sábado, 4 de julho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
OLISIPO E A ROMANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO, Museu da República e Resistência
- 19:30 até 21:30

BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA - Espaço GRANDELLA Estrada de Benfica, 419
CONFERÊNCIA: OLISIPO E A ROMANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO
Por FILOMENA BARATA - Formada em História e com Mestrado em Arqueologia -Técnica Superior da Direcção Geral do Património Cultural - Sócia Fundadora da Associação Portugal Romano
RAUL LOSADA – Jornalista - Sócio Fundador da Associação Portugal Romano - Director da Revista Portugal Romano
Pretende-se fazer a apresentação do que foi o Processo de Romanização na Hispânia e, em particular, na Lusitânia, referindo-nos às grandes mutações que se operaram no território com a chegada dos Romanos. Debruçar-nos-emos sobre aspectos Administrativos; sobre a Vida Urbana e a Vida Rural; sobre a economia monetária e ainda sobre a exploração dos recursos designadamente os agrícolas, mineiros e piscatórios, durante a ocupação romana.
Nesse contexto serão dados a conhecer os vestígios romanos de Olisipo a que algumas lendas quiseram atribuir uma fundação mítica a Ulisses.
29 Maio - quarta - 19h30 BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA - GRANDELLA Estrada de Benfica, 419 Lisboa ENTRADA LIVRE VISITA: ROTEIRO OLISIPO 01.06.3013 - sábado - 15,00h - Casa dos Bicos - Lisboa Casa dos bicos - Fábrica de preparados de peixe, cetárias romanas. Muralha tardia NARC/BCP - Fábrica de preparados de peixe, cetárias romanas Vestígios de habitação, mosaico e termas. Lápides das Pedras Negras - inscrições romanas que reflectem a religião e administração de Olisipo Claustros da Sé de Lisboa - estrada romana de acesso entre a zona ribeirinha e o teatro romano. Pedras romanas e visigóticas nas paredes da Sé. Teatro Romano de Olisipo Núcleo museologico do Castelo de S. Jorge. Evidências da primeira presença romana na cidade, instalação militar a época de Junio Bruto. Guias: FILOMENA BARATA e RAUL LOSADA VITRIOL – ASSOCIAÇÃO DIVULGAÇÃO LÍNGUA CULTURA LUSÓFONA T: +351 918 959 584 E: vitriol.portugal@gmail.com W: vitriolassociacaolusofona.blogspot.pt
Claustros da SéLenda de Lisboa Ora conta a lenda que a costa que hoje é a de Lisboa, tinha um estranho nome: Ofiusa -que quer dizer "Terra de Serpentes". As serpentes tinham a sua rainha. Uma rainha muito estranha, metade mulher, metade serpente...senhora de um olhar feiticeiro, e de uma voz muito meiga. Às vezes, esta estranha rainha subia ao alto de um monte e gritava ao vento, só para que pudesse ouvir a sua própria voz: "Este é o meu reino ! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a pôr aqui os pés: ai de quem ousar!Pois as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer!". De facto, durante muito tempo, ser humano nenhum se aventurou a desembarcar nesta costa que ela pensava que estaria amaldiçoada pelos deuses e também pelos homens. Porém um dia, vindo de muito longe, um herói lendário chamado Ulisses, famoso pelas suas aventuras guerreiras, atracou na cidade. Ficou deslumbrado com as belezas naturais que viu e ao desembarcar subiu a um monte, e com a sua máscula voz, gritou ao vento: "Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo ! E dar-lhe-ei o meu próprio nome: será a Ulisseia, capital do Mundo !" E a sua profecia concretizou-se... e hoje, embora não tenha o nome dado pelo herói mitológico grego "Ulisseia", é uma das mais belas cidades do Mundo, e chama-se LISBOA.
Cit. a partir de http://lisboa.blogs.sapo.pt
Planta de GEO - Grupo de Estudos Olisiponenses.
