sexta-feira, 29 de maio de 2009

Porta do Sol, Igreja Matriz de Santiago do Cacém

Plano Director Municipal de Santiago do Cacém
Consulta Pública de Revisão
Património e Cultura
Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém
dia 2 de Junho, 21h

Se quiser conhecer melhor Miróbriga e o território de Santiago do Cacém

http://ligadeamigosmirobriga.blogspot.com/



A Liga de Amigos de Miróbriga disponibilizou a bibliografia geral respeitante ao Sítio

Ainda a propósito de Santiago do Cacém, Gentil Cesário



A propósito de um texto que aqui foi editado sobre Santiago do Cacém, o meu amigo Gentil Cesário resolver fazer uma "achega" que, por vir na continuidade desse trabalho e, claro está, dos inúmeros estudos que ele tem feito sobre a região, aqui apresento, agradecendo-lhe a nota.

Cruz sobre a Porta do Castelo de Santiago do Cacém

Sobre a actual Porta do Castelo de Santiago do Cacém encontram-se duas pedras que encerram elementos heráldicos de posse e governo do Castelo e do território. Trata-se, na primeira pedra, de uma cruz florenciada, com cinco vieiras dispostas sobre as extremidades e centro da mesma, e de um espadim, o formato da cruz tradicional da Ordem de Santiago. Na pedra ao lado está um escudo de cavaleiro, sem elmo ou outro emblema, com as cinco quinas de Portugal dispostas no seu campo. O primeiro destes símbolos, a cruz florenciada, que por isso se assemelha muito à cruz da Ordem de Avis, foi equivocamente interpretada como sendo o símbolo dessa ordem militar pelo Padre António de Macedo e Silva, na sua obra Annaes do Municipio de Sant’Iago de Cacem (1869), Lisboa, Imprensa Nacional. Nesta, na página 74, o autor escreveu: “Ainda n’esta[1] se vê uma porta para a parte da villa[2]; a outra foi demolida, com um grande lanço da barbacan, no anno acima mencionado[3]. N’esta estava da parte direita o habito de Sant’Iago conchado; no meio o escudo das armas portuguezas, sobresaidas as quatro pontas da cruz de Aviz, como se usou no tempo de D. João I, e da parte esquerda um escudo com seis fachas, tres ao comprido e tres ao largo. Na porta da muralha se vê por cima do arco, á direita, a insignia de Aviz, no meio a de Sant’Iago, e á esquerda o escudo de Portugal, somente com as cinco quinas”. Em nota de rodapé o autor atribui a existência das insígnias da Ordem de Avis num castelo da Ordem de Santiago, com a participação santiaguense na Guerra de 1383-1385, em que a vila foi invadida por forças ligadas ao rei de Castela e reconquistada por D. Nuno Álvares Pereira em nome do mestre de Avis, D. João, eleito em 1385, em Coimbra, rei de Portugal. Por outro lado, Fernão Lopes, na sua Crónica do Rei D. João I, diz-nos que Santiago do Cacém foi uma das vilas que “deram voz” pelo mestre de Avis em 1383, o que não admira pois o mestre da Ordem de Santiago era amigo do mestre de Avis e esteve, desde o primeiro momento, ao lado de D. João. No entanto, continua a parecer muito estranho que a Ordem de Santiago colocasse o símbolo de outra Ordem num dos seus castelos e, por mais importante ou leal que tenha sido o papel de Santiago do Cacém na Guerra de 1383-1385, isso não significa que o novo rei impusesse, e Ordem de Santiago aceitasse, as insígnias da Ordem de Avis sobre a porta de um dos seus castelos. Mais lógico parece ser a colocação do escudo do novo rei sobre a porta principal da barbaçã, como nos diz o autor demolida em finais do século XVIII, pois, apesar das pontas da cruz de Avis sobressaídas, estas eram as novas armas do país e faziam a ligação com os eventos da Guerra de 1383-1385. Resta explicar o que faz uma cruz que não se parece com a cruz de Santiago sobre a porta do Castelo de Santiago do Cacém. A resposta pode estar num olhar atento sobre a própria cruz, pois esta possui cinco vieiras, e as vieiras eram um dos símbolos de Santiago e da Ordem. Logo esta cruz, embora não tenha o formato convencional de um espadim, pode estar ligada à Ordem de Santiago. No Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, encontram-se algumas da tábuas do Retábulo da Vida e da Ordem de Santiago, atribuído ao Mestre da Lourinhã e encomendado nos inícios do século XVI, pelo mestre D. Jorge de Lencastre, para a Capela-Mor da Igreja do Convento de Palmela. Numa destas tábuas, intitulada “Entrega da bandeira da Ordem ao Mestre D. Pedro Fernandes”, vê-se um personagem com tripla coroa, o Papa, entregando a um cavaleiro ajoelhado uma bandeira, em cujo centro está uma cruz florenciada (como a de Avis), tendo cinco vieiras distribuías pelas extremidades e centro. Esta evidência iconográfica explica a cruz sobre a porta do Castelo, que aliás se repete no interior da Igreja Matriz de Santiago do Cacém, nos brasões que decoram algumas das colunas – a mesma cruz florenciada carregada com as vieiras.O Dr. Carlos Sobral (que me chamou a atenção para esta cruz), no seu livro Património Edificado de Santiago do Cacém (Breve Inventário) – (2001), ed. Colibri e CMSC, faz uma descrição mais correcta das armas sobre a porta do Castelo: “A particularidade destas últimas marcas de posse encontra-se na disposição num único suporte calcário, não da cruz da Ordem de Avis – como interpretou Silva -, mas na cruz da bandeira da Ordem de Santiago (peça Heráldica conchada ao centro e nos quatro braços), seguida da cruz espatária, em paralelo com as cinco quinas de Portugal, dispostas no campo de um escudo de cavaleiro (e já orientadas pela nova reforma heráldica de 1485) ”. A partir das palavras iniciais de António de Macedo e Silva, desde meados do século XIX, vários outros investigadores identificaram esta cruz com a Ordem de Avis, relacionando-a com o papel desempenhado por Santiago do Cacém em 1383-1385. Embora não estivessem completamente enganados pois existira, junto à porta da barbacã desaparecida em 1796, um brasão do rei D. João I, com as pontas da cruz florenciada de Avis aparentes sob ele. No entanto, a cruz que hoje está sobre a porta do Castelo parece ser, com as evidências iconográficas dadas pelo painel do Retábulo de Palmela, a cruz da bandeira da Ordem, que deveria figurar no seu estandarte e que aparece repetida na iconografia do interior da própria Igreja Matriz de Santiago do Cacém. Gentil José Cesário

