quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os Trabalhos de Valorização de Miróbriga


Assinatura do protocolo entre a Secretaria de Estado do Turismo e Secretaria de Estado da Cultura, em 1994, Miróbriga.

















Os trabalhos de valorização de Miróbriga


«Programa de Valorização»
Balanço das actividades dos últimos cinco anos

Desde o início da década de 90, que se vêm a desenvolver trabalhos arqueológicos promovidos pelo IPPAR e que haviam sido contemplados no "Projecto de Valorização de Miróbriga".
Este foi um dos Sítios Arqueológicos integrados no protocolo assinado entre a Secretaria de Estado da Cultura e a Secretaria de Estado do Turismo «Itinerários Arqueológicos do Alentejo e do Algarve», tendo sido consideradas prioritárias as seguintes intervenções, a que se deu continuidade no anterior projecto entregue e aprovado pelo Instituto Português de Arqueologia:

1 - Criação de um centro de Acolhimento e Interpretação

Esta infra-estrutura que contempla uma sala de exposições, um pequeno auditório, uma recepção, uma cafetaria, salas de trabalho e um laboratório e que se encontra concluída e aberta ao público desde Maio de 2001, tem como finalidade apoiar os trabalhos arqueológicos a desenvolver em Miróbriga e ainda servir de local de acolhimento aos visitantes.

O facto de estar concluída a sua construção e de possuir uma sala polivalente permitiu realizar um ciclo de conferências ao abrigo do Programa «Cultura 2000» e um conjunto de outras iniciativas, nomeadamente de índole expositiva.

2 - Sinalização das estruturas visitáveis




A sinalização das estruturas arqueológicas está concluída. No entanto, a continuação dos trabalhos arqueológicos permitiu obter novas informações sobre o Sítio Arqueológico, pelo que, pontualmente, foi modificada.

3 - Arranjo paisagístico das ruínas e sua envolvente;

O Sítio Arqueológico tem sido objecto de vários estudos de fauna e flora, que visaram, fundamentalmente, conhecer as características da biodiversidade do local, que possui, de facto, peculiaridades ambientais únicas, e valorizar essa componente.

Está também em curso um estudo do arranjo paisagístico global de Miróbriga, tendo já sido implementada uma 1ª fase do mesmo.

4 – Aquisição de imóveis, terrenos e sua vedação

Uma vez que existiam estruturas arqueológicas numa zona mais extensa da que anteriormente se conhecia, o Estado Português através do IPPAR adquiriu mais 8ha de terreno, onde se situavam também dois imóveis em estado de degradação. Esses imóveis já recuperados funcionam como apoio para os trabalhos arqueológicos, estando previsto que um deles possa vir a albergar os investigadores que se desloquem futuramente a Miróbriga.

Toda a área adquirida foi vedada.

5 - Execução de material promocional e de divulgação

Foi editado um roteiro e um desdobrável bem como um conjunto de postais dedicado ao Sítio Arqueológico e à sua fauna e flora.

Foi ainda executado um conjunto de outros materiais de divulgação do sítio arqueológico que poderão ser adquiridos no local e foram feitas várias acções junto de especialistas.

6 - Escavações arqueológicas e trabalhos de conservação, manutenção e restauro

As escavações têm sido efectuadas com carácter sistemático ao longo destes anos, prioritariamente para delimitar o local onde se implantou o “Centro Interpretativo” e também em zonas onde se previa efectuar os trabalhos de conservação e restauro, como por exemplo na ponte romana e no talude limite dos balneários (este e oeste) e no interior dos edifícios, de acordo com os relatórios entregues ao (ex) Instituto Português de Arqueologia.








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7 – Levantamento topográfico e georeferênciação

Deu-se continuidade ao levantamento topográfico de pormenor de algumas áreas do Sítio Arqueológico que, gradualmente, tem vindo a ser integrado numa planta geral digitalizada.



8 – Acções de divulgação e de sensibilização junto da comunidade local e do público em geral.

Têm vindo a ser feitas acções de formação junto dos professores e alunos das escolas da região, bem como para a comunidade local.



9 – Arranjos na Capela de S. Brás

A capela de S. Brás funciona deverá funcionar como serviço educativo de Miróbriga, promovendo-se no local um conjunto de iniciativas de sensibilização aos alunos que visitam Miróbriga.



10 – Classificação de materiais arqueológicos e Estudos

No âmbito da preparação da exposição inaugurada no «Centro Interpretativo de Miróbriga» os arqueólogos que colaboram no «Projecto de Valorização de Miróbriga» procederam à classificação e estudo sumário de materiais arqueológicos, designadamente:


Emilio Ambrona e Jorge Vilhena – Materiais da Idade do Ferro

José Carlos Quaresma – materiais cerâmicos (sigillatas e outros)

Carolina Grilo e Emilio Ambrona – materiais anfóricos

Teresa Ricou da Ponte – Numismas

Isabel Inácio – materiais de construção

Maria Filomena Barata – materiais de construção, objectos de adorno e materiais vítreos.



