terça-feira, 9 de agosto de 2016

O que é a Arqueologia? Filomena Barata e Antónia Tinturé


Este pequeno livrinho foi concebido para distribuir numa escola secundária de Santiago do Cacém, visando o envolvimento de alunos e docentes com interesse pela Arqueologia, no âmbito de um «Clube Europeu de Arqueologia» criado nesse estabelecimento para sensibilização à temática.
Embora incipiente e desactualizado, reproduzimos aqui o seu conteúdo, para testemunho dos vindouros.
Trata-se da sua 2ª edição, publicada em 1996.


 




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Agosto, o mês de Augusto entre Lisboa e o Algarve



Agosto, o mês de Augusto entre Lisboa e o Algarve

Filomena Barata



Como gostaria de vos poder falar hoje do período que vivi, Atlântico distante, muito longe do Promontorium Sacrum, lá num país onde, ao que se sabe, os Romanos não chegaram: a Angola que me viu nascer e que nunca esquecerei.
Mas, ainda assim, também lá chegam os ecos dessa Civilização do Ius, atravessando todos os Mares, através da Língua Portuguesa e do Direito Romano que ainda hoje influencia e melhor jurisprudência do Mundo.
Tanto gostaria de vos falar de passeios dados, entre montanhas e florestas, que por ainda ali parece que não acolhem bem as gentes, não vá a tentação humana acabar por as estragar.
Mas não, infelizmente o trabalho tolheu-me, porque as férias são parcas num país em crise, ou são cada vez mais só para alguns.
Saber-me-ia tão bem relembrar esse caminho que, atravessando calmamente o Sado e descendo a costa alentejana devagar, cruzando sítios de mil memórias, dirigir-me ao Ponto onde a mitologia nacional diz ter nascido a Escola de Sagres, que nos permitiu alcançar o local que me viu nascer e tantos outros mais.
Recordar os corvos, esses corvos que acompanhando o Santo, de Vicente seu nome, vieram do Promontório Sagrado até Lisboa e que, séculos mais tarde, nas caravelas, farão também companhia aos navegadores.
Não será ainda hoje que dele voltarei a falar, pois numa muito breve incursão ao Algarve, apenas tive ocasião de revisitar, em Ossonoba, a actual, Faro, o mosaico do Deus Oceano.
O mosaico esse que poderia quase sintetizar todos os mitos que se elaboram sobre o desconhecido, o mundo sobre o qual cai a nossa curiosidade, mas que não podemos, por um motivo qualquer, conhecer.










Mosaico do Oceano. Museu de Faro.

Descoberto em 1926 entre as Ruas Infante D. Henrique Ventura Coelho, Faro, foi novamente reenterrado, só voltando a ser redescoberto em 1976 no decurso de obras de construção.
Datado de finais do século II ou inícios do III d.C, deveria pertencer a um edifício público havendo quem o relacione com actividades marítimas, talvez a sede duma corporação profissional (schola), como admite Janine Lancha, hipótese essa que tem vindo a ser bastante questionada.
Os evergetas desta obra ou patrocinadores do mosaico têm os seus nomes no mesmo, como era,aliás, era comum em Roma.
A cabeça de Oceano é tratada como uma máscara e a associação dos Ventos (Euro e Bóreas) – que personificam as forças naturais – à cabeça de Oceano, não é a mais frequente nas representações do deus (Lancha, 1985:117).

Comentário (adaptado) e fotografia a partir de:

e http://www.cm-faro.pt/1044/o-mosaico-do-deus-oceano.aspx



Fotografia a partir de: Fotografia: http://www.cm-faro.pt/1044/o-mosaico-do-deus-oceano.aspx






Esse Mundo que navegantes de todos os tempos foram impelidos a desvendar.


