domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
O Alentejo, esse lugar (reed.)
Não do Alentejo a que sempre voltarei, ou a Miróbriga a que espero continuar poder continuar a estar ligada.
Mas há balanços que foram feitos, há lugares que foram tantas vezes revisitados que hoje necessito de me distanciar um pouco.
Novas tarefas me esperam e sei que tudo o que aqui foi escrito nelas se acabará por inscrever também.
Porque, como tantas vezes repeti, reencontamos sempre o que soubemos amar!
http://www.portugalromano.com/wp-admin/post.php?post=1135&action=edit
Porque, como tantas vezes repeti, reencontamos sempre o que soubemos amar!
Pretendia, quando o imaginei, fazer como que apontamentos de situações, de momentos, de sensações, fixando «paisagens humanizadas» ou de geografias físicas e afectivas vivenciadas.

Guardar imagens de sítios, de lugares, onde me parecia restar um equílibrio entre o território, os seus habitantes, a sua história, o seu Tempo.
À medida que algumas dessas imagens foram sendo editadas, visualizadas e a sua selecção efectuada, muitas questões se foram levantando.
Que faria agora com elas?
Porque se teria fixado neste lugar ou noutro lugar a minha "eleição"?
Onde residiria nas imagens retidas o "equílibrio" que causara ao meu olhar?
Porque julguei vislumbrar aqui uma harmonia e não noutro lugar qualquer?
Considerei então ser importante anexar a este trabalho de captação fotográfica um conjunto de perguntas, algumas das quais sem resposta, e de reflexões, de memórias, de testemunhos, onde tentasse espelhar o que, inconsciente ou conscientemente, me deveria ter motivado a fixar determinados momentos e situações.
Talvez porque, subjacentes, estejam preocupações que desde há longa data me acompanham, aspectos para os quais gostaria de ter certezas, quando o que me continua a perseguir genericamente são dúvidas e a angústia de não saber afinal como se tece o equíbrio da vida, das suas memórias e geografias afectivas.
De desconhecer o segredo dessa fina rede ou malha que torna os Humanos mais felizes num tempo e num lugar.
Exactamente porque, quem sabe se por motivos profissionais ou outros, incorremos tantas vezes numa leitura quase pragmática dos lugares que visitamos, pois já urge o tempo para problematizar e resolver, pouco restando para o «estar» ou «sentir», gostaria de tentar fazer com este espaço uma espécie de caderno de campo das impressões que me causaram alguns percursos, sítios e paisagens do Alentejo onde as «margias» e as «calmas» ainda se conseguem espraiar.
Tentar partilhar um pouco do equílibrio inexplicável que ainda reside em cada um desses sítios que parecem, afinal, querer fugir a todas as dúvidas ou a todas as certezas que sobre eles se semeiam, tão alheios que se mostram estar de todas as nossas reflexões. Simplesmente estão lá, como que ETERNOS!
E contar, a meu modo as histórias que com eles conheci.
Aprender também com eles a aceitar que a História tem a sua própria História. E os Sítios, as pessoas, os sentimentos têm tempo, desgastam-se, consomem-se, findam-se levando com eles estórias desvendadas ou eternamente encobertas.
E que não podemos fugir sempre a esse tempo, mascarando-o de uma possível Eternidade, plastificando-o até ao seu limite físico, como se tratasse do retrato de Dorien Grey. ..
Mas, também, paralelamente, é verdade, sobrevivem como que por milagre na memória de todos nós se soubermos contar histórias partilhadas, manter os rituais, dar sentido à Palavra.
Foi, assim, minha intenção partilhar uma busca, um olhar, como que uma reportagem fotográfica, mostrando os múltiplos caminhos, que tantas vezes atravessei, no encalço de um lugar pré-determinado ou de um lugar qualquer. Assinalando presenças físicas actuais ou passadas e as marcas que deixaram/deixam no território e na paisagem: das pessoas que se fixaram; das que apenas os atravessaram.
Quem sabe, talvez assim possamos beber um pouco delas, das suas vozes, dos seus silêncios, ou dos seus mistérios e segredos.
Permitindo assim aos múltiplos «utilizadores» dessas paisagens que, para cada uma deles, os lugares desempenhem um papel que é afinal também só seu e atingir, desse modo, a Eternidade que mais não é mais do que uma busca, uma projecção sempre solitária e pessoal.
Hoje, três anos passados do meu regresso a Lisboa, tenho a sorte no Grupo «Alentejanos no Facebook» com o qual tive a sorte de ter podido, praticamente desde o seu início, através do convite formulhado por Luís Milhano, propor uma abordagem temática que corresponde a um trabalho de fundo que gostaria de poder desenvolver sobre o Alentejo através dos seus recursos, tendo como pano de fundo os QUATRO ELEMENTOS: TERRA, ÁGUA, FOGO E AR.
Partia do princípio que a todos eles correspondia um conjunto de recursos e de actividades em seu redor.
A TERRA será a primeira a ser tratada, pois à volta dos recursos agrícolas, agro-pecuários e da pastorícia se fixaram as gentes, desde a Pré-História, no Alentejo.
As construções em terra e a olaria não são senão os devirados dessa TERRA MÃE.
A ÁGUA faz do Alentejo uma Mesopotâmia e foram os rios, as represas e barragens que permitiram alagar terras e fertilizá-las e ainda trocar produtos, pois muitos deles eram navegáveis e escoavam os produtos agrícolas e os minérios.
O FOGO permitiu manipular os minérios e produzir carvão. É o FOGO que permite que nos fornos do Alentejo se coza o pão e se faça o Borrego assado e tantos outros pitéus.
O AR, como essência etérea, é aqui o elemento que servirá de base para o tratamento do SAGRADO, pois também desde tempos imemoriais o Homem não só se fixou como se relacionou com o Divino de várias formas e de acordo com todas as culturas e povos que ocuparam este território.
Será também o elemento escolhido para representar a música, o conto oral.
Ao Luís Milhano continuo a agradecer ter-me convidado um dia para esta viagem nos «Alentejanos no Facebook» e a confiança que em mim depositou, podendo, deste modo, aprender cada vez mais a conhecer tão extraordinário território!
E voltarei sempre ao Alentejo!
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
No próximo Domingo, dia 20 Fevereiro, na Casa do Alentejo