O Arqueólogo José Carlos Quaresma elaborou um estudo mais pormenorizado das Terra Sigillata de Miróbriga que parcialmente enformou a tese de mestrado defendida na Faculdade de Letras de Lisboa, sob o título «Terra Sigillata Sud-Gálica num Centro de Consumo: Chãos Salgados, Santiago do Cacém (Mirobriga)».

Foi feito, por Jorge Vilhena, um levantamento pormenorizado da toponímia que indiciasse uma ocupação humana no território que consideramos ser o pertencente à ciuitas de Miróbriga e foram feitas algumas acções de prospecção direccionada, tendo em vista conhecer melhor o processo de romanização deste mesmo território.

11 – Publicações e conferências

Foram publicados os seguintes trabalhos e realizadas as seguintes conferências pela coordenadora do Projecto de Valorização de Miróbriga:

1998:


Barata, Maria Filomena, «Miróbriga: A investigação e caracterização», in Anaes de Arqueología Cordobesa, Córdova.

Idem, apresentou, no encontro Ciudad y Patrimonio, promovido pelo Consórcio da Cidade Monumental de Mérida, em Novembro de 1998, a seguinte comunicação « Miróbriga; Últimos Trabalhos Arqueológicos e de Valorização do Sítio», publicada na revista Mérida, Ciudad y Patrimonio, 1999.

Idem, participou, nos dias 4 e 5 de Julho de 1998, como representante do IPPAR no encontro Estado do Património em Santiago do Cacém, tendo apresentado uma comunicação sobre «Miróbriga e a romanização do Sudoeste alentejano».

1999:

Barata, Maria Filomena, «Trabalhos Arqueológicos na Ponte Romana de Miróbriga», Vipasca, nª 8, Aljustrel;

Idem, «Balanço dos últimos Trabalhos de Investigação e de Valorização de Miróbriga», Vipasca, nª 8, Aljustrel.

Idem, «As Habitações de Miróbriga e os Ritos Domésticos Romanos» para a Revista Portuguesa de Arqueologia, IPA.

No encontro Arqueologia no Distrito de Setúbal, Maria Filomena Barata (que se fez representar), José Carlos Quaresma e Teresa Ricou da Ponte apresentaram «Últimos trabalhos de investigação e de valorização em Miróbriga», tendo em vista dar a conhecer os últimos trabalhos arqueológicos promovidos no Sítio e os estudos que estes arqueólogos têm vindo a efectuar.

2001



Barata, Maria Filomena, «Miróbriga, Ruínas Romanas», inserida na colecção Roteiros da Arqueologia Portuguesa, IPPAR, Lisboa.

Idem, «O Sítio Arqueológico de Miróbriga», Revista Património-Estudos, IPPAR, Lisboa.

Idem, «Miróbriga, Musealización y Difusión de una Ciudad Romana», Revista de Arqueologia, nº 250, Madrid.

Fez uma conferência no dia 7.06.2001 sobre «À Descoberta de Miróbriga» a convite da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos.

Fez uma comunicação em no Museo Nacional de Arte Romano, Mérida, sobre o «Hipódromo ou circo de Miróbriga» (no prelo).

Foram ainda publicadas por José Carlos Quaresma:

1999:

Quaresma, José Carlos, «Terra Sigillata Hispânica, Africana, Foceense Tardia e cerâmica Africana de Cozinha de Miróbriga», Conímbriga, Coimbra, pp. 137-200.

Idem, «Terra Sigillata Africana D e Foceense Tardia de escavações recentes em Miróbriga», Revista Portuguesa de Arqueologia, IPA, Lisboa, pp. 69-81.



PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO E VALORIZAÇÃO DE MIRÓBRIGA
2002-2005

Equipa:

Maria Filomena Barata (arqueóloga) – responsável pela coordenação do projecto e pelo estudo da arquitectura.

José Carlos Quaresma (arqueólogo) – responsável pela continuação de estudos de cerâmica comum (almofarizes); cerâmica campaniense; paredes finas e terra sigillata ou coordenação do seu estudo.

Jorge Vilhena (arqueólogo) – Responsável pelas prospecções direccionadas que tenham em vista melhor conhecer o fenómeno de romanização do território da ciuitas de Miróbriga.

Carolina Grilo (arqueóloga) – responsável pela continuação do estudo das ânforas.

Teresa Ricou da Ponte (arqueóloga) – continuação do estudo dos numismas.

Isabel Inácio (arqueóloga) – continuação do estudo dos materiais cerâmicos de construção e estudos dos materiais de cerâmica comum tardia.

