I, Lisboa, 1993, p. 81-94; Achegas sobre a Estrutura Urbana de Sellium (Tomar), XXII Congresso Nacional de Arqueologia, Vigo, 17-20 Nov. 1993.
ALARCÃO, Jorge de, 1988, O Domínio Romano em Portugal, Lisboa, 1988; Sellium - Tomar Romana, Tomar, 1989
BATATA, Carlos e PONTE, Maria La-Salete da, 1983, Intervenções Arqueológicas na margem esquerda do Nabão, Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar, nº 5.
FERREIRA, Manuela Almeida Ferreira, 2005. O uso de vidraria em Sellium e em Tomar: as descobertas arqueológicas recentes em relação com a História do Vidro. RevIsta Portuguesa de Arqueologia. volume 8. número 1. pp. 387-431.
PONTE, Maria La-Salete da, Algumas considerações sobre Tomar romana - "Sellium" - os testemunhos.  Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar, nº 4, 1982;
PONTE, Maria La-Salete da e SILVA, Victor M., Recuperação de alguns achados arqueológicos de Tomar - CEPPRT, Boletim Cultural e Informativo da Câmara Municipal de Tomar, nº 4, 1982;
PONTE, Maria La-Salete da,  1985, Inscrição do Forum de Sellium no tecido urbano de Tomar, trabalhos de arqueologia, in 1º Encontro Nacional de Arqueologia Urbana, Setúbal, 1985; Estação Arqueológica na R. Carlos Campeão: relatório preliminar de 1982 / 83, in Arqueologia na região de Tomar (da Pré-História à Actualidade), Tomar.IDEM, Sellium : Tomar romana / coordenação Maria Lebre. 1989.  Centro de Estudos de Arte e Arqueologia. Tomar.  I.S.T.T.
SILVA, Eugénio de Figueiredo e, 1951, Escavação Arqueológica no Cerrado de João do Couto em Tomar, Boletim dos Amigos dos Monumentos da Ordem de Cristo, vol. 3, Tomar.
PONTE, S. da, et alli, 1993, Sellium na História Antiga Peninsular, Congresso Peninsular de História Antiga, Coimbra,  pp. 511-550.
SOUSA, Vasco de1977, Uma cabeça de Augusto em Tomar, Revista de Conimbriga, vol. 16, Coimbra.
Vestígios do Templo romano de Scallabis
 
Bibliografia sobre Sesimbra

Admite-se que as excelentes condições portuárias e marítimas de Sesimbra, embora não tenham sido identificadas, até ao momento, as origens desta povoação, bem como a riqueza em recursos marinhos terão permitido o estabelecimento de gentes na época romana, como o comprova o complexo industrial de preparados piscícolas que aí foi encontrado.



«No âmbito do projecto de execução dos Sistemas de Drenagem e Elevatórios do Subsistema de Sesimbra identificaram-se entre Maio e Outubro de 2007 vários vestígios que remontam à ocupação romana na área envolvente do Forte de Santiago. Registaram-se a presença de quatro tanques de preparados piscícolas com vestígios de garum e uma estrutura portuária anterior ao complexo industrial».



in
Conjunto de Cetárias no Centro Histórico de Sesimbra
Paula Alves Pereira*
Musa, 4, 2014, p. 157-160







BIBLIOGRAFIA (Recomendada pela autora do artigo acima mencionado)


GUERRA, J. P. (2006) - Estudos históricos e outros escritos.Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra.
LEAL, A. A. B. P. (s.d.) - Cezimbra. In Portugal Antigo e Moderno. Diccionario. Lisboa: Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, p. 261-263.
MOREIRA, R. (1997) - Uma planta de Sesimbra de cerca de 1568-70. In
Sesimbra Monumental e Artística.Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra.
PAULO, J. A. S. (1992) - Aspectos do desenvolvimento da vila de Sesimbra: do Castelo à Ribeira (1165-1535).Sesimbra Cultural , ano 3. Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra, p. 22-25.

PERREIRA, Paula Alves, Conjunto de Cetárias no Centro Histórico de Sesimbra,

Musa, 4, 2014, p. 157-160


PORTO CARRERO, G. (2001) - Uma reavaliação do papel dos fortes costeiros de Sesimbra.Patrimonia, Identidade, Ciências e Fruição Cultural, 7, p. 52-63.