O geógrafo Estrabão, no século I a. C., e Avieno, no século IV d.C., descrevem-nos pormenorizadamente a área compreendida entre o Estreito de Gibraltar e o Cabo de S. Vicente, esse lugar mágico onde o corpo do Santo que lhe conferiu o nome terá dado à costa. O Santo faz, portanto uma viagem mítica de Oriente, de Valência, para Ocidente, tendo aí ficado, ao que diz a lenda, enterrado na zona do Promontório por séculos, até que nos alvores da nacionalidade é trazido para Lisboa.


O livro III da Geografia de Estrabão é o que mais exaustivamente se prende à descrição da Hispânia, iniciando-se praticamente com a descrição do Cabo Sacro. O geógrafo grego refere-o, tal com se verifica no texto citado por Avieno, como o ponto mais ocidental da Ibéria: «Este é o ponto mais ocidental não só da Europa, mas também de toda a oikouméne» (Estr. III, 1, 4).


Estrabão informa-nos ainda da localização dos principais centros urbanos da Turdetânia: «Os indígenas, conhecedores da natureza da região, e sabendo que os esteiros podem servir para o mesmo que os rios [refere-se às trocas comerciais] construíram as suas cidades e povoados nas suas margens, como o fazem nas ribeiras dos rios. Assim foram fundadas Asta, Nabrissa, Onoba, Ossonoba, Mainoba e outras mais» (Estr. III, 2, 5).


Referida em diversos autores da Antiguidade Clássica durante muito tempo se associou a cidade romana de Ossonoba às Ruínas da grande casa agrícola ou villa de Milreu.


Mesmo Estácio da Veiga, o grande arqueólogo algarvio, quando escavou Milreu, em 1877, julgou que se tratava da Ossonoba, referida pelos escritores da Antiguidade, o mesmo sucedendo com muitos outros investigadores de várias épocas, até meados do século XX, não podendo deixar de referir Garcia de Resende que partilhava dessa mesma ideia.


Só nos anos 50 do século XIX, Abel Viana se dá conta que realmente se tratava de um equívoco.


Mas já outros investigadores haviam defendido a localização de Ossonoba em Faro, designadamente José Leite de Vasconcelos, sendo apenas, como acima dissemos, a partir de meados do século XX que se esclarece definitivamente a questão com as escavações efectuadas por Abel Viana e Lyster Franco, quando é colocado a descoberto um podium de um templo localizado no fórum, que foi parcialmente escavado sob a actual Sé-Catedral.


Sabe-se hoje que a cidade romana de Ossonoba, que teve também ocupação anterior, foi uma das importantes cidades do sul da Lusitânia, tendo com o Imperador Augusto e sua grande reforma administrativa uma grande expansão.


As relações de proximidade com a vizinha Província da Bética contribuíram para que Ossonoba e o seu território tenham um grande desenvolvimento nos séculos III e IV, designadamente em torno da exploração de preparados piscícolas e do comércio marítimo, até que, no século IV, tal como acontece noutras cidades da Hispânia, sofre uma retracção.
A propósito do Mosaico do Oceano, já várias vezes estudado e publicado, há várias teorias, designadamente sobre o tipo de edifício onde se localizaria e os ofertantes desta obra que nele são nomeados. Mas a esta temática não me prenderei, tanto mais que existe uma boa síntese da autoria de Luís Fraga da Silva que lhe é dedicada, publicada num blogue cuja leitura recomendo. Julgo tratar-se de um trabalho fundamental para o melhor conhecimento do Algarve e seu Património, destacando, no caso específico, uma entrada que se refere especificamente ao mesmo.


http://imprompto.blogspot.pt/2011/11/o-mosaico-do-oceano-de-ossonoba-faro.html






Inclino-me a aceitar a teoria defendida por esse investigador e outros mais que admite que o edifício do mosaico pudesse ser onde se sediava o poder provincial de Ossonoba.


Descoberto em 1926 entre as Ruas Infante D. Henrique Ventura Coelho, Faro, foi «novamente reenterrado, só voltando a ser redescoberto em 1976, no decurso de obras de construção, e foi datado de finais do século II ou inícios do III d.C, embora dúvidas subsistam também sobre a sua cronologia, havendo quem defenda que possa ser de período mais tardia, mesmo o século IV d.C.