Antónia González Tinturé e Joaquim Ascensão Garcia – responsáveis pela coordenação dos trabalhos de conservação e restauro.

José Raúl Tiago e António Calisto Bairinhas (assistente de arqueólogo e desenhador/topógrafo) – responsáveis pela coordenação do desenho e topografia.

De salientar que os arqueólogos acima mencionados poderão pontualmente ser co-responsáveis, ou mesmo responsáveis, por escavações a efectuar em Miróbriga tendo como base um plano previamente delineado para o Sítio e com o acordo da responsável deste projecto geral.



CONSERVAÇÃO E INVESTIGAÇÃO


Em termos genéricos, o plano quadrianual que apresentamos obedece aos mesmos princípios do programa anteriormente aprovado, uma vez que consideramos que a conservação do Sítio e o seu melhor conhecimento continuam a ser as prioridades, bem como a publicação do catálogo de peças em exposição no «Centro Interpretativo de Miróbriga».

Há que referir que, enquanto na zona central do aglomerado houve um grande investimento no que respeita aos trabalhos de conservação, tendo paralelamente sido feitas escavações que contribuíram para o esclarecimento parcial de situações, já o hipódromo de Miróbriga, onde foram apenas feitas intervenções pontuais nos últimos anos, deverá merecer neste programa uma particular atenção. Do ponto de vista da sua conservação foi já elaborado uma ficha-diagnóstico, da autoria de Antónia Tinturé e Joaquim Ascensão Garcia, prevendo-se, a curto prazo, a elaboração de um diagnóstico exaustivo.

O mesmo se poderá dizer relativamente a aspectos fundamentais do conhecimento da zona nuclear do aglomerado, onde se presume ter havido a implantação da Idade do Ferro e ter-se iniciado a Romanização, ou seja a zona do Forum e áreas limítrofes, onde deveria haver lugar a escavações e, paralelamente, a trabalhos de conservação. Especificando melhor, referimo-nos à zona compreendida entre o templo centralizado e a muralha da Idade do Ferro e à zona das tabernae que se adossam à plataforma do Forum.

Deverá ainda dar-se continuidade aos trabalhos de escavação dos balneários tendo em vista a conservação de algumas zonas e o conhecimento de todo o complexo balnear, que ainda é parcial.

Paralelamente deverá dar-se continuidade aos registos pormenorizados dos vestígios dispersos na envolvente da zona nuclear do aglomerado urbano e sua digitalização, de molde a haver uma melhor definição da sua extensão.

Deverá ainda dar-se continuidade ao levantamento fotográfico e gráfico (desenho) de todas as estruturas arqueológicas postas a descoberto em antigas escavações, nomeadamente dos seus alçados, para que se possa continuar o estudo arquitectónico das mesmas.

Tal como no projecto anteriormente aprovado pelo Instituto Português de Arqueologia, pretendemos ainda dar continuidade à investigação da ciuitas de Miróbriga, contribuindo assim para um melhor entendimento da forma como se processou a ocupação deste território. Do nosso ponto de vista, deverá, por um lado, ser feito um estudo mais aprofundado dos vestígios da ocupação sidérica em Miróbriga, que não foi possível desenvolver durante o período em que decorreu o anterior projecto, e, por outro, prosseguir com o levantamento exaustivo dos povoados da Idade do Ferro que foram romanizados nesta região. Estes dados deverão ser confrontados com as cronologias apontadas para os vestígios de ocupação romana ex-novo, de molde a poder aferir-se a existência (ou não) de um possível modelo de romanização no Sudoeste Peninsular e as cronologias respeitantes a uma ocupação plena do território.

Apesar de terem sido já referenciados bastantes vestígios que parecem corresponder a uillae e a antigas minas, é também imprescindível, por um lado, dar continuidade ao levantamento sistemático dos recursos que justificam a implantação romana, e, por outro, tentar identificar os mecanismos de produção e de circulação de bens e mercadorias, pois só assim é possível uma melhor caracterização da ciuitas de Miróbriga, no que diz respeito a:

- Recursos metalúrgicos.

Deverá ser feito um levantamento ainda mais exaustivo das minas e dos fornos metalúrgicos e averiguar a sua origem romana, nomeadamente na área compreendida pelo actual concelho de Santiago do Cacém, com particular incidência na Serra do Cercal, que deveria ser um dos locais de maior exploração mineira, utilizando os registos e a análise da toponímia já realizados e prospecções de campo mais sistemáticas, uma vez que só se fizeram direccionadas;

- Recursos agrícolas e organização da produção.

É também fundamental proceder a prospecções mais sistemáticas tendo em vista confirmar a existência de casas agrícolas romanas na envolvente de Miróbriga e da sua interligação com o aglomerado urbano.