[1] A barbacã do Castelo[2] A actual Porta da Vila (por ficar próximo da torre com o mesmo nome), que dá acesso à Tapada dos Condes de Avillez.[3] 1796
Fotografias 2 e 3: José Matias

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vá ouvir falar de Arqueologia em Alcácer do Sal

Comissão de Honra

Ministro da Cultura ou Secretário de Estado da Cultura
(a definir)

Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Arq. Pedro Manuel Igrejas da Cunha Paredes

Vereadora do Pelouro da Cultura
Dra. Isabel Vicente

Presidente do IGESPAR
Dr. Elísio Summavielle

Director da DRCALEN
Dr. José António Cabrita do Nascimento

Reitor da Universidade de Coimbra
Professor Doutor Fernando Seabra Santos

Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor António Sampaio da Nova

Comissão Científica


José d’Encarnação
CEAUCP – Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto

Vasco Gil Mantas
CECH-FLUC - Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da F. L. da Universidade de Coimbra

Carlos Fabião
UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

Ana Arruda
UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

João Inêz Vaz
CEAUCP- Universidade de Coimbra

Maria Teresa Lopes Pereira
Investigadora – Instituto de Estudos Medievais da Universidade de Lisboa

Sexta –Feira, 22 de Maio de 2009

10.00 – Entrega de documentação
11.00 - Sessão de Abertura do Encontro

13.00 – 15.00 – Pausa para almoço

15.00 - Conferência de abertura
Alcácer do Sal no contexto da Idade do Ferro do Sudoeste peninsular.
Ana Arruda (Arqueóloga, UNIARQ – C. A. , U. Lisboa)
15.30 - Proposta de protecção e valorização dos Concheiros Mesolíticos do Vale do Sado.
José Morais Arnaud (Arqueólogo - Associação dos Arqueólogos Portugueses)
15.50 - O Mito de Ganimedes / Átis – As estatuetas de terracota de Alcácer do Sal.
Esmeralda Gomes (Arqueóloga, D.R.C. Alen.)