ET: Apenas uma nota, quando se afirma no texto acima que Lisboa já não é Ulisseia, não é uma informação totalmente correcta. Há quem afirme que Lisboa seja uma corrupção de Ulisseia, que, no tempo dos Romanos, derivou para Olissipo e que originou o topónimo Lisboa. No entanto, vale a pena retomar a história "mitográfica", como nos foi contada pela Monarchia Lusitana e pelos historiógrafos alcobacenses. E mais ainda há quem afirme que as sete colinas mais não são do que nós da serpente... mas também há quem queira justificar qua a ocupação de sete colinas de Lisboa advém de uma relação com a fundação mítica de Roma, também ela cidade de sete colinas. «Mas independentemente desta proveniência lendária popular foi Frei Nicolau de Oliveira (...) empenhado em arranjar um paralelo apressado com a cidade de Roma que as referiu pela primeira vez no século XVII. Com o crescimento urbano, estendeu-se a outras elevações e, no século XVI, Damião de Góis já a descrevia espalhada por cinco colinas: Esperança, São Roque, Sant'Ana, Senhora do Monte (ou Santa Catarina do Monte Sínai) e Castelo (ou São Jorge)». cit. a partir de Wikipédia
Quanto a Ulisses, diz-se que: Após a guerra de Tróia, Ulisses e os seus companheiros teriam sido surpreendidos por uma tempestade junto a Gibraltar, franqueado as Colunas de Hércules e rumado a norte, tendo sido os primeiros gregos a avistar as costas de França e de Inglaterra. Nessa viagem, no fim da qual encontrou a morte, uma das paragens do herói teria sido no estuário do Tejo, pelo que o antigo topónimo Olissipo teria precisamente o significado de «onde Ulisses passou». Trata-se de um dos mitos preferidos dos poetas portugueses da Renascença, ao qual Camões consagrou várias estrofes d’Os Lusíadas, e cujas referências remontam a um autor romano, Caius Julius Solinus, a quem se devem muitas outras lendas. O assunto foi tratado por Dante, que na sua Divina Comédia se refere à tempestade, mas que não acreditava que Ulisses tivesse passado o estreito de Gibraltar. A descoberta de prováveis vestígios de um templo grego na colina junto ao Tejo fez com que os eruditos portugueses do séc. XIX recuperassem a lenda da fundação de Lisboa por Ulisses, pelo que a partir daí o mito passou a fazer parte da história da cidade. Contudo, que se conheça, não existe nenhuma estátua em Lisboa dedicada a Ulisses. Cit. a partir de http://insoniasoniricas.net
«Uma embaixada de olisiponenses, para esse efeito enviada, anunciou ao imperador Tibério que tinha sido visto e ouvido, numa gruta, tocando búzio, um Tritão cuja forma é bem conhecida. Também não é falsa a ideia que se tem das Nereides, com o corpo coberto poe escamas, mesmo na parte em que têm figura humana. De facto, também na mesma costa se avistou uma em agonia e cujo canto triste os habitantes ouviram ao longe».Plínio (N.H. 9,9). Versão comentada por Amilcar Guerra, Edições Colibri, 1995.

Filomena Barata «O Tejo dista do Douro duzentas milhas, ficando entre eles o Munda. O Tejo é famoso pelas suas areias auríferas. Distando dele cento e sessenta milhas, ergue-se o promontório Sacro, aproximadamente a meio da parte frontal da Hispânia». (Plínio H.N. 4, 115).
«Nas margens do rio fortificou Olisipo para ter mais livre o curso da navegação e o transporte dos víveres (...) O rio é muito rico em peixe e abundante de ostras» (Estrabão, Livro 30, I Parte), diz-nos Estrabão referindo-se a um dos momentos da conquista da Lusitânia por Décimo Júnio Bruto, em finais do século II a.C., quando encontra junto ao estuário do Tagus a antiga povoação de Olisipo, entreposto de Fenícios e Gregos.
A localização de Olisipo deve-se, muito possivelmente, ao facto de ser um local priveligiado do ponto de vista topográfico «ponto de confluência entre realidades mediterr<ânicas e atlântico-continentais, condicionando também decisivamente e nos seus mais diversos aspectos, a romanização da cidade e território envolvente.
A este facto se encontra, por exemplo, intimamente ligada a acção empreendida por Decimus Iunius Brutus, em 138 a.C. (...). O amuralhamento de Olisipo deve ser entendido como um dos fundamentais preparativos que antecederam as campanhas contra Lusitanos e Galaicos: na verdade, Brutus só fortificaria a cidade se lhe tivesse reconhecido prévia e inequívoca adesão à causa romana, e a considerasse seguramente fiel, inclusive numa eventual adversidade - ou seja, em conjuntura de derrota». José Cardim Ribeiro, Felicitas Iulia Olisipo, 1994, in Separata de Al-Madan, admite, portanto que à época da campanha de Brutus já Olisipo fosse fortemente romanizada.