- Produção de preparados piscícolas.

Deverá ser efectuado um levantamento de possíveis complexos fabris de transformação do pescado, nomeadamente na periferia do que seria a Lagoa de Pêra e a Lagoa de Santo André.

- Produção oleira.

Torna-se necessário proceder ao reconhecimento de fornos de produção de ânforas e das cerâmicas locais características de Miróbriga, identificadas pela equipa luso-americana como “Pink Miróbriga”, tarefa esta que não foi possível desenvolver durante a vigência do anterior projecto.

- Eixos de circulação viária.

Deverá proceder-se a prospecções sistemáticas no sentido de clarificar a existência de vestígios de possíveis estradas vicinais.

- Limites da Ciuitas

Deverão ser incentivadas mais prospecções que colaborem numa melhor definição dos limites da ciuitas, tentando localizar possíveis termini.



PUBLICAÇÕES E CONFERÊNCIAS


Prevemos ainda no prazo deste «Projecto de investigação e Valorização» publicar o catálogo das peças em exposição e respectivos comentários gerais, como já dito anteriormente, propor a publicação da tese de mestrado a defender a curto prazo por José Carlos Quaresma e editar um trabalho relativo às escavações e à conservação efectuadas nas «Termas Oeste», da autoria de Isabel Inácio e Joaquim Ascensão Garcia.

Contamos ainda desenvolver actividades várias de índole formativa, a exemplo do curso de restauro já mencionado e ciclos de conferências, como o já agendado para Maio próximo, neste caso específico referente ao tema «O Sítio Arqueológico de Miróbriga e sua envolvente». Gostaríamos de no próximo ano fazer um encontro relativo ao Processo de Romanização do Sudoeste Peninsular, contando convidar vários especialistas para o efeito.

A partir de artigo escrito em Évora, 28 de Abril de 2002 (Maria Filomena Barata)

Miróbriga ao Luar

Miróbriga



Oh tempo, diz ao tempo .....

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Igreja de Nossa Senhora da Represa, Cuba


Junto à represa romana, talvez sagrando a lembrança da água aproveitada ba Barragem de origem romana, se construiu a ermida de Nossa Senhora da Represa.

Local de romania, porque conhecidos eram os milagres de S. Caetano, só mais tardiamente passou a ter devoção à Virgem.

Recuperada, tal como a Matriz de Vila Alva e de Vila Ruiva, faz parte de um valioso património religioso do Concelho de Cuba.

Para a sua recuperação contribuiu uma candidatura aprovada ao Programa Operacional da Cultura, que incluía, no concelho de Cuba, também as Igrejas de Vila Alva e Vila Ruiva.

Que futuro há para estes lugares?

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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Longo é o caminhar ... mas encontra-se sempre o que muito desejamos encontrar!



Amanhã voltarei à capela de S. Brás: agradecer ao Céu ter conhecido este lugar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Ponte de Alcântara, Elvas




Um dia contarei a história de uma recuperação; do rio que não se sabe se é só nacional ou se ainda o divide ao meio uma guerra entre Espanhóis e Portugueses.

De um narciso que sobre o tabuleiro da ponte se expande, mas em vias de extinção, dificultando qualquer reabilitação.

De projectos de reconstrução ou apenas de conservação.

Voltarei a esta ponte.

Sim, um dia contarei a história de negociaçãoes diplomáticas à volta da "valorização" de um imóvel que, para mim, estaria bem assim ... entregue à nostalgia de um tempo que não se recuperará.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Évoramonte




Não tarda subirei as escadas da tua Torre do Paço Ducal, onde as cordas manuelinas se transformaram em laços ...

Esta torre manuelina, edificada no interior do recinto do castelo medieval, ao que parece de traço dos Arquitectos Diogo e Francisco de Arruda, corresponde a uma nova fase construtiva de Évoramonte, quando D. Manuel concede Foral (Novo) à vila.

O local foi conquistado pelos Cristãos, eventualmente sob comando de Geraldo sem Pavor, em 1160, e aí é construído um castelo de feição medieval que, ao longo do tempo, assitiu a inúmeras remodelações, a exemplo das executadas ao tempo de D. Dinis e às coevas da edificação da Torre, entre tantas outras.

Sobre esta torre vale a pena ler a obra de Paulo Pereira e ainda, para um público mais infantil, ajudar a conhecer a Torre e castelo através das páginas da «Andorinha Filó».

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Em Serpa, no Espaço Vol



Assista à apresentação do filme de Eduardo Escorel, «35 - O Assalto ao Poder».