15.50 – 16.05 – Pausa para café

16.05 - Contributos para o conhecimento da Idade do Ferro de Alcácer do Sal: os dados da Travessa do Rato
Ana M. Arruda (Arqueóloga, UNIARQ – C.A. da U.Lisboa); Marisol Ferreira (Arqueóloga, C.M. Alcácer do Sal); Elisa de Sousa (Arqueóloga, UNIARQ – C.A., U. Lisboa); António Carvalho (Arqueólogo, C.M. Alcácer do Sal); Pedro Lourenço (Arqueólogo, UNIARQ–C.A.; U. Lisboa); Joana Lima (Estudante de Arqueologia, UNIARQ – C.A;U.Lisboa)
.
16. 25 – Os espaços fronteiros aos monumentos megalíticos. Formas, arquitecturas
e monumentos.
Luís Filipe Coutinho (Arqueólogo); Pedro Sobral (Arqueólogo)
16.45 - O Fosso do Almaraz: Estudo de alguns materiais.
Luísa Batalha (Arqueóloga) ; Luís Barros (Arqueólogo)
17. 05 - As Armas da Idade do Ferro no sítio arqueológico do Castelo de Castro Marim.
Teresa Rita Pereira (Arqueóloga)
17.25 – S. Cucufate (Vidigueira): projecto de valorização.
Rafael Alfenim (Arqueólogo, DRC do Alentejo)
17.45 – Algumas questões da Lusitânia pré-romana.
João Inêz Vaz (Arqeólogo;
18.05 - Retrato de Cláudio e o retrato privado feminino do Museu Pedro Nunes – Alcácer do Sal.
Luís Jorge Gonçalves (Investigador, U.Lisboa – Belas Artes)

18.25 às 19.00 - Debate

21.30 – “Cravo e Lírio” – Grupo de Teatro Lume (Brasil)Sábado, 23 de Maio de 2009

Sábado – 23 de Maio

9.30 - Conferência de abertura
Salacia Imperatoria Urbs.
José d’Encarnação (Arqueólogo, CEAUCP – U.Coimbra)
10.00 – Notas sobre os Cornelii Bocchi.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); Laura Trindade (Arqueóloga)
10.20 – Cilpes/Cilpis/Xilb? – Para uma discussão antiga um novo contributo: a inscrição evocativa do templo de Neptuno
José d’Encarnação (Arqueólogo, CEAUCP – U.Coimbra); Maria José Gonçalves (Arqueóloga, C.M. Silves)
10.40 - O tesouro de Porto Carro e a economia salaciense de finais do século III-inícios do IV. José Ruivo (Investigador do CECH-FUC)

11.00-11-15 - Pausa para café

11.15 – Quadrante solar romano da Villa romana de Santa Catarina de Sítimos
Guilherme Cardoso (Arqueólogo, A.D. de Lisboa); Vasco Melo (Investigador); †João Carlos Faria
11.35 - Capitéis de Alcácer do Sal: sobre a decoração arquitectónica de época romana.
Lídia Marques Fernandes (Arqueóloga, C.M. Lisboa)
11.55 – Opera musiva: Técnica tesselari e icnografica
Teresa Caetano (Arqueóloga)
12.15 – Proposta de criação percurso: A bacia fluvial do Sado, essa grande via, de Tróia a Alvalade do Sado.
Maria Filomena Barata (Arqueóloga, Igespar Lisboa)
12-25 – A basílica do Monte do Roxo, Alvalade do Sado, Santiago do Cacém, dados recentes. Contributo para o estudo dos edifícios paleocristãos do antigo Conuentus Pacensis
Jorge Feio (Arqueólogo)

12.45-13.15 - Debate
13.15- 15.00 – Pausa para Almoço

15.00 – Conferência de Abertura
A queda de Roma não foi o fim da Civilização. Permanências e continuidades da romanidade no estuário do Sado.
Carlos Fabião (Arqueólogo, UNIARQ–C.A.; U. Lisboa);
15.30 – Atlântico e Mediterrâneo nos portos romanos do Sado.
Vasco Gil Mantas (Arqueólogo, CECH-FLUC – C.E.C H.F. Letras da U. de Coimbra)
15.50 – Espólio da encosta do Lado Ocidental do Castelo de Alcácer do Sal: Terra Sigillata decorada, lisa e marcas de oleiro.
Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais); Vanessa S. Mata (Arqueóloga); Marisol Ferreira (Arqueóloga C.M. Alcácer do Sal).
16.10 – Lucernas romanas de Alcácer do Sal: Análise comparativa entre dois contextos.
Carlos Pereira (UNIARQ- C.A.F.L.U. de Lisboa)
16.30 – A Terra Sigillata de Alcácer do Sal: aproximação aos seus padrões de consumo.
Catarina Viegas (Arqueóloga, UNIARQ – C.A.U.Lisboa)

