quinta-feira, 15 de maio de 2008

A labareda imperial





















Susana, que bom ler-te. E que bom reencontar-te assim.
A falar da árvore da Eternidade, como para mim são as pedras daquele lugar.

Uma vez, já há algum tempo, lá plantei uma oliveira.
Não tem crescido bem, porque as ovelhas que estão nas tuas fotografias não a têm deixado medrar. Coisas que só os deuses sabem o que querem dizer!
Mas há dois zambujeiros que, virada ao templo, orando ao Sagrado que por Miróbriga paira no ar, também plantei.
Esses sim, estão lindos e verdes.
Que a tua visita, o teu olhar que tão bem viu o Sítio, lhe tenha trazido também um pouco mais do Tempo que o Tempo dá.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer, Salacia, Filomena Barata













































































Salacia foi sempre um "tampão" ... quem a controlasse tinha na sua mão um rio, o estuário, o mar por perto e a serra por trás de si.

Já de ocupação pré-romana (lembremos o escaravelho que denuncia trânsito orientalizante); as orantes e os guerreiros da Idade do Ferro e as lindíssimas cerâmicas de bandas pintadas), sendo um iimportante Opidum pré-romano ocupado desde, pelo menos, os séculos VII-VI a.C.  Roma tornou-a ainda mais forte e com a chegada dos Romanos assiste-se ao crescimento da Urbs Imperatoria Salacia referida por Plínio.
A Idade Média, quer a islâmica, quer a cristã consumaram a necessidade de assumir aquele território como fonte inesgotável de recursos e como sítio estratégico para qualquer dominação.

As Clarissas, séculos mais tarde, deram-lhe uma feição mais contemplativa, ficando delas rosários e contas, cruzes, linhas de bordar e doces que ainda hoje se podem provar em Álcacer do Sal

Inaugurada a cripta arqueológica do castelo, podem visitar-se as estruturas arqueológicas e os objectos trazidos aos nossos dias pelas escavações aí promovidas nas últimas décadas.

 «Castelo de Alcácer do Sal - Cripta Arqueológica».

Num local privilegiado como o castelo de Alcácer, de ocupação milenar, deseja-se que o aproveitamento turístico (que a Pousada aí construída pode ajudar a consumar) dos vários pólos museológicos de Alcácer possa contribuir para que esta região tenha, de novo, um papel axial.

Citando Esmeralda Gomes, «para a construção da Pousada D. Afonso II aproveitando as ruínas do Convento de Nossa Senhora de Aracaeli, em Alcácer do Sal, o IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) levou a cabo escavações, que decorreram entre 1993 e 1997. Durante os trabalhos arqueológicos, foi posta a descoberto uma edificação, que, pelas suas características e espólio exumado, foi identificada como um lugar de culto. Nesse santuário, foi exumado um importante conjunto de estatuetas de bronze. Esses pequenos objectos representam figuras humanas e figuras de animais. As figuras humanas representam guerreiros (com escudo redondo numa mão e a provável adaga na outra mão) e orantes (personificação do penitente que pede ou agradece à divindade, tendo os braços erguidos em gesto de oração; a maioria estão nus e de sexo erecto). As imagens de animais representam grandes herbívoros, nomeadamente equídeos (cavalo ou burro), alguns bovinos (vaca, boi ou touro) e, excepcionalmente, uma única representa de cão. Pelas suas características são atribuíveis à II ª Idade do Ferro (V/IV antes de Cristo). No mesmo local, foram também recolhidas estatuetas de terracota e outros objectos correlacionáveis com a actividade religiosa do mesmo período, que se enquadram igualmente neste estudo. No presente trabalho, procura-se realizar uma descrição detalhada das peças votivas provenientes do castelo de Alcácer do Sal, assim como de outras com características semelhantes atribuíveis a Alcácer do Sal ou de proveniência desconhecida, que se encontram em distintas colecções museológicas. Estabelecem-se considerandos de diversa natureza quanto à interpretação e contextualização das peças».

in: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488

Bibliografia Sumária sobre Salacia


 https://www.academia.edu/537824/Ainda_sobre_o_nome_pre-romano_de_Alcacer_do_Sal
GOMES, ESMERALDA HELENA PIRES, 2008, Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal. Tese de Mestrado. Faculdade de Letras de Lisboa.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488