E que bem que se está no Espaço Vol também pela manhã a tomar um café!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Porta do Sol, Igreja Matriz de Santiago do Cacém

Plano Director Municipal de Santiago do Cacém
Consulta Pública de Revisão
Património e Cultura
Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém
dia 2 de Junho, 21h

Se quiser conhecer melhor Miróbriga e o território de Santiago do Cacém

http://ligadeamigosmirobriga.blogspot.com/



A Liga de Amigos de Miróbriga disponibilizou a bibliografia geral respeitante ao Sítio

Ainda a propósito de Santiago do Cacém, Gentil Cesário



A propósito de um texto que aqui foi editado sobre Santiago do Cacém, o meu amigo Gentil Cesário resolver fazer uma "achega" que, por vir na continuidade desse trabalho e, claro está, dos inúmeros estudos que ele tem feito sobre a região, aqui apresento, agradecendo-lhe a nota.

Cruz sobre a Porta do Castelo de Santiago do Cacém

Sobre a actual Porta do Castelo de Santiago do Cacém encontram-se duas pedras que encerram elementos heráldicos de posse e governo do Castelo e do território. Trata-se, na primeira pedra, de uma cruz florenciada, com cinco vieiras dispostas sobre as extremidades e centro da mesma, e de um espadim, o formato da cruz tradicional da Ordem de Santiago. Na pedra ao lado está um escudo de cavaleiro, sem elmo ou outro emblema, com as cinco quinas de Portugal dispostas no seu campo. O primeiro destes símbolos, a cruz florenciada, que por isso se assemelha muito à cruz da Ordem de Avis, foi equivocamente interpretada como sendo o símbolo dessa ordem militar pelo Padre António de Macedo e Silva, na sua obra Annaes do Municipio de Sant’Iago de Cacem (1869), Lisboa, Imprensa Nacional. Nesta, na página 74, o autor escreveu: “Ainda n’esta[1] se vê uma porta para a parte da villa[2]; a outra foi demolida, com um grande lanço da barbacan, no anno acima mencionado[3]. N’esta estava da parte direita o habito de Sant’Iago conchado; no meio o escudo das armas portuguezas, sobresaidas as quatro pontas da cruz de Aviz, como se usou no tempo de D. João I, e da parte esquerda um escudo com seis fachas, tres ao comprido e tres ao largo. Na porta da muralha se vê por cima do arco, á direita, a insignia de Aviz, no meio a de Sant’Iago, e á esquerda o escudo de Portugal, somente com as cinco quinas”. Em nota de rodapé o autor atribui a existência das insígnias da Ordem de Avis num castelo da Ordem de Santiago, com a participação santiaguense na Guerra de 1383-1385, em que a vila foi invadida por forças ligadas ao rei de Castela e reconquistada por D. Nuno Álvares Pereira em nome do mestre de Avis, D. João, eleito em 1385, em Coimbra, rei de Portugal. Por outro lado, Fernão Lopes, na sua Crónica do Rei D. João I, diz-nos que Santiago do Cacém foi uma das vilas que “deram voz” pelo mestre de Avis em 1383, o que não admira pois o mestre da Ordem de Santiago era amigo do mestre de Avis e esteve, desde o primeiro momento, ao lado de D. João. No entanto, continua a parecer muito estranho que a Ordem de Santiago colocasse o símbolo de outra Ordem num dos seus castelos e, por mais importante ou leal que tenha sido o papel de Santiago do Cacém na Guerra de 1383-1385, isso não significa que o novo rei impusesse, e Ordem de Santiago aceitasse, as insígnias da Ordem de Avis sobre a porta de um dos seus castelos. Mais lógico parece ser a colocação do escudo do novo rei sobre a porta principal da barbaçã, como nos diz o autor demolida em finais do século XVIII, pois, apesar das pontas da cruz de Avis sobressaídas, estas eram as novas armas do país e faziam a ligação com os eventos da Guerra de 1383-1385. Resta explicar o que faz uma cruz que não se parece com a cruz de Santiago sobre a porta do Castelo de Santiago do Cacém. A resposta pode estar num olhar atento sobre a própria cruz, pois esta possui cinco vieiras, e as vieiras eram um dos símbolos de Santiago e da Ordem. Logo esta cruz, embora não tenha o formato convencional de um espadim, pode estar ligada à Ordem de Santiago. No Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, encontram-se algumas da tábuas do Retábulo da Vida e da Ordem de Santiago, atribuído ao Mestre da Lourinhã e encomendado nos inícios do século XVI, pelo mestre D. Jorge de Lencastre, para a Capela-Mor da Igreja do Convento de Palmela. Numa destas tábuas, intitulada “Entrega da bandeira da Ordem ao Mestre D. Pedro Fernandes”, vê-se um personagem com tripla coroa, o Papa, entregando a um cavaleiro ajoelhado uma bandeira, em cujo centro está uma cruz florenciada (como a de Avis), tendo cinco vieiras distribuías pelas extremidades e centro. Esta evidência iconográfica explica a cruz sobre a porta do Castelo, que aliás se repete no interior da Igreja Matriz de Santiago do Cacém, nos brasões que decoram algumas das colunas – a mesma cruz florenciada carregada com as vieiras.O Dr. Carlos Sobral (que me chamou a atenção para esta cruz), no seu livro Património Edificado de Santiago do Cacém (Breve Inventário) – (2001), ed. Colibri e CMSC, faz uma descrição mais correcta das armas sobre a porta do Castelo: “A particularidade destas últimas marcas de posse encontra-se na disposição num único suporte calcário, não da cruz da Ordem de Avis – como interpretou Silva -, mas na cruz da bandeira da Ordem de Santiago (peça Heráldica conchada ao centro e nos quatro braços), seguida da cruz espatária, em paralelo com as cinco quinas de Portugal, dispostas no campo de um escudo de cavaleiro (e já orientadas pela nova reforma heráldica de 1485) ”. A partir das palavras iniciais de António de Macedo e Silva, desde meados do século XIX, vários outros investigadores identificaram esta cruz com a Ordem de Avis, relacionando-a com o papel desempenhado por Santiago do Cacém em 1383-1385. Embora não estivessem completamente enganados pois existira, junto à porta da barbacã desaparecida em 1796, um brasão do rei D. João I, com as pontas da cruz florenciada de Avis aparentes sob ele. No entanto, a cruz que hoje está sobre a porta do Castelo parece ser, com as evidências iconográficas dadas pelo painel do Retábulo de Palmela, a cruz da bandeira da Ordem, que deveria figurar no seu estandarte e que aparece repetida na iconografia do interior da própria Igreja Matriz de Santiago do Cacém. Gentil José Cesário