SERRÃO, E. C. (1959) - Investigações arqueológicas na região de Sesimbra. Resultado das campanhas realizadas pelo Centro de Estudos de Etnologia Peninsular.Trabalhos de Antropologia e Etnologia,
(s.n.). Porto, p. 187-203.
SERRÃO, E. C. (1962) - Alguns problemas arqueológicos da Região de Sesimbra.Arqueologia & História, 9. Lisboa: Associação dos Arqueólogos Portugueses.
SERRÃO, E. C. (1994), Carta arqueológica do concelho de Sesimbra: do Vilafranquiano médio até 1200 a.C .Sesimbra: Câmara Municipal de Sesimbra.

TAVARES DA SILVA, C. & SOARES, J. (1986) - Arqueologia da Arrábida. Lisboa: Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza. 



Bibliografia sobre Sines



  Na imagem: Cetárias romanas junto ao Castelo de Sines, hoje enterradas. Fotografia Rui Fragoso.

De Sines ou do seu território já era conhecida a ocupação humana desde a Pré-História, como comprovavam os inúmeros trabalhos arqueológicos desenvolvidos por Carlos Tavares da Silva e de Joaquina Soares, e a notável obra de sua autoria, cuja leitura ainda hoje é indispensável, “Pré-História da Área de Sines” editado em 1981 pelo Gabinete da Área de Sines.Da Idade do Ferro, há também registo no concelho, não podendo deixar de lembrar o célebre “O Tesouro do Gaio”, descoberto numa herdade do termo de Sines, em 1966, muito possivelmente de origem púnica.Recentes sondagens realizadas dentro do perímetro amuralhado do Castelo, coordenadas por Antónia Soares e Carlos Tavares da Silva, e que foram objecto de trabalhos publicados a que Joaquina Soares vieram comprovar a presença humana desde o Paleolítico.A presença romana também já referenciada através das fábricas de salga existentes no exterior da muralha, foi confirmada em recentes trabalhos no interior da fortificação, e fazer equacionar a função estritamente piscatória e fabril desta cidade, salientando-se o aparecimento de uma base de uma estátua de Marte, publicada por José d’Encarnação, e um importante conjunto de elementos arquitectónicos de uma possível basílica visigótica do século VII que se encontra no Museu de Sines e que vem ajudar a comprovar a importância que Sines deve ter tido em Época romana e tardo-romana. O pedestal, em mármore, tem uma inscrição muito erodida que indica que as estátua foi mandada erguer por disposição testamentária de um sacerdote encarregado do culto imperial. De acordo com José d’Encarnação, o aparecimento de um pedestal para uma estátua dedicada a Marte só se justificaria com a existência de um espaço público a que estátua estivesse associada, muito provavelmente um templo, sobre o qual poderá ter vindo a assentar uma provável basílica visigótica.Aqui no Portugal Romano, pode consultar:
Porto Romano na Ilha do Pessegueiro (Porto Côvo, Sines) » Portugal Romano
http://www.portugalromano.com/2011/12/porto-romano-na-ilha-do-pessegueiro-porto-covo-sines/

ENCARNAÇÃO, José d', Em torno da Inscrição a Marte em Sines.
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/12253/1/Inscri%C3%A7%C3%A3o%20a%20Marte,%20em%20Sines.pdf
QUARESMA, António, Sines Medieval e Moderna, in O Concelho de Sines - da Fundação à época Moderna.
https://issuu.com/cmsines/docs/fundacaoepocamoderna/72?e=0
QUARESMA, António, 
SILVA, Carlos Tavares da e SOARES, Joaquina, 1993, Pessegueiro : porto romano da Costa alentejana.Instituto de Conservação da Natureza
 
Bibliografia sobre Talabriga

ALARCÃO, J. (1988), O Domínio Romano em Portugal, Publicações Europa-América.
ALARCÃO, J. (1990) «O Domínio Romano. Capítulo II: O Reordenamento Territorial», Nova História de Portugal, Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques (dir.), Editorial Presença, vol. I, p. 345-382.
ALARCÃO, J. (2004), «Notas de Arqueologia, Epigrafia e Toponímia – I», Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 7 (1), p. 317-342
AMORIM GIRÃO, A. (1941) Geografia de Portugal, Portucalense Editora, Porto.
FABIÃO, C. (1992) «O Passado Proto-Histórico e Romano», História de Portugal, José Mattoso (dir.), p. 77-299.
MANTAS, V.G.S. (1996), A Rede Viária Romana na Faixa Atlântica entre Lisboa e Braga, dissertação de doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
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TRAVASSOS GOMES (1934-35), «As civitates dos séculos 10º e 11º», Correio do Vouga, 14 de Julho de 1934 a 16 de Março de 1935.