LEITÃO, MartaSalacia Urbs Imperatoria
http://www.academia.edu/3239769/Salacia_Urbs_Imperatoria
Salacia Urbs Imperatoria
by Marta Leitão

"Com a rivalidade entre Roma e Cartago, no decorrer do século III a.C.,dá-se a entrada dos romanos na Península Ibérica, alastrando até esta região o conflito que se prolongava desde a posse do Mediterrâneo. Após a vitória dos romanos sobre os cartagineses, o confronto perdurava em território da Península Ibérica, os habitantes locais ofereceram um grande entrave à ocupação latina.
Os vários partidos que em Roma contraponham-se frente-a-frente, nas suas diferenças, e das guerras civis que ocorriam, irão levar este conflito até à Hispânia. Em particular a enorme oposição de Sertório, que tinha parte da população Ibérica do seu lado. Em 45 a.C. César vence os descendentes de Pompeu, com este panorama os seus delegados criam uma ocupação e pacificação de toda a Península Ibérica e a sua gradual romanização. É neste âmbito que Alcácer, evoluído de uma povoação da Idade do Ferro, passa a ser uma Alcácer romana.
Salacia, que Plínio regista como Salacia Urbs Imperatoria, no ano de 45 ou 44 a.C., prova que o recurso natural que abundava na área geográfica envolvente, o sal, vai dar contributo para o seu nome. Salário, de origem latina, era a palavra usada e que ainda hoje se confirma a sua importância deste recurso natural no mundo romano. Nesta povoação as moedas cunhadas, com idade semelhante acima mencionada, têm gravado “IMP(eratoria) SAL(acia)”. Os seus cidadãos pertencentes à tribo Galéria, devido à povoação ter sido transformada em município ou oppidum de direito latino, vai ganhar uma grande importância no panorama da Lusitânia".

Bibliografia sumária sobre Salacia (em construção)

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Fotografia Frederico Tátá Regala.


Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Fotografia Frederico Tátá Regala.


 https://www.academia.edu/537824/Ainda_sobre_o_nome_pre-romano_de_Alcacer_do_Sal
GOMES, ESMERALDA HELENA PIRES, 2008, Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal. Tese de Mestrado. Faculdade de Letras de Lisboa.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488
LEITÃO, MartaSalacia Urbs Imperatoria
http://www.academia.edu/3239769/Salacia_Urbs_Imperatoria
Salacia Urbs Imperatoria
by Marta Leitão
"Com a rivalidade entre Roma e Cartago, no decorrer do século III a.C.,dá-se a entrada dos romanos na Península Ibérica, alastrando até esta região o conflito que se prolongava desde a posse do Mediterrâneo. Após a vitória dos romanos sobre os cartagineses, o confronto perdurava em território da Península Ibérica, os habitantes locais ofereceram um grande entrave à ocupação latina.
Os vários partidos que em Roma contraponham-se frente-a-frente, nas suas diferenças, e das guerras civis que ocorriam, irão levar este conflito até à Hispânia. Em particular a enorme oposição de Sertório, que tinha parte da população Ibérica do seu lado. Em 45 a.C. César vence os descendentes de Pompeu, com este panorama os seus delegados criam uma ocupação e pacificação de toda a Península Ibérica e a sua gradual romanização. É neste âmbito que Alcácer, evoluído de uma povoação da Idade do Ferro, passa a ser uma Alcácer romana.
Salacia, que Plínio regista como Salacia Urbs Imperatoria, no ano de 45 ou 44 a.C., prova que o recurso natural que abundava na área geográfica envolvente, o sal, vai dar contributo para o seu nome. Salário, de origem latina, era a palavra usada e que ainda hoje se confirma a sua importância deste recurso natural no mundo romano. Nesta povoação as moedas cunhadas, com idade semelhante acima mencionada, têm gravado “IMP(eratoria) SAL(acia)”. Os seus cidadãos pertencentes à tribo Galéria, devido à povoação ter sido transformada em município ou oppidum de direito latino, vai ganhar uma grande importância no panorama da Lusitânia".
PEREIRA, Carlos, 2013, Lucernas Romanas de Alcácer do Sal entre a prática e o sagrado. Al-Madan, II Série, 17. Tomo II
https://www.academia.edu/2464397/Lucernas_Romanas_de_Alcacer_do_Sal_entre_a_pratica_e_o_sagrado
Salacia (Alcácer do Sal).
lucerna de Alcácer do Salhttp://www.portugalromano.com/2011/12/imperatoria-salacia-alcacer-do-sal/
http://www.portugalromano.com/2011/12/as-moedas-romanas-de-urb-imperatoria-salacia-alcacer-do-sal/
Roteiro Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. IGESPAR, 2007.