Vamos pois de braço dado para recordar esta Lisboa de tantas escalas, a das vielas tortuosas que às colinas se agarrou, a que foi cortada, aplanada desde que Roma a tomou, por terraças grandes onde o poder implantou os seus lugares amplos ou mesmo esmagadores.
No lugar onde foi erguida a Sé veremos os restos de vias e habitações. Bem perto, os restos do Teatro Romano.
Foram primeiro ocupadas as zonas altas, com os fora e os templos, os teatros onde se falava latim.
«O teatro romano da cidade de Olisipo foi edificado nos inícios do séc. I, possivelmente em época do Imperador Augusto. Apesar de não existir qualquer inscrição que nos confirme esta cronologia, existem indícios suficientes para que seja considerada segura. Em contrapartida, encontra-se epigraficamente documentada a remodelação do teatro ocorrida em 57 d.C., comprovada pela inscrição do muro do proscaenium que refere as obras de renovação dessa mesma estrutura, bem como da orchaestra, custeadas pelo seviro augustal Caius Heius Primus. Este tipo de financiamento de obras públicas, que é antes de mais um acto de propaganda para quem as custeia, integra-se nas correntes beneméritas habituais por todo o Império, tendo em Olisipo atingido o auge na época julio-cláudia.
A Descoberta O Teatro romano foi descoberto em 1798, na fase de reconstrução da cidade após o terramoto de 1755. Tradicionalmente deve-se ao arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri a sua descoberta. Apesar dos seus esforços, novos edifícios foram construídos sobre as ruínas, tendo progressivamente sido esquecida a memória de ali ter existido um teatro romano».
Nas suas colinas e ruas há lápides que nos falam de tribunos e de deuses, a exemplo das da Travessa do Almada que aí marcaram o tempo, a crença e o poder.

«Quando da construção de um prédio pombalino na Travessa do Almada, conhecido justamente como "prédio do Almada", foram descobertas quatro lápides contendo inscrições latinas, duas das quais dedicadas aos deuses romanos Mercúrio e Cíbele. As lápides foram mantidas no local, integradas na fachada lateral do edifício, onde se encontram actualmente. Lápide e por um troço de coluna e pequeno pedestal, e nela se lê DEVM MATR / T. LICINIVS / AMARANTIVS / V. S. L. M, ou Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses».
Lápide e por um troço de coluna e pequeno pedestal, e nela se lê DEVM MATR / T. LICINIVS / AMARANTIVS / V. S. L. M, ou Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses
«Os testemunhos do Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros foram postos a descoberto na sequência de trabalhos de remodelação num edifício pombalino, para servir de novas instalações ao BCP (Banco Comercial Português).
«Reconstituição hipotética do complexo industrial» *** As intervenções arqueológicas, efectuadas por técnicos afectos ao ex-IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico), foram financiadas em grande parte por aquela instituição bancária. A recuperação das estruturas e vestígios arqueológicos encontrados nas caves do edifício, e a sua adaptação por meios modernos a espaço museológico, constituem um caso exemplar, a seguir em futuras obras na baixa lisboeta (e não só) pois que esta área da cidade mantém ainda escondidos muitos dos segredos do seu passado. A área ocupada pelo Núcleo abrange cerca1000 m², ou seja, o equivalente à largura do quarteirão pombalino e metade do seu comprimento, e nela pode ser feita quase de forma ininterrupta uma viagem no tempo desde a época ibero-púnica até à época pombalina».
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Um Bom Ano
Crónica a editada em «Setúbal na Rede», 09.01.2015
http://setubalnarede.pt/canal/um-bom-ano-novo/
Um Bom Ano Novo
Tinha iniciado esta crónica, convicta de que um Novo Ano é sempre um momento de Renovação, dedicando-me a analisar o simbolismo da romã e dos Reis Magos que recentemente comemorámos, esse momento que, em termos genéricos, representa a Viagem no sentido da Luz e a Humildade. Mas o massacre hediondo que teve em lugar em Paris, essa pátria da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, atentando contra os Valores Universais e a possibilidade da expressão, veio, confesso, toldar-me os pensamentos.
Sou de uma geração moldada pelos princípios da Democracia e da Tolerância, cresci enquanto ser mais consciente nos valores democráticos, num mundo multicolor e de muitas raças, acreditando que na diferença se fazia a União.