Sem me demorar nesse tema, pois, como acima referi já tem sido deveras equacionado, queria hoje apenas deixar uma lembrança sobre o tema iconográfico do Oceano, cuja conotação não pode permitir associações marítimas inequívocas para o local onde estaria pois, ao contrário do que a designação possa parecer, o Mar Oceano é, na mitologia grega, um grande rio que envolvia o Mundo. Ao que dizem as lendas o Oceano era concebido, portanto, como um rio-serpente, que cercava e envolvia a terra. Já para os Sumérios a Terra estava sentada sobre o oceano, também um rio-serpente. Na mitologia grega como o refere Ésquilo (525 a.C. – 456 a.C.) na sua obra «Prometeu Agrilhoado», o Rio-Oceano é a personificação da água que rodeia o mundo: correndo em torno da esfera achatada da terra, como diz Ésquilo cujo curso, sem jamais dormir, gira ao redor da Terra imensa.


À medida que os conhecimentos geográficos se tornaram mais precisos, por Oceano passou a denominar-se o Oceano Atlântico, ou seja limite ocidental do mundo antigo.


O Oceano simboliza o poder masculino, assim como Tétis, sua irmã e esposa, representa o poder e a fecundidade feminina do mar. É o pai de todos os rios, que segundo a Teogonia, são mais de três mil, bem como das quarenta e uma Oceânidas, que personificam os riachos, as fontes as nascentes, motivo pelo que é vulgar que mosaicos com este tema mitológico apareçam associados a ambientes aquáticos ou mesmo termais.


À cabeça de Oceano estão associados os Ventos (Euro e Bóreas), ou seja as Forças da Natureza, e graças à enorme descendência das divindades decorrem para a Mitologia as linhas de água.


Aproveito para desejar que, neste Agosto quente, cuja designação recorda o imperador Augusto e o que nos deixou como herança, a que nos prendemos aqui há exactamente um ano, não nos falte a água primordial, já que a crise nos traz mais arredados do Atlântico, neste território sul do Ocidente que foi a antiga Lusitânia.

No Mês de Augusto

No Mês de Augusto
Filomena Barata


Retrato de Augusto. proveniente de “Myrtilis” (Mértola) .
Fotografia Museu Nacional de Arqueologia