16.50 - 17.10 – Pausa para café

17.10 - Garum e Salsamenta: o negócio do peixe na Lusitânia romana.
João Pedro Bernardes (Arqueólogo, U. do Algarve)
17.30 - João Pimenta (Arqueólogo, C.M. V.F. de Xira); Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais)
Acerca da dinâmica económica do porto de Urbs Imperatoria Salacia: o estudo das ânforas.
17.50 - Ânforas romanas encontradas na cidade de Alcácer do Sal.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); Marisol A. Ferreira (Arqueóloga, C.M.A.S.)
18.10 - Aspectos da monumentalidade da cidade de Pax Iulia.
Conceição Lopes (Arqueóloga, CEAUCP – U. de Coimbra)
18.30 - Villa romana do Monte da Chaminé (Ferreira do Alentejo) - Novos Dados.
Clementino Amaro (Arqueólogo); Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais); Sara Ramos (Arqueóloga)
18.50 - Elementos para a datação de estruturas do povoado romano de Tróia, Setúbal.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); António C. Paixão (Arqueólogo); Esmeralda Gomes (Arqueóloga, D.R.C. do Alentejo)

19.10 – 19.30 – Debate

21.00 - Visita à Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal e exposição

22.00 – “D€samor€s” – Teatro do Rio (Alcácer do Sal)

Domingo, 24 de Maio de 2009

9.30 - Conferência de Abertura
Da sede mestral da Ordem de Santiago em Alcácer à construção do Convento de Ara Caeli (séculos XIII a XVI).
Maria Teresa Pereira (Investigadora, Inst. Estudos Medievais da UNL)
10.00 - As cerâmicas das primeiras fases da ocupação islâmica de Alcácer do Sal. Uma abordagem inicial.
Severino Rodrigues (Arqueólogo, C.M. de Cascais); Ana Catarina Cabrita (Arqueóloga)
10.20 - Qasr Al-Fath/ - Alcácer do Sal em Contexto Waziri (1191-1217).
António Carvalho - Arqueólogo, C. M. Alcácer do Sal
10.40 – A cultura islâmica no desenho urbano da Alcácer do Sal medieval.
Mafalda Teixeira de Sampayo - Investigadora, Fundação ISCTE
11.00 - O povoamento rural Alto Medieval de Messines (Sines).
Luís Miguel Cabrita - Arqueólogo da C. M. de Silves

11.00 -11-15 - Pausa para café

11.15 – O Paço dos Lobos da Gama (Évora): Evolução de um espaço urbano da época.
Gonçalo Lopes - Arqueólogo ; Conceição Roque - Arqueóloga
11.35 – Abstract. A Utopia do Rigor : Ética na reconstrução histórica em arqueologia.
Guida Casela - lustradora de Arqueologia
11. 55 – Notáveis de Alcácer do Sal (sécs. XVI-XVIII), a partir das Memórias Paroquiais de 1758.
Isabel Alves Moreira (Investigadora, do G.E.H. e Património)
12. 15 – Casa do Corpo Santo – 1531 a 1714. Arqueologia, conservação e musealização.
Luís Neto (Arqueólogo da C. M. de Setúbal); Patrícia Coelho (Técnica de Património da Prima Folia); José Minderico (Arquitecto C. M. de Setúbal)
12.35 - Uma presença orientalizante no Alentejo litoral: D. Vataça Lascaris. Origens e descendências.
António Rei (Investigador, Inst. Estudos Medievais da UNL)
12.55 - Moinho de Àgua da Ponte - Torrão: Marcas de uma Identidade.
Micaela Casaca (Investigadora, M.M. de Montijo)

13.15- 15.00 – Pausa para almoço

15.00 - Conferência de Abertura
Acácer do Sal nas movimentações militares do exército napoleónico no Alentejo em 1807-1808: Análise dos relatos do tenente -general Thiébault.
Luís Assis (investigador, C.E.H.F.C. Universidade de Évora)
15.30 - O significado dos negros do Sado. Ontem e hoje.
Luís Neto (Arqueólogo, C. M. de Setúbal) ; Cristina Neto (Investigadora, Prima Folia)
15.50 - A ilha de pretos": análise da fecundidade e da ilegitimidade na freguesia de São Romão do Sádão entre 1679-1728.
Maria Raquel R. Gomes (Socióloga, C.M. Alcácer doSal)
16.05 – A Associação do registo Civil na Província. Alcácer do Sal.
Luís Miguel Pereira (investigador)
16.25 - Castelo de Sesimbra: Da Arqueologia à Valorização.
Luís Filipe Pinhal Ferreira (Arqueólogo, C.M. Sesimbra)