[1] A barbacã do Castelo[2] A actual Porta da Vila (por ficar próximo da torre com o mesmo nome), que dá acesso à Tapada dos Condes de Avillez.[3] 1796
Fotografias 2 e 3: José Matias

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vá ouvir falar de Arqueologia em Alcácer do Sal

Comissão de Honra

Ministro da Cultura ou Secretário de Estado da Cultura
(a definir)

Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Arq. Pedro Manuel Igrejas da Cunha Paredes

Vereadora do Pelouro da Cultura
Dra. Isabel Vicente

Presidente do IGESPAR
Dr. Elísio Summavielle

Director da DRCALEN
Dr. José António Cabrita do Nascimento

Reitor da Universidade de Coimbra
Professor Doutor Fernando Seabra Santos

Reitor da Universidade de Lisboa
Professor Doutor António Sampaio da Nova

Comissão Científica


José d’Encarnação
CEAUCP – Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto

Vasco Gil Mantas
CECH-FLUC - Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da F. L. da Universidade de Coimbra

Carlos Fabião
UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

Ana Arruda
UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa

João Inêz Vaz
CEAUCP- Universidade de Coimbra

Maria Teresa Lopes Pereira
Investigadora – Instituto de Estudos Medievais da Universidade de Lisboa

Sexta –Feira, 22 de Maio de 2009

10.00 – Entrega de documentação
11.00 - Sessão de Abertura do Encontro

13.00 – 15.00 – Pausa para almoço

15.00 - Conferência de abertura
Alcácer do Sal no contexto da Idade do Ferro do Sudoeste peninsular.
Ana Arruda (Arqueóloga, UNIARQ – C. A. , U. Lisboa)
15.30 - Proposta de protecção e valorização dos Concheiros Mesolíticos do Vale do Sado.
José Morais Arnaud (Arqueólogo - Associação dos Arqueólogos Portugueses)
15.50 - O Mito de Ganimedes / Átis – As estatuetas de terracota de Alcácer do Sal.
Esmeralda Gomes (Arqueóloga, D.R.C. Alen.)

15.50 – 16.05 – Pausa para café

16.05 - Contributos para o conhecimento da Idade do Ferro de Alcácer do Sal: os dados da Travessa do Rato
Ana M. Arruda (Arqueóloga, UNIARQ – C.A. da U.Lisboa); Marisol Ferreira (Arqueóloga, C.M. Alcácer do Sal); Elisa de Sousa (Arqueóloga, UNIARQ – C.A., U. Lisboa); António Carvalho (Arqueólogo, C.M. Alcácer do Sal); Pedro Lourenço (Arqueólogo, UNIARQ–C.A.; U. Lisboa); Joana Lima (Estudante de Arqueologia, UNIARQ – C.A;U.Lisboa)
.
16. 25 – Os espaços fronteiros aos monumentos megalíticos. Formas, arquitecturas
e monumentos.
Luís Filipe Coutinho (Arqueólogo); Pedro Sobral (Arqueólogo)
16.45 - O Fosso do Almaraz: Estudo de alguns materiais.
Luísa Batalha (Arqueóloga) ; Luís Barros (Arqueólogo)
17. 05 - As Armas da Idade do Ferro no sítio arqueológico do Castelo de Castro Marim.
Teresa Rita Pereira (Arqueóloga)
17.25 – S. Cucufate (Vidigueira): projecto de valorização.
Rafael Alfenim (Arqueólogo, DRC do Alentejo)
17.45 – Algumas questões da Lusitânia pré-romana.
João Inêz Vaz (Arqeólogo;
18.05 - Retrato de Cláudio e o retrato privado feminino do Museu Pedro Nunes – Alcácer do Sal.
Luís Jorge Gonçalves (Investigador, U.Lisboa – Belas Artes)