A partir de crónica publicada em Setúbal na Rede, Agosto 2014

Ainda no mês em que se comemora a morte do Imperador Augusto (23 de Setembro de 63 a.C. — 19 de agosto de 14 d.C.) cuja importância para o actual território português foi notória, quer no que respeita à pacificação do mesmo –a  Pax Augusta – quer da grande reforma administrativa que implementou, tentaremos falar de cidades, um dos fundamentais alicerces da Romanização.
A cidade é um dos alicerces de um Império, que assenta, por um lado, na «normalização» que tenta imprimir às mais longínquas fundações, mas que se sustenta, por outro lado, à custa da diversidade local e da maximização das potencialidades regionais, faz-nos dimensionar a complexidade de questões que se levantam ao estudo da organização urbana em época de dominação romana.
A noção de urbanidade, de que já os Romanos fizeram um dos pilares «civilizadores», contempla não só o fenómeno citadino propriamente dito, mas também a ideia de centros polarizadores de unidades territoriais, administrativas, económicas e produtivas que geram e partilham da dinâmica da cidade e das permutas feitas entre esta e outros «lugares centrais».
À volta de um aglomerado central do ponto de vista político e económico, desenvolvem-se no território pertencente à ciuitas um conjunto de actividades económicas de características fundamentalmente rústicas, pois nelas assenta maioritariamente a estrutura do Império que, gradualmente se vai tornando mais comercial.
A relação entre estes «centros» e as suas «capitais» e entre eles e os seus «territórios» fornecedores dos produtos indispensáveis para a manutenção dos aglomerados urbanos não é, por seu lado, estanque ou fixa no tempo, dependendo das relações de dominação militar e política que se estabelecem entre vencidos e vencedores, ou da permeabilidade que se consegue com as pré-existências culturais e económicas.
E será essa mesma vontade de entender as fundações urbanas de Época Romana o motivo pelo que, ainda este mês, no próximo dia 23, visitaremos as Ruínas Romanas de Tróia e Caetobriga (Setúbal) com o Projecto  «Portugal Romano», a exemplo de outras visitas já realizadas, como Felicitas Iulia Olisipo (Lisboa), Ammaia, Marvão; Sines; Miróbriga, Santiago do Cacém, Liberalitas Julia (Évora), Scallabis (Santarém), entre outras. Embora existam algumas fundações de época augustana, ou pelo menos assim indicie a topomímia, a exemplo de Bracara Augusta (Braga), é sabido que muitas das cidades romanas em território actualmente português, embora já existentes, sofreram uma ampla alteração urbanística nessa época, como se pode confirmar em Conímbriga, quando foi alvo de importante renovação urbanística sob esse principado e que se estenderá até finais do século I. Assim viu aparecer as infra-estruturas comuns aos meios urbanos: casas pobres e ricas, domus decoradas profusamente com mosaicos, apartamentos, vias, termas, lugares de espectáculo, como o anfiteatro, e o seu centro cívico ou Forum.
Embora ainda seja mal conhecida a rede de centros urbanos da província da Lusitânia, instituída por Augusto, sobretudo, por falta de investigação, e passarei a citar as palavras de Carlos Fabião, um especialista da Época Romana, os «textos antigos e epigrafia revelam um leque variado de núcleos urbanos de que conhecemos somente pequenas parcelas, por outro, desconhecemos em absoluto onde se localizariam muitos dos identificados por estas fontes».
No entanto, inúmeros dos núcleos urbanos referidos por Plínio-o-Velho no século I d.C. foram sendo gradualmente conhecidos e identificados, alguns dos quais acima referimos, não esquecendo ainda Pax Iulia, a capital do conventus, o Conventus Pacensis) criado também no tempo de Augusto que ocupava o sul do actual território português, tendo por limite, mais a Norte, o Conventus Scallabitanus.
Mas, sem dívida, a criação da Lusitânia, provalvelmente em 16 ou 15 a.C. com a capital em Augusta Emerita (actual Mérida), fundada como colonia em 25 a.C. e a divisão em novas circunscrições administrativas, os conventus, vem originar a criação de novas capitais: Augusta Emerita; Pax Iulia e Scallabis (Santarém), as três com estatuto colonial, que, por sua vez, vem originar a proliferação de núcleos urbanos de menor escala que estruturaram o território#.
Poderemos dizer, assim, que o período imperial que se instala em ambiente de pacificação com Augusto cria uma nova concepção filosófica e cultural que se reflecte no urbanismo e na na arquitectura.