No Domingo, pelas 17h, venha à Casa do Alentejo e partilhe connosco da alegria de ver expostas as fotografias seleccionadas para a mostra.
Obrigada a todos os aderentes e colaboradores do Grupo «Alentejanos no Facebook», à Casa do Alentejo, ao Município de Évora, ao Turismo do Alentejo, às nossas queridas «Cantadeiras da Alma Alentejana»; ao Programa «Vamos ao Alentejo», da Rádio Alma Lusa e a todos os que nos deram força para não desistir.
Aos elementos do júri Daniel Casado; Domingos Xarepe e Umbelina Fresco a minha gratidão, pois não foi tarefa fácil visualizar milhares de fotografias e eleger.
Ao Luís Milhano, mentor deste Grupo agradeço ter confiado em mim um dia e ter-me convidado a administrá-lo.
A todos os que me deram força para não desistir, mesmo os que preferiram o anonimato, BEM HAJAM.
Tem sido uma experiência muitíssimo gratificante estar aqui.
Ao Alentejo e ao Alento que, não sendo a minha terra natal, um dia me adoptou e me deu uma filha, fica a minha Paixão.
Muito gostaria de contar com a vossa presença.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
[Setúbal na Rede] - O Forte e a Ilha do Pessegueiro









Mas poderão rumar ainda mais ao mar: Sines, a Ilha do Pessegueiro, Vila Nova de Milfontes.











Caso possa sair de Lisboa neste fim de semana ou nas suas férias, recomendo, pois, que vá ao Alentejo Litoral e espreite o que em Tróia, Santiago do Cacém, Sines e a Ilha do Pessegueiro, Vila Nova de Milfontes há para ver.
Aproveite e faça também um regresso ao tempo dos Romanos.
Imagens a partir do blogue http://mulheresaoluar.blogspot.com/
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A vós ...
A vós e a todos os outros que aqui não estão as folhas deste meu "caderno de campo".
Ao Alentejo que será sempre o lugar que me acolheu e que viu nascer a minha filha!
Quem me dera poder visitar hoje os meus lugares sagrados: o Pêgo do Altar; Santana do Campo, onde a Igreja se sobrepõe ao templo pagão, a Igreja da Represa, perto da barragem romana que lhe deu o nome; a Anta cristianizada de S. Brissos e a igreja do Carmo,na Azaruja, onde um dia uma senhora chamada Estefânia orou pela criança que ia cuidar: a minha. Sim aí quero voltar.
Mas voltarei, sim, espero ainda voltar um dia, ao Alentejo dos montes e dos lugares de crença, quase que em romaria e, aí, demorar-me-ei onde tiver que me reter...
Esse Alentejo onde ainda se comem os restos do Borrego, junto à água, em dias de Pascolela, fazendo-se libações até ao sol pôr.
Assam-se silarcas e cantam-se modas aquecidas com vinho acre.
E onde há sítios que ainda me fazem repousar, porque, no seu silêncio, me consigo ainda ouvir os sussurros do Infinito.
Quem me dera a Graça do Divor, mas contigo pela mão, pois dela não me fui capaz de me separar.
Até lá, continuo a guardar esses lugares num sítio mágico do meu ser, esperando que os possa visitar numa nova viagem, como no conto em que acreditei.
Belo e com um bom final ...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Visita às Ruínas de Miróbriga