Miróbriga e o Dia dos Monumentos e Sítios



















Hoje, dia 18 de Abril, dia dos «Monumentos e Sítios», de tarde, poderá ir a Miróbriga ouvir falar do Sagrado em Período Romano.
http://mirobriga.drealentejo.pt

Recomendo a leitura de : La Religion Romana - Historia, política y psicológica, Jean Bayet, Ediciones Cristiandad, 1984.

terça-feira, 4 de março de 2008

Apresentação das Actividades da Liga de Amigos de Miróbriga



A Comissão Instaladora da Liga de Amigos de Miróbriga, no dia 6 de Junho de 2007, apresentou os Orgãos Sociais da mesma, podendo-se considerar estava, doravante, em funcionamento, tendo dado a conhecer os Orgãos Sociais da mesma.

As Ruínas de Miróbriga esperam, assim, vir a contar com a colaboração futura de todos os que queiram aderir e apoiar.


LIGA DOS AMIGOS DE MIRÓBRIGA

ASSEMBLEIA GERAL - 6 de Junho de 2007

Presidente - Sr. Jorge Nunes

Vice-Presidente - Dra. Natália Caeiro

Secretário - Engº Manuel Cachadinha

CONSELHO DIRECTOR

Presidente - Arqtº Francisco Lobo

Vice-Presidente - Sr. Henrique Abreu Silva

Secretária - Dra. Susana Rosa

Tesoureiro - Sr. José Raul Tiago

Vogal - Dra. Ana Sabino Godinho

Vogal - Dr. José Carlos Quaresma

Vogal - Coronel José Miguel Cabedo

Vogal - Dra. Ivone Pereira Bento

Vogal - Sr. José Matias


CONSELHO FISCAL

Presidente - Sr. Gonçalo Raposo

Vogal - Dr. Tiago Falcão (foi, entretanto, substituído)

Vogal - Sr. Raul Oliveira

CONSELHO DIRECTOR

Presidente - Arqtº Francisco Lobo

Vice-Presidente - Sr. Henrique Abreu Silva

Secretária - Dra. Susana Rosa

Tesoureiro - Sr. José Raul Tiago

Vogal - Dra. Ana Sabino Godinho

Vogal - Dr. José Carlos Quaresma

Vogal - Coronel José Miguel Cabedo

Vogal - Dra. Ivone Pereira Bento

Vogal - Sr. José Matias


Sócia fundadora: Marioa Filomena Barata


Posteriormente foram dados a conhecer os Estatutos da Liga de Amigos de Miróbriga, de que destacamos alguns:

a) Colaborar com o Sítio Arqueológico de Miróbriga na concretização e
desenvolvimento das actividades do mesmo;
b) Fomentar, através de iniciativas e actividades próprias, tanto entre os seus associados
como junto do público em geral, o conhecimento do Sítio Arqueológico de Miróbriga, nas suas diferentes actividades sociais e valências culturais;
c) Promover, na medida das suas possibilidades, o enriquecimento do acervo do Sítio
Arqueológico de Miróbriga, assim como o seu melhor apetrechamento em meios técnicos
de trabalho, designadamente no que respeita a bens museográficos, científicos, didácticos,arquivísticos, laboratoriais e bibliográficos;
d) Manter relações com todas as pessoas e entidades julgadas relevantes para a
prossecução das suas finalidades.