18.25 às 19.00 - Debate

21.30 – “Cravo e Lírio” – Grupo de Teatro Lume (Brasil)Sábado, 23 de Maio de 2009

Sábado – 23 de Maio

9.30 - Conferência de abertura
Salacia Imperatoria Urbs.
José d’Encarnação (Arqueólogo, CEAUCP – U.Coimbra)
10.00 – Notas sobre os Cornelii Bocchi.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); Laura Trindade (Arqueóloga)
10.20 – Cilpes/Cilpis/Xilb? – Para uma discussão antiga um novo contributo: a inscrição evocativa do templo de Neptuno
José d’Encarnação (Arqueólogo, CEAUCP – U.Coimbra); Maria José Gonçalves (Arqueóloga, C.M. Silves)
10.40 - O tesouro de Porto Carro e a economia salaciense de finais do século III-inícios do IV. José Ruivo (Investigador do CECH-FUC)

11.00-11-15 - Pausa para café

11.15 – Quadrante solar romano da Villa romana de Santa Catarina de Sítimos
Guilherme Cardoso (Arqueólogo, A.D. de Lisboa); Vasco Melo (Investigador); †João Carlos Faria
11.35 - Capitéis de Alcácer do Sal: sobre a decoração arquitectónica de época romana.
Lídia Marques Fernandes (Arqueóloga, C.M. Lisboa)
11.55 – Opera musiva: Técnica tesselari e icnografica
Teresa Caetano (Arqueóloga)
12.15 – Proposta de criação percurso: A bacia fluvial do Sado, essa grande via, de Tróia a Alvalade do Sado.
Maria Filomena Barata (Arqueóloga, Igespar Lisboa)
12-25 – A basílica do Monte do Roxo, Alvalade do Sado, Santiago do Cacém, dados recentes. Contributo para o estudo dos edifícios paleocristãos do antigo Conuentus Pacensis
Jorge Feio (Arqueólogo)

12.45-13.15 - Debate
13.15- 15.00 – Pausa para Almoço

15.00 – Conferência de Abertura
A queda de Roma não foi o fim da Civilização. Permanências e continuidades da romanidade no estuário do Sado.
Carlos Fabião (Arqueólogo, UNIARQ–C.A.; U. Lisboa);
15.30 – Atlântico e Mediterrâneo nos portos romanos do Sado.
Vasco Gil Mantas (Arqueólogo, CECH-FLUC – C.E.C H.F. Letras da U. de Coimbra)
15.50 – Espólio da encosta do Lado Ocidental do Castelo de Alcácer do Sal: Terra Sigillata decorada, lisa e marcas de oleiro.
Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais); Vanessa S. Mata (Arqueóloga); Marisol Ferreira (Arqueóloga C.M. Alcácer do Sal).
16.10 – Lucernas romanas de Alcácer do Sal: Análise comparativa entre dois contextos.
Carlos Pereira (UNIARQ- C.A.F.L.U. de Lisboa)
16.30 – A Terra Sigillata de Alcácer do Sal: aproximação aos seus padrões de consumo.
Catarina Viegas (Arqueóloga, UNIARQ – C.A.U.Lisboa)

16.50 - 17.10 – Pausa para café

17.10 - Garum e Salsamenta: o negócio do peixe na Lusitânia romana.
João Pedro Bernardes (Arqueólogo, U. do Algarve)
17.30 - João Pimenta (Arqueólogo, C.M. V.F. de Xira); Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais)
Acerca da dinâmica económica do porto de Urbs Imperatoria Salacia: o estudo das ânforas.
17.50 - Ânforas romanas encontradas na cidade de Alcácer do Sal.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); Marisol A. Ferreira (Arqueóloga, C.M.A.S.)
18.10 - Aspectos da monumentalidade da cidade de Pax Iulia.
Conceição Lopes (Arqueóloga, CEAUCP – U. de Coimbra)
18.30 - Villa romana do Monte da Chaminé (Ferreira do Alentejo) - Novos Dados.
Clementino Amaro (Arqueólogo); Eurico Sepúlveda (Arqueólogo, A. C. de Cascais); Sara Ramos (Arqueóloga)
18.50 - Elementos para a datação de estruturas do povoado romano de Tróia, Setúbal.
A.M. Dias Diogo (Arqueólogo); António C. Paixão (Arqueólogo); Esmeralda Gomes (Arqueóloga, D.R.C. do Alentejo)