Cria mesmo que os próprios Reis Magos espelhavam essa interculturalidade, um mundo feito de raças, e que segundo a Cristandade acabou por representar a ideia dos poderosos que são capazes de se vergar perante um Menino de nascimento humilde.
Crê-se até que não seriam efectivamente reis, mas sacerdotes ou mesmo astrónomos, pois mago é também o que detém Sabedoria e Filosofia.
Pouco se sabe sobre as suas origens, mas vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro, provavelmente era oriundo de Sabá, um local mítico que se supõe ser na Península Arábica, mas que os etíopes pretendem identificar com a Abissínia.
Representavam as três raças bíblicas já referidas no Génesis, isto é, os semitas (sem nome) e que parece terem povoado a Ásia, sendo progenitores dos iranianos, assírios, turcos; os jafetitas, descendentes de Jafé; e os camitas, de onde se pensa serem oriundos os povos da Ásia Oriental e da África, como os egípcios, líbios e etíopes,tratando-se, portanto, a sua viagem guiada por uma estrela de uma homenagem de todos os Homenagem dos Homens da Terra ao “Rei dos Reis”, mesmo que o seu “Reino não fosse deste Mundo”, de acordo, aliás, com os Salmos 72:11 “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.
Costuma associar-se aos seus nomes a diferentes características: Gaspar, o mais novo, é o portador de incenso como reconhecimento da Divindade, é “Aquele que vai inspecionar”; Melchior ou Belchior era velho e o que porta o ouro em reconhecimento da Realeza, significa “Meu Rei é Luz”; e Baltazar, com 40 anos, é o que oferece a mirra em reconhecimento da Humanidade.
Lembro ainda, por exemplo, que a especiaria que Baltazar oferece ao Menino, a mirra, feita de uma erva resinosa, era usada pelos Romanos como perfume, para além das suas qualidades terapêuticas e medicinais, sendo recomendada por Dioscórides que foi médico das legiões romanas na Palestina, no século I, para situações febris e para dores de costas, desinterias e outros problemas intestinais.
Por sua vez, a Romã, conhecida por “malum punicum”, isto é, “maçã púnica”, lembrando os velhos Fenícios, aparece associada na miltologia greco-romana, a Afrodite (Vénus), Hera e Perséfone.
A romã já era conhecida dos hebreus nos tempos bíblicos, sendo referida uma pintura dessa fruta nos pilares do templo de Salomão. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Rei Salomão falava de um pomar de árvores de romã e, quando os filhos de Israel vagueavam pelo deserto, recordavam-se das refrescantes romãs do Egipto. A sua simbologia tem analogias com o figo em termos místicos e bíblicos.
A romã já era conhecida dos hebreus nos tempos bíblicos, sendo referida uma pintura dessa fruta nos pilares do templo de Salomão. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Rei Salomão falava de um pomar de árvores de romã e, quando os filhos de Israel vagueavam pelo deserto, recordavam-se das refrescantes romãs do Egipto. A sua simbologia tem analogias com o figo em termos místicos e bíblicos.
A romã era também conhecida de sírios e fenícios, mas é na mitologia grega que passa a ser considerada um símbolo de fertilidade e, por isso a sua associação a Demeter, Perséfone, Afrodite, Atena.
Entre os Muçulmanos, Maomé incitava que esta fruta fosse comida para protecção contra o ódio e a inveja.
Na Mitologia Grega foi usada para simbolizar a alegoria das estações do ano e do ciclo anual das colheitas.
A fertilidade está simultaneamente ligada à morte, uma vez que incontáveis “mãe-deusas” também foram adoradas como governantes do mundo dos mortos e senhoras da guerra. Afinal representantes de um ciclo de vida.
Entre os Muçulmanos, Maomé incitava que esta fruta fosse comida para protecção contra o ódio e a inveja.
Na Mitologia Grega foi usada para simbolizar a alegoria das estações do ano e do ciclo anual das colheitas.
A fertilidade está simultaneamente ligada à morte, uma vez que incontáveis “mãe-deusas” também foram adoradas como governantes do mundo dos mortos e senhoras da guerra. Afinal representantes de um ciclo de vida.