(---)


LASAM - PLANO DE ACTIVIDADES 2008


Março de 2008
Apresentação pública da LASAM, com a divulgação pública do programa de actividades e
iniciando a limpeza do Hipódromo, com o apoio da CCAMSC.
21 de Março - Comemoração do Dia Mundial da Árvore, com a plantação de uma árvore(s)
no Parque de Estacionamento convidando um “VIP” (como calha na Sexta feira Santa, devrá ser feito na semana seguinte)
24 de Março - Comemoração do Dia do Estudante, sob o tema ”Uma tarde com”, tendo
como convidado o escritor João Aguiar, com os alunos da Escola Manuel da Fonseca (SAM)
Abril de 2008
Proposta à Escola Manuel da Fonseca e Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém,
para a realização do I Concurso de Desenho/Pintura/Fotografia sobre o Sítio Arqueológico
de Miróbriga (a opção a seleccionar dependerá da resposta que cada entidade escolar achar mais adequada, por forma a termos a devida adesão). Prémio a fornecer pelo IGESPAR
Após a decisão sobre o tema, os trabalhos realizados poderão ser mostrados numa
exposição no Centro Interpretativo de Miróbriga, com a sua inauguração no Dia 18 de Abril de 2008 – Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.(SAM)

Maio de 2008
Workshop de pintura a fresco com o pintor Charles Hejnal

Julho/Agosto de 2008
Com o intuito de adquirir o hábito da realização de espectáculos em Miróbriga, no espaço
frente à capela, propõe-se a criação dos:
4
“Fim de tarde em Miróbriga”. (SAM)
Propõe-se então para o último fim de semana de Julho e o primeiro de Agosto, a realização de 2 concertos com:
. Banda Filarmónica
. Coral Harmonia (de Santiago do Cacém)
25 de Julho - Comemoração do Dia do Município, com uma actividade de ar livre tipo
“Feira Romana”, no Hipódromo ou Parque de Estacionamento.
Setembro de 2008
Jornadas Europeias do Património – actividade a desenvolver mediante tema proposto pelo Ministério da Cultura, propondo o Encontro “Cidades vivas/Cidades mortas – diálogos” – Em parceria com o Núcleo de Arquitectos do Litoral Alentejano.(SAM)
Paralelamente decorrerá um Exposição de Pintura.

Outubro a Dezembro de 2008
“Tardes de Poesia em Miróbriga”, a decorrer no Auditório do Centro Interpretativo, com a participação das Escolas do Concelho através do protocolo a assinar entre a Direcção Regional da Cultura do Alentejo e as diferentes escolas - “A Escola Adopta um Monumento”
(SAM)
Dezembro de 2008
Árvore de Natal Solidária – colocação de uma árvore de Natal para colocação de presentes que serão oferecidos a uma instituição de Solidariedade de Santiago do Cacém.
Durante todo o ano: Apoio e aperfeiçoamento a todas as actividades já existentes
desenvolvidas pelo Serviço Educativo (SAM)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Miróbriga, O Tempo ao longo do Tempo







1º Levantamento topográfico de Miróbriga, José Leite de Vasconcelos
Escavações promovidas por Cruz e Silva
Fotografia aérea e de escavações promovidas em 1959 por D. Fernando de Almeida





Miróbriga, O Tempo ao Longo do Tempo em Setúbal
A partir do próximo dia 2 de Fevereiro pode ver no Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal a exposição «Miróbriga, o Tempo ao Longo do Tempo».
Miróbriga, O Tempo ao Longo do Tempo em Setúbal

No dia da sua inauguração, será feita uma visita guiada à mesma.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Museu da Escrita do Sudoeste, Almodôvar

Inaugura hoje, em Almodôvar, o Museu da escrita do Sudoeste.
Bem haja ao Município que conseguiu reconhecer nessas pedras escritas da Idade do Ferro o valor de memória do seu território!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

O projecto Ciência Viva em Estremoz



De acordo com as palavras (que citarei) do site do projecto Ciência Viva, (http://www.estremoz.cienciaviva.pt/)


«A ciência está na base da nossa sociedade que, cada vez mais, é uma sociedade urbana. De acordo com as estimativas das Nações Unidas, mais de 50% da população em 2010 viverá na cidade. Integrar a Ciência no dia-a-dia dessas pessoas será cada vez mais importante para o seu desenvolvimento e sustentabilidade. Ciência na Cidade é um projecto apoiado pela Ciência Viva que visa integrar a ciência na programação cultural das cidades e ao qual já aderiam Évora, Estremoz, Tavira e Guimarães. Em todas elas, o público será convidado a descobrir o desenvolvimento científico e tecnológico ao longo dos tempos presente no património, nas paisagens e até na gastronomia.Ciência na Cidade está em articulação com outras cidades europeias através do projecto ESCITY (Europe, Science & the City), que tem como objectivo a criação de uma estratégia comum de promoção da cultura científica nas cidades».