16.45-17.00 – Pausa para café

17.00 – A Ordem de Santiago e a Comenda de Grândola - Dos primórdios aos finais do século XVI.
Germesindo Silva (Investigador, C.M. Grândola)
17.20 - A linha fortificada de Sesimbra: Alguns contributos para o estudo da sua evolução histórica.
Andreia Filipa Conceição (Arqueóloga, C.M de Sesimbra)
17.40 - Luis Alves Serrano: Antevisão biográfica a partir do seu testamento.Contributo para o estudo da elite grandolense (Séc. XIX-XX).
Idálio Nunes (investigador, C. M. Grândola)
18.00 - O naufrágio do navio da VOC Schoonhoven na costa de Melides, Grândola (1626).
Paulo Alexandre Monteiro (investigador)

18.20 - 19.00 – Debate

19.00 – Sessão de Encerramento

22.00 – “D€samor€s” – Teatro do Rio (Alcácer do Sal)

Está prevista a publicação das
Actas em suporte de papel e digital

domingo, 19 de abril de 2009

Ler a Paisagem




Conheça Sines pelas mãos dos seus escritores. E, de livro na mão, «Ler a Paisagem - um passeio por Sines, guiado pelos seus escritores», vá até ao Litoral Alentejano.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Urbanismo de Santo André


A Ordem dos Arquitectos-Secção Regional Sul organiza um seminário e uma visita guiada sobre o urbanismo de Santo André, a 18 de Abril.

O seminário (9h-13h) tem lugar nas instalações do Instituto Piaget de Santo André e prevê conferências de:

Guilherme Câncio Martins (10h – O complexo portuário industrial de Sines)

Francisco Silva Dias (10h45 – O plano de urbanização)

Luís Vassalo Rosa (11h45 – Terceira fase do plano), com moderação de Michel Toussaint.


Ás 15h30 inicia-se uma visita guiada a Vila Nova de Santo André pelos arquitectos Francisco Silva Dias e Michel Toussaint. A iniciativa pretende debater um «exemplo com relevância no urbanismo português dos anos 70 do século XX», a intervenção arquitectónica e urbanística com papel decisivo em Santo André. No centro do debate estão o desenvolvimento urbano da vila, os conceitos fundamentais que contribuíram para o seu crescimento e a troca de ideias entre profissionais de áreas diferentes que influenciam o urbanismo. O Conselho Regional de Admissão deliberou atribuir um crédito à participação no seminário e um crédito à participação na visita guiada para efeitos de formação obrigatória em temáticas opcionais

Segue-se o programa do próximo dia 18 de Abril «Santo André – Uma cidade para a Indústria»

9h - Recepção Participantes

9,30h - Abertura Sessão Arquitecto José Manuel Rodrigues, Ordem dos Arquitectos-Secção Regional Sul e Victor Proença, presidente da Câmara de Santiago do Cacém

10h – Arquitecto Guilherme Câncio Martins - O Complexo Portuário Industrial de Sines

10h45 – Arquitecto Francisco Silva Dias - O Plano de Urbanização

11h30 – Pausa para café

11h45 – Arquitecto Luís Vassalo Rosa - A terceira fase do plano. Moderador – Arquitecto Michel Toussaint

Convidados - Núcleo do Litoral Alentejano, Administração do Porto de Sines e Junta de Freguesia de Santo de André

Local: Conferência no Instituto Piaget de Santo André e visita a Vila Nova de Santo André Instituto Piaget de Santo André (ao lado do Hotel Vila Parque) - Campus Universitário de Santo André, Apartado 38 Tel. 269 708 710

quinta-feira, 16 de abril de 2009

E em Estremoz ....


EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL EM ESPAÇO URBANO



A Câmara Municipal de Estremoz, através do Museu Municipal, inaugurou no dia 11 de Abril, a exposição em espaço urbano “Arte ao Vento”, que resulta de uma parceria entre o Ayuntamiento de Gata de Gorgos (Comunidade Valenciana – Espanha), e os municípios de Estremoz, Azambuja e Macedo de Cavaleiros.
Pelo Centro Histórico de Estremoz, nomeadamente no Largo D. Dinis, Rossio Marquês de Pombal, Largo Luís de Camões e Rua 5 de Outubro, estão expostas diariamente, nas sacadas de imóveis particulares e instituições, cerca de 100 telas de algodão, de artistas internacionais, num reviver da velha tradição mediterrânica europeia de colocar colchas à janela em dias de festa.
Para o sucesso da iniciativa, o Município de Estremoz, conta com o entusiasmo e adesão dos cidadãos proprietários dos imóveis seleccionados para a exposição das telas, que todos os dias colocam e retiram as obras que ficam à sua guarda, até ao dia 3 de Maio.
A Câmara Municipal de Estremoz, com esta iniciativa, continua a demonstrar o seu empenho na promoção da cidade e das artes plásticas, sendo neste momento uma cidade conhecida nos meios universitários e artísticos, como pólo imprescindível para os artistas que queiram expor os seus trabalhos a Sul do Tejo.



O Gabinete de Imprensa
imprensa@cm-estremoz.pt
Nota de imprensa Nº 403
14 de Abril de 2009

Em Serpa pode ouvir Jazzzzzzzzzzzzzzz

quarta-feira, 25 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

Visite o Museu do Trabalho Rural na Abela, Santiago do Cacém





















Ficará surpreendido com a qualidade da mostra e dos materiais expostos e ainda das fotografias escolhidas.

Parabéns à equipa que imaginou, concebeu os conteúdos e executou.

Parabéns também à Junta de Freguesia da Abela e aos seus habitantes.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Os Museus do Alentejo

Projecto pessoal de Hugo Guerreiro, responsável pelo Museu de Estremoz, o blogue visa «essencialmente a troca de experiência profissionais e a divulgação de eventos no mundo dos museus que considerem interessantes».

Assim aqui vai a referência para quem queira participar da discussão à volta de Museus.

http://museusalentejo.ning.com/

Mas poderá ainda consultar:

http://museuestremoz.blogspot.com
http://museuestremoz.wikia.com
http://museuestremoz.redemuseus.com

mas poderá ainda consultar

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Castelos do Alentejo : Viana do Alentejo

A partir de amanhã, vou começar a falar-vos do programa dos Castelos do Alentejo.

Visite castelos do Nordeste Alentejano

Pernoite por lá e veja o Tejo ao amanhecer ...
e faça o belo percurso pedonal junto ao rio, pois vai gostar.


«Belver foi o primeiro castelo edificado pelos Hospitalários no nosso país, a fim de defender o território raiano do vale do Tejo, e um dos mais imponentes que a Ordem construiu em Portugal ao longo da Baixa Idade Média. Ele tem origem em 1194, ano em que D. Sancho I doou a Afonso Paes, prior da Ordem, as chamadas terras de Gimdintesta, com a condição de aí se construir um castelo. Esta iniciativa visava estancar as investidas islâmicas dos anos imediatamente anteriores, que determinaram o recuo da fronteira cristã para a linha do Tejo, mas também um certo equilíbrio de forças entre as várias instituições a quem havia sido confiada a defesa do médio Tejo, procurando o monarca, desta forma, atenuar o quase monopólio dos Templários nesta parcela do território (BARROCA, 2000, pp.194-195).Em 1210, as obras estariam terminadas ou, pelo menos, bastante adiantadas, pois nessa data já se encontra em funcionamento. O testamento de D. Sancho I é claro quanto à sua existência, uma vez que, para além de o mencionar, informa que ele é um dos seis locais do reino onde se conserva o tesouro real nacional, notícia que prova a excelência da obra de arquitectura - apesar da sua localização fronteiriça (IDEM, p.196) - e a confiança que o monarca tinha, então, nos Hospitalários, em particular no comendador de Belver».

citado a partir de www.igespar.pt



e, depois, vá até Amieira do Tejo ou a Castelo de Vide, porque das origens da Nação muito há para conhecer.