Sábado, 11 de Dezembro · 11:00 - 17:00
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Local Santiago do Cacém
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Criado por Filomena Barata em:
http://www.facebook.com/event.php?eid=175181599165772#wall_posts
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Na sequência da visita já realizada às Ruínas de Tróia de que aqui já demos nota, vamos já no próximo Sábado até Miróbriga, Santiago do Cacém.
A iniciativa conta com a colaboração da Liga de Amigos de Miróbriga.
Tentaremos ainda obter a colaboração do «Portugal Romano», dos «Alentejanos no Facebook» e «Setúbal na Rede» para a sua divulgação.
O local de encontro será nas próprias Ruínas, pelas 11h, ou na Praça de Espanha, para quem parte de Lisboa, pelas 8h 30m, no parque junto ao Restaurante Gôndola, na Praça de Espanha.
Relativamente à localização de Miróbriga, está identificada no Roteiro de Miróbriga publicado neste blogue.
Sejam bem vindos!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
O mundo é do tamanho que nós conseguimos fazer!!! Um testemunho.



Na sequência da minha deslocação a Angola, de onde sou natural e também cidadã, tive a sorte de conhecer o Sr. Director do Instituto Nacional da Criança, com quem tive a oportunidade de conversar demoradamente, tendo-lhe sugerido, caso merecesse a anuência do Município do Redondo, um acordo de colaboração, ou uma eventual geminação entre as duas cidades, centrada na Infância. Sugeri ainda que o projecto pudesse ter como a ideia central o desenvolvimento integrado, a formação, a ocupação dos tempos livres das crianças, podendo Angola potenciar a Natureza e o Património Natural como veículo de um crescimento saudável e o Redondo, Portugal, potenciar o seu Património Cultural, como veículo de formação também para a cidadania, tanto mais que tive oportunidade de muito reflectir sobre esta matéria quando ocupei o cargo de responsável da Direcção Regional do IPPAR no Alentejo.
Assim, o projecto de colaboração poderia ter, do meu ponto de vista, como ideias mestras para desenvolvimento as que sintetizarei:
Conceito: A Infância e o Crescimento na Cidadania e na Igualdade
Objectivos Gerais: Criar uma parceria/eventual geminação entre duas cidades: Redondo, Portugal e Novo-Redondo (actual Sumbe), Angola.
http://www.cm-redondo.pt/pt/CM-Redondo.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/angola/kwanza-sul.php
Objectivos específicos: Viabilizar uma concertação de esforços no sentido de permitir um crescimento mais equilibrado, de acordo com os Direitos da Criança, universalmente aceites, designadamente os seguintes: • os direitos relativos ao desenvolvimento (ex. o direito à educação) • os direitos de participação (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião) Público alvo: As crianças, tendo em mente as definições internacionais. Conteúdos a desenvolver: 1 - Na área educativa e pedagógica, através de conteúdos específicos a tratar na escolaridade obrigatória, designamente no «Estudo do Meio»; Português 2 - Na área Formativa através do desenvolvimento de actividades extra-curriculares. Temas a desenvolver: O Património Cultural e o Património Natural como veículos de crescimento integrado.
Hoje tive a alegria de, após já ter obtido a anuência do Município do Redondo quanto aos princípios gerais e a disponibilidade de avaliar de que forma se poderia vir a concretizar, receber a confirmação do Instituto da Criança de Angola, pelo que posso afirmar publicamente que foi um dos dias mais felizes da minha vida!!!
Parabéns ao Município do Redondo por se ter predisposto a avaliar esta proposta, parabéns ao Instituto da Criança no Kuanza Sul, por ter aceite pensar de que forma se pode vir a desenvolver este projecto conjunto a bem das crianças do mundo e deste Atântico que nos une.
Ao Alentejo que viu nascer a minha filha e ao Kuanza Sul, no país onde vi a Luz e que é também o meu país até já, até sempre.
A todos os meninos "baratinhas" espalhados pelo Mundo e ainda aos que outros nomes têm !!!!