Ainda segundo a mitologia Greco-romana, Perséfone passava forçadamente metade de cada ano com Hades, porque tinha comido algumas sementes de romã durante o tempo em que vivera com ele no mundo dos infernos, quando fora raptada pelo deus. O acordo que Zeus havia feito com Hades pressupunha que Perséfone/Properpina regressasse para a superfície da terra sem nada ter comido.
Como não o fez, tendo ingerido seis bagos de romã antes do seu regresso, Perséfone passava assim parte do ano junto dos pais, assumindo-se como Koré, a eterna adolescente, e o restante com Hades, quando representava a Perséfone das profundezas.
Também Hera, esposa de Zeus, ostentava na sua mão uma romã, simbolizando aqui a fertilidade, o sangue e morte.
O seu sumo é considerado o sangue do deus Dionísio e segundo a mitologia Afrodite, a deusa do amor, havia-a plantado na terra, como acima mencionámos.
Ao que diz também a Mitologia, Afrodite tê-la-á plantado em Chipre e Odisseu encontrou-a no palácio de um rei fenício.
Em Roma, o fruto da romã na mão da deusa Juno foi um símbolo de união. Esta árvore, por causa das suas flamejantes flores vermelhas, representava o amor, o casamento e a fertilidade. As noivas usavam guirlandas feitas com galhos de romã em flor.
Ao que diz também a Mitologia, Afrodite tê-la-á plantado em Chipre e Odisseu encontrou-a no palácio de um rei fenício.
Em Roma, o fruto da romã na mão da deusa Juno foi um símbolo de união. Esta árvore, por causa das suas flamejantes flores vermelhas, representava o amor, o casamento e a fertilidade. As noivas usavam guirlandas feitas com galhos de romã em flor.
Os persas, quando se tornaram seguidores de uma religião iraniana do fundador Zaratustra, construíram vassouras sagradas feitas de galhos de árvores da romã. Este fruto também era importante no nascimento e na morte. “Os recém-nascidos eram agraciados com um cordão para acompanhá-los durante toda a vida. Durante esta cerimónia, as sementes de romã eram atiradas ao ar. E, no leito de morte, sumo de romã era dado de beber aos moribundos persas. Ardvi Sura Anahita, a deusa iraniana de todas as águas e da fertilidade, é apresentada com uma flor de romã sobre os seios. Também no Budismo, a romã é considerada como um dos frutos sagrados. Na alquimia, ela foi considerada como uma fruta que prolonga a vida. Para os representantes da alquimia chinesa, este sumo avermelhado brilhante era “alma concentrada” e trouxe longevidade e até mesmo imortalidade”. Cit. A partir de http://elixirderoma.com/historia.html
A romã já era conhecida dos hebreus nos tempos bíblicos, sendo referida uma pintura dessa fruta nos pilares do templo de Salomão. De acordo com as Sagradas Escrituras, o Rei Salomão falava de um pomar de árvores de romã, e quando os filhos de Israel vagueavam pelo deserto, recordavam-se das refrescantes romãs do Egito. A sua simbologia tem analogias com o figo em termos místicos e bíblicos.
Por isso, ainda hoje, a Romã está presente em muitas das festividades judias, sendo uma das 12 frutas especiais para o povo judeu. De acordo com um testemunho de Beatriz Montoito, ela faz parte da mesa do sêder em datas especiais porque ela possui 613 sementes lembrando que “uma pessoa tem falhas mas também tem méritos”.
Entre os Muçulmanos Maomé incitava que esta fruta fosse comida para protecção contra o ódio e a inveja.
Mas a Romã simboliza ainda a ideia de união e da solidariedade na individualidade de cada grão e é,enquanto tal, que é usada como símbolo de rituais mistéricos e iniciáticos. No fundo, o “Unir o disperso”.
Não consigo, portanto, imaginar um mundo dominado em que à interculturalidade seja substituída pelos divórcios extremistas, pelo Medo, pela xenofobia ou pelos fanatismos que conduzem à Intolerância ou a discursos políticos contra a multiculturalidade como alguns a que assistimos.
Por isso, em homenagem aos que morreram, fica hoje a minha apreensão e a consciência clara de que defenderei ainda mais a Liberdade de pensamento e de coexistência na diferença, independentemente do sítio onde possa estar ou do tema que possa abordar.
Porque não posso imaginar que qualquer divindade me exija que não seja livre ou que mate em nome de uma “Fé”.
Por isso, hoje direi ainda mais alto: viva a liberdade, igualdade e fraternidade!
Bom 2015
Bom 2015
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)