«Em 1232, por doação régia de D. Sancho II, o domínio hospitalário alargou-se consideravelmente para Sul, passando a integrar as vilas de Amieira, Gavião e Crato. As obras promovidas pela Ordem, neste último aglomerado, que viria a ser a sede da instituição, são conhecidas e tiveram lugar imediatamente após a doação de 1232 (BARROCA, 2000, pp.202-203).
No entanto, a vila de Amieira, cuja posse se integra na mesma conjuntura, foi dotada de um castelo já muito tarde, sensivelmente um século depois de passar para as mãos dos Hospitalários. A sua construção ficou a dever-se a Álvaro Gonçalves Pereira, filho bastardo do bispo D. Gonçalo Pereira, prior da Ordem do Hospital e pai do futuro condestável do reino, Nuno Álvares Pereira. Foi, ainda, a este último que se deveu a transferência da sede da Ordem, de Leça do Bailio para o Crato (1356), circunstância que levou toda a estrutura hospitalária para o coração do seu principal domínio fundiário».
cit. de http://www.igespar.pt/


«Não estão esclarecidas as origens do povoamento no local onde, na Idade Média, se edificou Castelo de Vide. A proximidade em relação a uma via romana que passa junto ao sopé do monte fez com que alguns autores conjecturassem a respeito de uma possível fase organizativa romana (PERES, 1969, p.285) mas, até ao momento, as escavações conduzidas por Jorge Oliveira e, mais recentemente, por Marina Pinto e Sandra Neves, não revelaram níveis de ocupação tão antigos.Se as dúvidas se mantêm a respeito do possível passado romano, a história de Castelo de Vide não se apresenta mais nítida nos primeiros tempos da monarquia portuguesa. Informações muito duvidosas relacionam o ano de 1148 com uma suposta conquista de D. Afonso Henriques e o de 1180 com um primeiro foral dado à localidade, por D. Pedro Anes (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. VI, p.196), mas será preciso esperar pelo século XIII para encontrarmos referências mais concretas. Em 1232 já estaria incorporada na coroa nacional, e seria, então, um povoado de relativa importância, pela grande proximidade em relação à fronteira com Castela (PERES, 1969, p.286). Em 1273, reinando D. Afonso III, a vila foi confiada a seu filho, D. Afonso Sanches, senhor igualmente de Portalegre e de Marvão.Terá sido a partir dessa data que se deu início à fortaleza que hoje genericamente conhecemos».

Em Castelo de Vide passeie-se pela zona "histórica" e veja onde se situava a antiga sinagoga.
Tome um café serenamente, na zona baixa, onde perdido já o sentido de uma cidade intra-muros
se começou a edificar o casario e onde se sedearam os Paços do Município.

cit a partir de: http://www.ippar.pt/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Se não conhece Terena ...





Vale a pena visitar o castelo e uma das igrejas mais bonitas que vi em Portugal, o Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova.


Por vicissitudes várias, não foi possível fazer a intervenção prevista no «PROGRAMA DOS CASTELOS DO ALENTEJO» no castelo de Terena, Alandroal.



No entanto, dele ficou na mesma o fantástico lugar e a monografia que lhe foi dedicada, com texto de Mário Barroca. (IPPAR).

Desse programa de intervenção dos Castelos do Alentejo vos darei conta neste lugar.

Fot. Senhora da Boa Nova Wikipédia







sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A Liga dos Amigos de Miróbriga






A Liga de Amigos dos Miróbriga passará a ter, a partir de hoje, um lugar de divulgação das suas acções e das actividades culturais do Litoral Alentejano.


http://ligadeamigosmirobriga.blogspot.com/





terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sé de Évora






Posted by Picasa

O Programa de valorização das Pontes do Alentejo: que balanço agora?




www.ippar.pt







Imagens: IPPAR

A partir da introdução ao livro de apresentação do Programa de recuperação das Pontes Históricas do Alentejo, 2005

«A ponte é uma passagem prá outra margem» canta Luís Portugal dos Já Fumega.