19.10 – 19.30 – Debate

21.00 - Visita à Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal e exposição

22.00 – “D€samor€s” – Teatro do Rio (Alcácer do Sal)

Domingo, 24 de Maio de 2009

9.30 - Conferência de Abertura
Da sede mestral da Ordem de Santiago em Alcácer à construção do Convento de Ara Caeli (séculos XIII a XVI).
Maria Teresa Pereira (Investigadora, Inst. Estudos Medievais da UNL)
10.00 - As cerâmicas das primeiras fases da ocupação islâmica de Alcácer do Sal. Uma abordagem inicial.
Severino Rodrigues (Arqueólogo, C.M. de Cascais); Ana Catarina Cabrita (Arqueóloga)
10.20 - Qasr Al-Fath/ - Alcácer do Sal em Contexto Waziri (1191-1217).
António Carvalho - Arqueólogo, C. M. Alcácer do Sal
10.40 – A cultura islâmica no desenho urbano da Alcácer do Sal medieval.
Mafalda Teixeira de Sampayo - Investigadora, Fundação ISCTE
11.00 - O povoamento rural Alto Medieval de Messines (Sines).
Luís Miguel Cabrita - Arqueólogo da C. M. de Silves

11.00 -11-15 - Pausa para café

11.15 – O Paço dos Lobos da Gama (Évora): Evolução de um espaço urbano da época.
Gonçalo Lopes - Arqueólogo ; Conceição Roque - Arqueóloga
11.35 – Abstract. A Utopia do Rigor : Ética na reconstrução histórica em arqueologia.
Guida Casela - lustradora de Arqueologia
11. 55 – Notáveis de Alcácer do Sal (sécs. XVI-XVIII), a partir das Memórias Paroquiais de 1758.
Isabel Alves Moreira (Investigadora, do G.E.H. e Património)
12. 15 – Casa do Corpo Santo – 1531 a 1714. Arqueologia, conservação e musealização.
Luís Neto (Arqueólogo da C. M. de Setúbal); Patrícia Coelho (Técnica de Património da Prima Folia); José Minderico (Arquitecto C. M. de Setúbal)
12.35 - Uma presença orientalizante no Alentejo litoral: D. Vataça Lascaris. Origens e descendências.
António Rei (Investigador, Inst. Estudos Medievais da UNL)
12.55 - Moinho de Àgua da Ponte - Torrão: Marcas de uma Identidade.
Micaela Casaca (Investigadora, M.M. de Montijo)

13.15- 15.00 – Pausa para almoço

15.00 - Conferência de Abertura
Acácer do Sal nas movimentações militares do exército napoleónico no Alentejo em 1807-1808: Análise dos relatos do tenente -general Thiébault.
Luís Assis (investigador, C.E.H.F.C. Universidade de Évora)
15.30 - O significado dos negros do Sado. Ontem e hoje.
Luís Neto (Arqueólogo, C. M. de Setúbal) ; Cristina Neto (Investigadora, Prima Folia)
15.50 - A ilha de pretos": análise da fecundidade e da ilegitimidade na freguesia de São Romão do Sádão entre 1679-1728.
Maria Raquel R. Gomes (Socióloga, C.M. Alcácer doSal)
16.05 – A Associação do registo Civil na Província. Alcácer do Sal.
Luís Miguel Pereira (investigador)
16.25 - Castelo de Sesimbra: Da Arqueologia à Valorização.
Luís Filipe Pinhal Ferreira (Arqueólogo, C.M. Sesimbra)

16.45-17.00 – Pausa para café

17.00 – A Ordem de Santiago e a Comenda de Grândola - Dos primórdios aos finais do século XVI.
Germesindo Silva (Investigador, C.M. Grândola)
17.20 - A linha fortificada de Sesimbra: Alguns contributos para o estudo da sua evolução histórica.
Andreia Filipa Conceição (Arqueóloga, C.M de Sesimbra)
17.40 - Luis Alves Serrano: Antevisão biográfica a partir do seu testamento.Contributo para o estudo da elite grandolense (Séc. XIX-XX).
Idálio Nunes (investigador, C. M. Grândola)
18.00 - O naufrágio do navio da VOC Schoonhoven na costa de Melides, Grândola (1626).
Paulo Alexandre Monteiro (investigador)

18.20 - 19.00 – Debate

19.00 – Sessão de Encerramento

22.00 – “D€samor€s” – Teatro do Rio (Alcácer do Sal)

Está prevista a publicação das
Actas em suporte de papel e digital