Assim, veja o site, conheça as boas iniciativas do projecto e, aproveite, vá a Estremoz e Evoramonte ver como o Alentejo tem ainda do melhor que há em Portugal.



quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Na Fundação Eugénio d'Almeida, Évora

Em Évora, na Fundação Eugénio d'Almeida, pode ver a exposição «Documento: Projecto: Ficção» do Antena - Programa de Itinerâncias da Fundação Serralves, com trabalhos de Vito Acconci;John Baldessari; Christian Boltanki; Fernando Calhau; Alberto carneiro; Lourdes Castro; Hans-Peter Feldmann; Bruce Nauman; António Palolo, entre outros.


Hoje e amanhã, na mesma Fundação, decorre um colóquio sobre sistemas de inventário de património (móvel e imóvel) , sendo tratados vários exemplos do trabalho desenvolvido em municípios, dioceses e museus.

A Fundação Prates, Ponte de Sôr.

www.cultura-alentejo.pt

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Agenda Cultural - três municípios do Nordeste Alentejano

Castelo de Vide, Marvão e Portalegre têm uma Agenda Cultural comum. Dos passeios pedestres, às exposições e espectáculos há de tudo um pouco e para todos os gostos. Os recintos/receptáculos são também múltiplos e variados, desde Bibliotecas, Centros Culturais a arenas.
Mas, mais importante do que a qualidade das ofertas (que também é igualmente multifacetada ou mesmo demasiado eclética), é o facto de um conjunto de Municípios ter conseguido fazer uma rede, num Portugal tão dado aos fenómenos umbilicais/concelhios.


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

o Alentejo aqui tão perto

A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, com o apoio do programa LIFE Natureza, organiza passeios para "Dias Traquilos", onde pode conhecer o seu património histórico e ambiental.


Para mais detalhes veja: dcdj@cm-montemornovo.pt ou http://www.cm-montemornovo.pt/.





O concelho, riquíssimo em Património Megalítico, sabe, a partir desses marcos milenares da paisagem, descobrir novas rotas, como acontecerá no próximio dia 27 de Outubro próximo.
Mas outros passeios se seguirão!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Colóquio Internacional, "O canto a Vozes"




Este colóquio internacional pretende, nas palavras dos seus coordenadores, "criar um espaço de reflexão em torno do canto a vozes, incluindo a música e poesia, em vários contextos europeus".
Com a presença de múltiplos especialistas europeus, Portel é o município anfitrião da iniciativa que conta na organização com a Direcção Regional da Cultura do Alentejo.
Força ao cante da nossa terra e de outros sítios do mundo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Mirobriga:o Tempo ao longo do Tempo




Inauguração «Miróbriga, o Tempo ao longo do Tempo»


A exposição que inaugurou, no passado dia 29 de Setembro, no Museu Municipal de Santiago do Cacém, com a colaboração da Direcção Regional da Cultura do Alentejo e do IGESPAR, dedicada à História e Historiografia de Miróbriga: «Miróbriga, o Tempo ao longo do Tempo», pode agora ser vista nas Ruínas de Miróbriga.

Aproveite, visite as ruínas e veja um pouco da sua história e dos que lá passaram e deixe a suas sugestões na nossa árvore de Natal.