Bibliografia sobre Tongobriga:

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ALARCÃO, Jorge (1988) A Paisagem Rural Romana e Alto-Medieval em Portugal, Conímbriga, Coimbra, p. 89-119.

CHOUQUER, Gérard (2010) La Terre dans le monde romain, editions Errance, Paris

DIAS, Lino Tavares (1997) Tongobriga, Instituto Português do Património Arquitectónico, Lisboa

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ROCHA, CharlesCentro cívico de Tongobriga. Contributos para a sua reconstituição conjecturalDissertação de Mestrado em Arquitectura apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2011 (policopiada).

SÁINZ, JOSÉ SOLANA (2005) La pacificación de los pueblos del norte de Hispania, Arqueologia Militar Romana en Europa, Segóvia, p.145-163

SÁNCHEZ-PALENCIA, F. J.; FERNÁNDEZ-POSE,M.D.; OREJAS, ALMUDENA; SATRE,INÊS; RUIZ DEL ARBOL,MARIA (2007) Mineria Romana de Oro del Nooreste de Hispania, El Ejército Romano en Hispania, Léon, p. 135-156

VEGA, Pedro F. (1999) La Casa Romana, ediciones Akal, Madrid, p. 55-75

ROCHA, Charles, 2011, Centro cívico de Tongobriga. Contributos para a sua reconstituição conjectural. Dissertação de Mestrado em Arquitectura apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2011 (policopiada).

 
 
Bibliografia de Tróia (em elaboração):


Voltando ao nosso tema, o das cidades, mais especificamente a Tróia, partilhamos Bibliografia sumária sobre o tema, porque existem referências ao Sítio Arqueolõgico desde o Humanista André de Resende.

Tróia, uma cidade fundamentalmente dedicada à preparação de produtos piscícolas, dada a sua localização privilegiada junto ao estuário do Sado, teve uma ocupação que vai do século I ao V.
Trata-se de Monumento Nacional, por Decreto de 16 de Junho de 1910, D. G. n.º 136, de 23 de Junho de 1910.
Situa-se numa língua de areia da península que forma a margem esquerda do estuário do Sado, estendendo-se por uma faixa de quase dois quilómetros.
O seu estado de conservaçáo é relativamente bom e o complexo conserveiro mantém, ainda, uma apreciável quantidade de construções e testemunhos visíveis.
O complexo industrial é constituído por um amplo conjunto de tanques de salga (cetárias) de peixe de diferentes tamanhos, bem como à produção de garum (um famoso condimento ao tempo dos Romanos).
Para além do complexo fabril, é de assinalar a existência de uma zona habitacional, com residências de um ou mais pisos, denominada pela Rua da Princesa, e ainda um balneário localizado junto a uma das fábricas.
Os vestigios até agora conhecidos fazem, portanto, crer que se tarava de um gigantesco aglomerado urbano industrial de transformação e processamento de peixe que, «com as suas actividades acessórias e complementares, quase monopolizou a economia do baixo Sado durante a época imperial romana.
Estrategicamente localizada, mas implantada numa zona arenosa, sem anel agrícola que a pudesse tornar auto-suficiente, faltou-lhe ainda a existência local de madeiras, barreiros e pedreiras, que obrigou a uma organizada teia de interdependências no baixo Sado e que levou o povoado à rápida decadência e ao seu abandono após a ruptura dos circuitos mercantis. Tróia teve a sua única razão de existência na pesca intensiva e consequente salga industrializada do
peixe, e desapareceu graças ao fim da sua comercialização maciça»

Citação a partir de: DIAS DIOGO e Paixão, António Cavaleiro, Ânforas de escavações
no povoado industrial romano de Tróia, Setúbal.
http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/revistaportuguesadearqueologia/4_1/8.pdf