A cidade da "utilitas" (utilidade), "venustas" (beleza) e "firmitas" (solidez) que o Arquitecto Vitrúvio  defende na sua obra “De Architectura” , escrita ao que se sabe entre 27 e 16 a.C., assume, com o novo regime, um carácter mais monumental e mais sumptuário, coroando o poder do imperador, "instrumento divino da nova ordem". A arquitectura torna-se, com o Império, a arte por excelência.
Suetónio (69?-160 d.C.) um biógrafo latino que teria nascido na época do imperador Adriano e se terá mesmo tornado seu epistolarum register e, por isso teve acesso aos arquivos do Estado e, inclusivamente, a conhecer a correspondência de Augusto, dedicou-se a escrever a vida d’ «Os Doze Césares». Assim se refere na biografia que dedicou a Júlio César, antecessor de Augusto, que " sobre o embelezamento e enriquecimento de Roma, assim como sobre a defesa e emgrandecimento do império, (ele) concebia diariamente os mais variados e vastos projectos; propunha-se, antes de mais, um templo dedicado a Marte, maior que nenhum dos que existiam em algum lugar do mundo (...); (e) pôr à disposição do público as bibliotecas gregas e latinas, tão ricas como fosse possível".
Por sua vez a obra do imperador Augusto, para além da implementação da ampla reforma administrativa já mencionada e da criação de novos núcleos urbanos, foi, em grande parte, consagrada a reparar as ruínas deixadas em Roma pelas guerras fraticídas dos últimos tempos da República.
Os restauros em antigos templos e a construção de novos, com a finalidade de reacender o espírito religioso canalizando-o para o culto imperial, são sintomas da clara consciência que os romanos têm da vantajosa associação de construções monumentais às manifestações de índole religiosa e política. Só no ano 28 d.C. se restauraram 80 templos em Roma e terminaram-se muitas obras que tinham ficado incompletas.
Suetónio diz-nos ainda na Vida dos Doze Césares que Augusto "Embelezou a cidade de Roma, (que) não (era) ornamentada segundo a magestade do Império e exposta a inundações e incêndios, de tal forma que com razão se vangloriou de " deixar de mármore a que tinha herdado de ladrilho". O Forum de Augusto "uma das obras mais belas jamais vista", segundo Plínio (23 d.C. – 79 d.C.) na sua História Natural o primeiro exemplo de um grande conjunto arquitectónico totalmente construído em mármore. Augusto também deixou Roma segura para a posteridade, "quanto pode prever-se com a razão humana", tendo criando um corpo de guardas nocturnos que vigiavam os incêndios e mandando limpar o leito do Tibre, responsável por muitas inundações.
Também refere ainda Suetónio que Augusto construiu muitíssimos monumentos públicos, referindo como principais um foro com um templo de Marte Vingador, um templo de Apolo no Palatino, outro de Júpiter no Capitólio. "Além disso, exortou os notáveis a embelezar a cidade, segundo as possibilidades de cada um, com monumentos novos ou reconstruindo e enriquecendo (os existentes)". Ao reconstruir os templos em ruínas ou destruídos, "enriqueceu-os a uns e a outros com presentes esplêndidos".
Por outro lado, a reorganização municipal de Roma permite uma reforma de índole religiosa. Aos Lares de cada vicus Augusto associa o Génio do príncipe que, deste modo, consuma a religião imperial. Muitas das iniciativas religiosas passaram a ser subordinadas às do princeps que se tornou, a partir de Augusto, sumo pontífice. (31)
Um outro autor, Virgílio (70 a.C – 20 a.C.) a que nos dedicaremos numa outra entrada, "celebrando a terra italiana e a pátria romana, tornar-se-á o auxiliar da obra restauradora de Augusto", ao reanimar a velha epopeia romana e ao exaltar as qualidades inerendes à latinidade, designadamente no que se refere às suas raízes agrícolas.
Sem querer, nem de longe, nem de perto, prestar-lhe as honras como fazia o colégio sacerdotal que ele próprio criou para lhe render culto, o Colégio dos Augustais, gostaria apenas deixar como apontamento que Augusto foi exímio propagandista de si próprio, tendo criado um conjunto de símbolos religiosos que têm reflexo e invadem a própria na vida cotidiana, mas a que também nos dedicaremos em posterior trabalho, deixo apenas uma nota, pois falamos de Setúbal e do Sado, e os golfinhos foram também símbolos do próprio imperador.

# Sobre as cidades romanas, para uma consulta simples, poderá ler neste mesmo site:

http://ascidadesdalusitania.blogspot.pt/p/as-cidades-romanas-da-lusitania.html

Lembremos que este mês de Augusto era marcado por inúmeros festivais, rementendo para o artigo publicado em  IMPERIVM ROMANVM , disponível em:

http://www.romanoimpero.com/2016/08/agosto.html