Assim, gostaríamos de partilhar convosco os textos dessa mesma exposição, pelo que disponibilizamos os ficheiros respectivos em:

http://mirobriga.drealentejo.pt




Ficha técnica:

Coordenação - Fernanda Vale, Museu Municipal de Santiago do Cacém, C.M.S. Cacém

Textos - Filomena Barata, Direcção Regional da Cultura do Alentejo

Investigação: Filomena Barata; Fernanda Vale; José Matias (C.M.S.Cacém); Gentil Cesário (C.M.S.Cacém)

Grafismo: Pedro Bexiga e José Chainho, Multitude, Santiago do Cacém

Colaboração: Luís Ucha, José Raúl Tiago e Ana Sabino



Agradecimentos: Dra. Madalena Beja da Costa; Dra. Maria do Céu Falcão e Silva; Dra Maria Teresa Falcão Barbosa; Dr. Tiago Falcão e Silva; Família Vasconcellos; Arqtº Francisco Lobo de Vasconcellos; Direcção Regional da Cultura do Alentejo; D. Angela Ataíde; Câmara Municipal de Sines; Museu de Sines; Dr. Manuel Coelho; Arqtº Ricardo Pereira; Dra. Ivone Bento; Dr. José António Falcão; IPPAR/IGESPAR; Biblioteca Pública de Évora; Câmara Municipal de Évora; Posto de Informação Turística - Dr. Francisco Bilou; ; Museu de Évora - Dr. Joaquim Caetano e Dr. António Miguel Alegria; Museu Arqueológico José Monteiro; Dr. João Mendes Rosa; Museu Nacional de Arqueologia - Dr. Luís Raposo; Dra Ana Isabel Palma; Dra Lívia Coito; Presidente da Junta de Freguesia de Santiago do Cacém - Vitor Paulo Barata; Dra Susana Correia; Dr. Lourenço de Almeida; Arqtº Luís Ucha e todos os que nos ajudaram a montar este projecto e esta exposição.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Visitem-nos em Santiago



Quem disse que, em Santiago do Cacém, não se trabalha bem?
À Fernanda Vale; ao José Matias; ao Gentil Cesário; ao Pedro Bexiga; ao José Chainho e a todos que nos acompanharam, obrigada!
À Ana Sabino, ao José Raúl, mais escondidos, também agradeço pelo entusiasmo e força anímica que tão a tudo. Pelo dia de amanhã que nos vão permitir.

Ao Luís Ucha pelas boas sugestões.

Aos amigos distantes o meu obrigada.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Miróbriga, o Tempo ao Longo do tempo

A Direcção Regional da Cultura vai aderir às Jornadas Europeias da Cultura, promovidas pelo IGESPAR, através de várias iniciativas.

Assim, pode escolher o Litoral Alentejano para visitar o Sítio Arqueológico de Miróbriga e o Museu Municipal de Santiago do Cacém, no fim de semana de 28 e 29 de Setembro.

Em Miróbriga, no dia 28 de Setembro, pelas 16h, haverá um encontro com o escritor João Aguiar que nos falará da herança romana, o Doutor Filipe Themundo Barata e o Arquitecto Francisco Lobo de Vadconcelos.

A 29 de Sembro, por iniciativa da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, no Museu Municipal, vai inaugurar, pelas 16h uma exposição que conta com a colaboração desta Direcção Regional, sobre «Miróbriga: o Tempo ao longo do Tempo - História e Historiografia».

Espero que aproveitem para ver o que se passa no Litoral Alentejano.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

No Museu da Tapeçaria em Portalegre



No Museu da Tapeçaria de Portalegre pode ver a partir de 7 de Setembro a exposição de Niet te Wierik - trabalhos sobre papel.

Aproveite e veja a colecção de tapeçarias, porque vale a pena!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Se com trigo se pagasse o amor à minha amanda




Quem me dera saber cantar o Alentejo assim!
"Minha mãe tem tudo"
"Dá-me uma pinguinha de água"

domingo, 19 de agosto de 2007

O cante alentejano e Sta Bárbara dos mineiros


Ontem, em Milfontes, houve o 19º encontro de coros alentejanos. Com grande pena dos presentes, Castro Verde não pôde estar.
Mas esteve o Cercal, Odemira, Vila Nova Milfontes e, cantando o Alentejo, esteve ainda a Baixa da Banheira.
O som era mau ... que lástima, mas o cante esteve no ar ... e cantou-se bem.
O mais forte da noite foi a homenagem aos mineiros que desaparecidos no mundo, fruto dos terremotos que assolaram ultimamente algumas regiões, ou de alguns desabamentos, tornou a noite num arrepio ....numa oração geral à força dos homens que na terra lhes descobrem as entranhas. Fantástico, sim!
Pena, sim, o som, que era mau e a pouca gente que assitiu ... porque fado como este ... não há em Portugal!
E que bem que o cante canta o Alentejo que é o seu.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Nisa à vista


Já a 27 deste mês, começa a Feira Internacional de Artes Tradicionais em Nisa. Certamente vai encontrar muita cerâmica e, particularmente, aquela das "pedrinhas" quase em vias de extinção.