«As ruinas de Tróia são conhecidas desde o século XVI, época em que Gaspar Barreiros e André de Resende as indicam, erradamente, como sendo as da cidade romana de Cetóbriga (actual Setúbal). Ignora-se o nome antigo deste lugar. André de Resende escritor quinhetista, humanista e, como lhe chamou Leite de Vasconcelos "o pai da arqueologia portuguesa" ali realizou pesquisas. A designação "Tróia" encontra-se registada em documentos datados do século XVI. Ao longo dos séculos XVII e XVIII são levadas estátuas, colunas, inscrições e outros vestígios desta estação. No séc. XVIII, organizada pela Infanta D. Maria, futura D. Maria I, realiza-se importante escavação. No século XIX, com o intuito de escavar Tróia, surge em Setúbal a primeira sociedade arqueológica do país, a "Sociedade Arqueológica Lusitana". Desenvolve trabalhos entre 1850 e 1856. Cresce, e atrai, gradualmente, novos membros. Entre as figuras convidadas pela "Sociedade" a visitarem Tróia, encontram-se o Duque de Palmela e o próprio D. Fernando II, mais tarde seu protector. Nos finais do século XIX, inícios do século XX, são publicados os primeiros estudos sobre as ruínas de Tróia. Destacam-se os trabalhos de José Leite de Vasconcelos e Inácio Marques da Costa. As primeiras escavações arqueológicas metódicas iníciam-se 1947 e 1948 dirigidas por Manuel Heleno, professor na Faculdade de Letras de Lisboa e 2º director do Museu Etnológico do Dr. Leite de Vasconcelos até 1967 (hoje, Museu Nacional de Arqueologia). Colaboram nestas escavações Fernando Bandeira Ferreira nas décadas de 40 e 50, e, Manuel Farinha dos Santos e D. Fernando de Almeida na década de 60. Este último, sucede a Manuel Heleno na direcão do Museu, e das escavações de Tróia até 1976. Centra os seus trabalhos no núcleo religioso, pondo a descoberto o complexo do templo paleocristão, as oficinas de salga que o circundam, assim como, a necrópole das sepulturas de mesa e parte da oficina de salga a sudeste desta. Estas escavações, não obstante algumas paragens, continuam até 1973. António Cavaleiro Paixão, colaborador de D. Fernando de Almeida foi o técnico responsável de 1976 a 2004. Este período, caracteriza-se por trabalhos de escavação menores e levantamento topográfico de toda a estação, destacando-se ainda, a realização de alguns trabalhos de conservação e restauro. Na década de 90 do século XX publicam-se dois importantes estudos interpretativos das ruínas de Tróia. O primeiro, da autoria de Robert Étienne, Yasmine Makaroun e Françoise Mayet, intitulado Un grand complexe industriel à Tróia (Portugal) (1994). Foca a importância do sítio enquanto produtor de salgas de peixe. O segundo, inserido na obra de Justino Maciel, Antiguidade tardia e paleocristianismo em Portugal, debruça-se sobre o núcleo religioso da basílica paleocristã. Em 2005, ao abrigo do protocolo celebrado com o IPPAR e o IPA (IGESPAR), com o intuito da salvaguarda, recuperação, restauro e a valorização das Ruínas, é criada uma equipa de Arqueologia responsável por este sítio arqueológico. Após a descoberta de alguns fornos, compreendeu-se também, que recipientes cerâmicos e louças de cozinha eram fabricados em oficinas localizadas na margem direita do rio. O abundante espólio recolhido ao longo das sucessivas campanhas de escavação permite situar no séc. I d.C. o início da ocupação, que se estende até aos sécs. V/VI d. C. Fontes: Adília Alarcão, in "Portugal das Origens à Época Romana, MNA, 1989. Site: (www.troiaresort.net). Ara a Liberius: Durante escavações feitas pela equipa do Museu nos anos 1950»

http://www.matriznet.dgpc.pt/MatrizNet/Objectos/ObjectosConsultar.aspx?IdReg=118618&EntSep=3#gotoPosition
ALGUMA BIBLIOGRAFIA