A ponte é, aliás, um ponto onde dois caminhos se tornam num; uma travessia que permite vencer ritualmente e fisicamente a superfície da água, o vale, o declive e o precipício.
A ponte constrói-se de arcos de luz grande ou pequena: mas será sempre o retrato da solidez.
As suas guardas protegem quem passa: peões, carroças e carros milenares; viajantes e mercadorias.
A ponte viabiliza um itinerário; marca uma paisagem regrada que permite implantar as suas fundações.
Porque ela foi em Roma um meio, tendo permitido vitórias como as de Júlio César sobre os Germanos, junto ao Reno (Suetónio, Vida dos Doze Césares, «Divino César»), um veículo, viabilizando a ligação e subjugação de mundos infindáveis, a ponte é o símbolo da grandiosidade e da perenidade do Império que a foi gradualmente solidificando;
E porque, ainda hoje, altiva, representa o saber vencer as dificuldades que a Natureza oferece ao Homem, a ponte representa a essência da Construção e da Civilização onde nos alicerçamos.
E, no entanto, a simplicidade espelha-se ao mesmo tempo nela: um arco ou arcos de volta perfeita ou ligeiramente abatidos, apoiando-se em pilares, por vezes contrafortados, que lhes distribuem a força e que aguentam o embate das águas e que permitem ainda suster o peso dos tabuleiros e de tudo que sobre eles caminhará.
De madeira, de pedra irregular ou silharia regularizada, e ainda de metal, a ponte é verdadeiramente uma “passagem para a outra margem”.
Através do programa de Recuperação de Pontes Históricas do Alentejo, com o apoio do Programa Operacional da Cultura que permitiu intervencionar uma vintena de imóveis de origem romana e medieval, onde se inscrevem o monumental exemplar da Ribeira de Sedas, em Alter do Chão, a ponte de Vila Ruiva, Cuba e a ponte do Xarrama, Évora pretendeu-se, em termos gerais, consolidar a solidez das mesmas, elegendo, ao mesmo tempo, sítios e paisagens e requalificando percursos de visita.
Que a partir delas saibamos fazer novas travessias e novas Itinerâncias entre tantos outros lugares de um território que foi cruzado milenarmente por múltiplos povos, como é este do Sul de Portugal
.


Filomena Barata, 2005


O projecto de Valorização das Pontes Históricas do Alentejo, apoiado pelo Programa Operacional da Cultura, cobriu uma parte muito significativa deste tipo de imóveis localizados nesta região de Portugal. Muitas dessas pontes, de origem medieval, têm sido identificadas como romanas.


O programa teve como objectivo primordial executar um conjunto de intervenções de recuperação destas construções, procurando sensibilizar o público para a importância dos eixos viários antigos, tendo sido seleccionadas vinte estruturas com características tipológicas e cronológicas muito diversas, e assumindo-se ainda a componente de integração paisagística como um valor a manter e a reabilitar.

No Alentejo o programa foi coordenado por João Marques e António Cunha da ex-DRE do IPPAR.


Ponte da Portagem, Fotografia de Emilio Nunes.


Ponte de Monforte. Fotografia de José Carlos Carvalho


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Trajes tradicionais: O Alentejo








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Da constância do trabalho, como valor de referência, da exigência da qualidade como uma urgência para o crescimento, não posso deixar de destacar as obras de Cristina Duarte, de que já dei destaque noutro lugar.

Aos CTT, pela belas obras que têm vindo a editar, também os meus parabéns.



No entanto, centro-me agora neste livro : Trajes Tradicionais. Pelo que representa de recolha documental e de imagens, pela análise sociológica que a autora faz ao tema trajar, já recorrente no seu vasto trabalho publicado: «Para além da língua, o ser humano comunica através de toda uma gama de sinais, e cada peça do seu vestuário "serve para", ou "diz qualquer coisa", inserindo-se no complicado mundo da comunicação não verbal», usando as palavras de Cristina Duarte.


Trata-se de um belo livro e de um livro belo, juntando a cor que a diversidade portuguesa e seus particularismos regionais dão ao vestuário, com o preto das palavras bem talhadas, bem drapeadas, tal forma de (re) vestir o que se veste, porque é também a linguagem do sentir, do estar e do trabalhar.


Ao Além-Tejo dedica a autora um capítulo do seu livro: para as mulheres e homens do campo vai a sua homenagem, podendo, de fundo, imaginar-se o cante das planuras!

À festa, como lugar de encontro, de comunhão de rituais e de afectos, traz o traje, também, a sua forma diversa de se expressar.

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Mas ao trajar do Alentejo voltarei, quer o do campo, quer ao dos capotes, samarras ou os "pelicos", esses casacos de pele de borrego de N. Sra. Machede, e às botas de carneira, sejam as de Álcacer, do Vimieiro ou de Alter, como me aconselhou PP.

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Parafraseando Oliveira Martins na sua História de Portugal :

«Quando (...) ouvimos o tilintar alegre das campainhas e guizos nas coleiras dos machos - é o caseiro, que a trote largo, com a cara redonda e alegre, o ventre apertado nos seus calções de briche preto, vai à feira de Vila Viçosa em Maio, ou à de Évora em Junho, tratar dos negócios da lavoura. A distância, vem o areeiro no seu carro toldado, guiando a récua de machos carregados de odres de vinho; logo o pastor com o guarda-mato de pele de cabra, o cajado ao ombro, conduzindo as ovelhas, a vara de porcos, gordos como texugos, ou a boiada loura de longas hastes».

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