Também no concelho e limítrofes, pode-se partilhar de inúmeros trilhos para passeios pedestres, para melhor conhecer o património natural (geológico, faunístico e florístico) e cultural do vale do Tejo.

Na Amieira do Tejo, uma das doze vilas da Ordem de Malta, pode ver-se o castelo (se bem que temporariamente encerrado), a Igreja do Calvário e a capela de S. João Baptista.

E pode ainda espreitar-se, já do outro lado do Tejo, o castelo de Belver, em Gavião

O Alentejo também é litoral: Miróbriga, Santiago do Cacém

http://mirobriga.drealentejo.pt.


Pois, o Museu Municipal de Santiago do Cacém tem um espólio documental fabuloso sobre o sítio, principalmente dos trabalhos arqueológicos realizados no decurso do século XX.
E é à historiografia do sítio que pretende dedicar uma exposição, a inaugurar em Setembro próximo. Porque Miróbriga viu cruzar o tempo e o tempo encarregou-se de a ver de distintas formas, desde os nossos André de Resende e Manuel do Cenáculo; ao Marquês de Abrantes, a José Leite de Vadconcelos.
As fotografias e correspondência de Cruz e Silva, fundador do Museu em inícios do século XX, e a de D. Fernando de Almeida valem a pena ver a luz.
E é isso, esse espelho do sítio, que o trabalho que desenvolvemos pretende vir a mostrar.


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sábado, 14 de julho de 2007

A Fundação António Prates em Ponte de Sôr

Inaugurou ontem em Ponte de Sôr a Fundação António Prates, sedeada numa antiga moagem que foi integralmente recuperada, com uma exposição de arte contemporânea. Não posso falar da coerência da colecção, pois estas ocasiões de festa (e de trabalho para alguns) não nos permitem tão pouco ver com atenção ... No entanto, só para ver o espaço e os quatro belos trabalhos de Helena Almeida com que a exposição começa valeu a pena a viagem. E os espaços exteriores, ao fim de um dia do calor, com bancos e ervas da escolha de Leonel Moura foram uma surpresa fantástica. Claro está, havia muitas (mesmo muitas) obras do Portugal dos setenta em diante. Mas lá voltarei para as ver com um pouco mais de calma do que ontem.
Parabéns a Ponte de Sôr e ao Alentejo!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Périplo ao Alentejo - O Património

O Senhor Presidente da República decidiu, a meu ver muitíssimo bem, chamar a atenção do Património Cultural, como factor identitário e de coesão social, começando pelo Alentejo.
Bem sei, bem sabemos todos que aqui vivemos, como o Alentejo é esta terra quase desértica de gentes, mas tão fértil de vestígios de todas as épocas que o cruzaram desde remotíssimas épocas.

Bem haja tudo o que possa contribuir para chamar a atenção para esse Património e, fundamentalmente, para este território que precisa tanto de quem por ele se interesse.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Medeia, Eurípedes

Aia:
«A infortunada, a ultrajada Medeia declara em altos brados os juramentos, apela para a união das mãos, o mais forte dos penhores; toma os deuses como testemunhas do reconhecimento que recebe de Jasão. Deprimida, sem se alimentar, abandona o corpo às suas dores; consome dias inteiros em pranto desde que conheceu a perfídia do marido; já não alça a vista nem desprende do chão o olhar; parece uma rocha ou uma onda do mar, quando ouve a consolação dos amigos. Todavia, às vezes desvia a cara deslumbrante de alvura e, sozinha, chora o pai amado, a pátria, o palácio que renegou e deixou para seguir o homem que a mantém hoje desprezada.
Sabe, essa infeliz, para seu próprio infortúnio, o que se ganha em renunciar ao solo natal.
(...)
Receio que intente qualquer vingança inesperada. É uma alma violenta, não suporta as afrontas».