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APOLLINARIO, Maximiano, 1897, "Estudos sobre Tróia de Setúbal", 1897, O Arqueólogo Português"
BARATA, Maria Filomena, As ruínas romanas de Tróia, Setúbal, Filomena Barata » Portugal ...
www.portugalromano.com › Distrito: Setúbal
BARATA, Filomena, As Ruínas de Tróia, de novo » Portugal Romano
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Ruínas Romanas de Tróia » Portugal Romano
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BRUM, Patrícia Santiago Pinto, 2013, Contributos para a programação museológica do acervo arqueológico romano de Tróia. Museu ou centro de interpretação?
Trabalho de Projecto em Museologia.
COSTA, A. Marques da – Estudos sobre algumas estações da época luso-romana nos arredores de Setúbal – in O Arqueólogo Português, vol. 26, Lisboa, 1924; vol. 27, Lisboa, 1929; vol. 29, Lisboa, 1933.
DIOGO, António Dias e PAIXÃO, Ânforas de escavações
no povoado industrial romano de Tróia, Setúbal. REVISTA PORTUGUESA DE Arqueologia . volume 4. número 1. 2001.
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ENCARNAÇÃO, José d' - Inscrições Romanas do Conventus Pacensis- Subsídios para o Estudo da Romanização. Coimbra: 1984, pág. 280/1
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(Conventus Pacensis)
https://estudogeral.sib.uc.pt/bitstream/10316/20288/1/%C3%81rula%20funer%C3%A1ria%20de%20Tr%C3%B3ia.pdf
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MACIEL, Justino, 1996,Antiguidade Tardia e Paleocristianismo em Portugal . Edições Colibri.
MAGALHÃES, Ana Patrícia, 2010, Assemblages de cerâmica de uma fábrica de salga de peixe de Tróia (Portugal).
Mais Informações: co-autoria com Inês Vaz Pinto e Patrícia Brum
Baixar (. pdf)
MAGALHÃES, Ana Patrícia, 2010,
O Complexo industrial de Tróia desde OS tempos dos Cornelii Bocchi
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Frescos Basílica Paleocristã de Tróia 


Bibliografia sobre Vipasca, Aljustrel 




Na fotografia: Painel de exposição realizada em Sítio Arqueológico de Miróbriga - Santiago do Cacém, em 1990, «Miróbriga e o Mundo Romano».


Textos e recolha: Filomena Barata e Susana Correia.



ALARCÃO, J. e ALARCÃO, A., (1966), “O espólio da necrópole luso-romana de Valdoca (Aljustrel)”, Conimbriga, V , 7 ss.
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CAUUET, B., DOMERGUE, C. e DUBOIS, C. (2002),”Mine d’Aljus-trel (Portugal), fouilles archéologiques dans les anciens réseauxminiers des Algares”, Mineração no Baixo Alentejo, II, 38 ss.-
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MARTINS, A. (1996), “Aljustrel, a Mina e a Mineração na Antiguida-de”, Mineração no Baixo Alentejo, I , 94 ss.
MARTIRE, ALEXArqueologia da paisagem mineira romana: a Hispânia e a Lusitânia.Universidade de S. Paulo.
https://www.academia.edu/7790352/Arqueologia_da_paisagem_mineira_romana_a_Hisp%C3%A2nia_e_a_Lusit%C3%A2nia
PARREIRA, R. (1982), “O salvamento arqueológicode Vipasca. Nota preliminar sobre a campanha de es-cavações de 1981”Arquivo de Beja, 1, 2ª serie, 83 ss.
PARREIRA, R. (1984), “Intervenção de emergência no povoado mineiro romano de Vipasca (Aljustrel)”Informação Arqueológica,4, 135 ss.
PÉREZ MACÍAS, J.A. (1998), Las minas de Huelva en la Antigüedad , Huelva.
PITA, L. (1995),”Um conjunto de lucernas da Casa do Procurador”,Vipasca, 4, 15 ss.
PITA, L. (2001), “A presença romana no concelho de Aljustrel”, Vipasca, 10 , 9 ss.
TRINDADE, L. e DIAS DIOGO, A. M. (1995), “Ânforas romanas de Aljustrel”, Vipasca, 4, 11 ss.
VIANA, A., FREIRE D’ANDRADE, R. e DA VEIGA FERREIRA, O.(1954)“Minerações Romanas de Aljustrel”Comunicações dosServiços Geológicos de Portugal, XXXV , 79 ss.
VIANA, A., FREIRE D’ANDRADE, R. e DA VEIGA FERREIRA, O.(1956)“Exploração das minas de Aljustrel pelos Romanos”, Arquivo de Beja, XIII (1956),
VIANA, A., FREIRE D’ANDRADE, R. e DA VEIGA FERREIRA, O.(1957),”Nótula sobre duas lucernas bilychnis achadas em Aljustrel”, Revista de Guimarães, LXVII , 517 ss.
J. Aurelio Pérez Macias, Macarena Bustamante Alvárez Artur MartinsTimoteo Rivera Jiménez com a colaboração de:
Sónia Encarnação, María Gómez, Carla Godinho, Josefa Lagares,Sandra Pedro, Jessica Rodríguez, Filipe Galope, Pablo M. Santos,Isabell Neumann e Erica Hanning
|Primeiros resultados do “Projecto Vipasca”, Vipasca

ARQUEOLOGIA E HISTÓRIA. N.º 2. 2ª série. 2007. p. 385-39
 https://www.academia.edu/452958/A_Ocupa%C3%A7%C3%A3o_Romana_No_Morro_De_Mangancha_Aljustrel_

2000 ANOS DE MINERAÇÃO EM ALJUSTREL

de Artur Martins, Helena Alves e Teresa Costa, 2003 (formato: 27,5 x 22,5 cm / 80 páginas)


LISTA DAS CIDADES DA LUSITÂNIA 

(Adapt. a partir de: A Lusitânia no Tempo dos RomanosArlindo Correia,
                                    http://arlindo-correia.com/021208.html)


Conventus EMERITENSIS

PORTUGAL

Ammaia – S. Salvador de Aramenha  (Marvão)
Marialva (Meda), civitas Aravorum (J. Alarcão)
Civitas Taporum (?) — Bobadela, Oliveira
do Hospital
Carquere (Resende)
Egitânia – Idanha-a-Velha
Verurium – Viseu (?)

ESPANHA

Alea – Alia
Aquae - Alange
Augusta Emerita – Mérida
Augustobriga – Talavera la Vieja
Avela – Ávila
Bletisa – Ledesma
Cæsarobriga – Talavera de la Reina
Capera – Cáparra
Castra Caecilia –agregada a Cáceres
Castra Julia – agregada a Trujillo
Caurium – Cória, Cáceres
Cecilia Gemellina – S. Maria de Guadalupe
Concordia – Valera la Vieja
Contributa Julia – Medina de las Torres (arredores)
Curiga – Monesterio
Geræa - Guareña
Iulipa – Zalamea de la Serena
Lacinimurga - Villavieja
Lacipea – Villar de Rena, Santa Amalia
Metellinum - Medellin (Badajoz)
Mirobriga – Cidade Rodrigo (?)
Municipium Iulium - Azuaga
Nertobriga Concordia Julia – Calatorao, Fregenal de la Sierra
Norba Caesarina, Norba Caesarea ou Norba Caesarensis – Cáceres
Regina - Reina
Salmantica – Salamanca  
Seria Fama Julia – Jerez de los Caballeros
Turgalium - Trujillo
Turobriga – Aroche
Ugultunia – Medina de las Torres
Valentia - Valência


Conventus SCALLABITANUS

Aeminium – Coimbra
Aranda – Torres Vedras
Aritium Vetus – Alvega (Abrantes) 
Baedorus – Condeixa-a-Velha (?)
Callipo – S. Sebastião do Freixo (Batalha) 
Conimbriga , Flavia Conimbriga - Conimbriga - Condeixa-a-Velha
Eburobrittium – Amoreira (Óbidos) 
Jerabriga - Alenquer
Lancobriga , Langobriga – Monte Redondo (Feira), capital dos Turduli Veteres (J.                  Alarcão)
Olisippo Felicitas Julia – Lisboa
Scallabis – Santarém
Sellium – Tomar (J. Alarcão)
Talabriga – Cabeço do Vouga (Águeda) (J. Alarcão)
  
Conventus PACENSIS

Abelterium – Alter do Chão
Arandis ou Aranni, capital dos Aranditani – região de Ourique (J. Alarcão)
Baesuris – Castro Marim (A. Valverde)
Balsa – Luz de Tavira
Caetobriga – Troia (André de Resende)
Calantica (?) — Santana do Campo, Arraiolos
Cilpes ,Cibilis - Silves
Ebora – Liberalitas Julia – Évora
Equabona – Coina
Ipses – Vila Velha -  Alvor
Mirobriga – Santiago de Cacém 
Myrtillis - Mértola
Ossonoba – Estói, Faro
Pax Julia – Beja 
Salacia, Urbs Imperatoria – Alcácer do Sal



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