sexta-feira, 18 de abril de 2008

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer, Salacia, Filomena Barata













































































Salacia foi sempre um "tampão" ... quem a controlasse tinha na sua mão um rio, o estuário, o mar por perto e a serra por trás de si.

Já de ocupação pré-romana (lembremos o escaravelho que denuncia trânsito orientalizante); as orantes e os guerreiros da Idade do Ferro e as lindíssimas cerâmicas de bandas pintadas), sendo um iimportante Opidum pré-romano ocupado desde, pelo menos, os séculos VII-VI a.C.  Roma tornou-a ainda mais forte e com a chegada dos Romanos assiste-se ao crescimento da Urbs Imperatoria Salacia referida por Plínio.
A Idade Média, quer a islâmica, quer a cristã consumaram a necessidade de assumir aquele território como fonte inesgotável de recursos e como sítio estratégico para qualquer dominação.

As Clarissas, séculos mais tarde, deram-lhe uma feição mais contemplativa, ficando delas rosários e contas, cruzes, linhas de bordar e doces que ainda hoje se podem provar em Álcacer do Sal

Inaugurada a cripta arqueológica do castelo, podem visitar-se as estruturas arqueológicas e os objectos trazidos aos nossos dias pelas escavações aí promovidas nas últimas décadas.

 «Castelo de Alcácer do Sal - Cripta Arqueológica».

Num local privilegiado como o castelo de Alcácer, de ocupação milenar, deseja-se que o aproveitamento turístico (que a Pousada aí construída pode ajudar a consumar) dos vários pólos museológicos de Alcácer possa contribuir para que esta região tenha, de novo, um papel axial.

Citando Esmeralda Gomes, «para a construção da Pousada D. Afonso II aproveitando as ruínas do Convento de Nossa Senhora de Aracaeli, em Alcácer do Sal, o IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) levou a cabo escavações, que decorreram entre 1993 e 1997. Durante os trabalhos arqueológicos, foi posta a descoberto uma edificação, que, pelas suas características e espólio exumado, foi identificada como um lugar de culto. Nesse santuário, foi exumado um importante conjunto de estatuetas de bronze. Esses pequenos objectos representam figuras humanas e figuras de animais. As figuras humanas representam guerreiros (com escudo redondo numa mão e a provável adaga na outra mão) e orantes (personificação do penitente que pede ou agradece à divindade, tendo os braços erguidos em gesto de oração; a maioria estão nus e de sexo erecto). As imagens de animais representam grandes herbívoros, nomeadamente equídeos (cavalo ou burro), alguns bovinos (vaca, boi ou touro) e, excepcionalmente, uma única representa de cão. Pelas suas características são atribuíveis à II ª Idade do Ferro (V/IV antes de Cristo). No mesmo local, foram também recolhidas estatuetas de terracota e outros objectos correlacionáveis com a actividade religiosa do mesmo período, que se enquadram igualmente neste estudo. No presente trabalho, procura-se realizar uma descrição detalhada das peças votivas provenientes do castelo de Alcácer do Sal, assim como de outras com características semelhantes atribuíveis a Alcácer do Sal ou de proveniência desconhecida, que se encontram em distintas colecções museológicas. Estabelecem-se considerandos de diversa natureza quanto à interpretação e contextualização das peças».

in: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488

Bibliografia Sumária sobre Salacia


 https://www.academia.edu/537824/Ainda_sobre_o_nome_pre-romano_de_Alcacer_do_Sal
GOMES, ESMERALDA HELENA PIRES, 2008, Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal. Tese de Mestrado. Faculdade de Letras de Lisboa.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488

LEITÃO, MartaSalacia Urbs Imperatoria
http://www.academia.edu/3239769/Salacia_Urbs_Imperatoria
Salacia Urbs Imperatoria
by Marta Leitão

"Com a rivalidade entre Roma e Cartago, no decorrer do século III a.C.,dá-se a entrada dos romanos na Península Ibérica, alastrando até esta região o conflito que se prolongava desde a posse do Mediterrâneo. Após a vitória dos romanos sobre os cartagineses, o confronto perdurava em território da Península Ibérica, os habitantes locais ofereceram um grande entrave à ocupação latina.
Os vários partidos que em Roma contraponham-se frente-a-frente, nas suas diferenças, e das guerras civis que ocorriam, irão levar este conflito até à Hispânia. Em particular a enorme oposição de Sertório, que tinha parte da população Ibérica do seu lado. Em 45 a.C. César vence os descendentes de Pompeu, com este panorama os seus delegados criam uma ocupação e pacificação de toda a Península Ibérica e a sua gradual romanização. É neste âmbito que Alcácer, evoluído de uma povoação da Idade do Ferro, passa a ser uma Alcácer romana.
Salacia, que Plínio regista como Salacia Urbs Imperatoria, no ano de 45 ou 44 a.C., prova que o recurso natural que abundava na área geográfica envolvente, o sal, vai dar contributo para o seu nome. Salário, de origem latina, era a palavra usada e que ainda hoje se confirma a sua importância deste recurso natural no mundo romano. Nesta povoação as moedas cunhadas, com idade semelhante acima mencionada, têm gravado “IMP(eratoria) SAL(acia)”. Os seus cidadãos pertencentes à tribo Galéria, devido à povoação ter sido transformada em município ou oppidum de direito latino, vai ganhar uma grande importância no panorama da Lusitânia".

Bibliografia sumária sobre Salacia (em construção)

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Fotografia Frederico Tátá Regala.


Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Fotografia Frederico Tátá Regala.


 https://www.academia.edu/537824/Ainda_sobre_o_nome_pre-romano_de_Alcacer_do_Sal
GOMES, ESMERALDA HELENA PIRES, 2008, Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal. Tese de Mestrado. Faculdade de Letras de Lisboa.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488
LEITÃO, MartaSalacia Urbs Imperatoria
http://www.academia.edu/3239769/Salacia_Urbs_Imperatoria
Salacia Urbs Imperatoria
by Marta Leitão
"Com a rivalidade entre Roma e Cartago, no decorrer do século III a.C.,dá-se a entrada dos romanos na Península Ibérica, alastrando até esta região o conflito que se prolongava desde a posse do Mediterrâneo. Após a vitória dos romanos sobre os cartagineses, o confronto perdurava em território da Península Ibérica, os habitantes locais ofereceram um grande entrave à ocupação latina.
Os vários partidos que em Roma contraponham-se frente-a-frente, nas suas diferenças, e das guerras civis que ocorriam, irão levar este conflito até à Hispânia. Em particular a enorme oposição de Sertório, que tinha parte da população Ibérica do seu lado. Em 45 a.C. César vence os descendentes de Pompeu, com este panorama os seus delegados criam uma ocupação e pacificação de toda a Península Ibérica e a sua gradual romanização. É neste âmbito que Alcácer, evoluído de uma povoação da Idade do Ferro, passa a ser uma Alcácer romana.
Salacia, que Plínio regista como Salacia Urbs Imperatoria, no ano de 45 ou 44 a.C., prova que o recurso natural que abundava na área geográfica envolvente, o sal, vai dar contributo para o seu nome. Salário, de origem latina, era a palavra usada e que ainda hoje se confirma a sua importância deste recurso natural no mundo romano. Nesta povoação as moedas cunhadas, com idade semelhante acima mencionada, têm gravado “IMP(eratoria) SAL(acia)”. Os seus cidadãos pertencentes à tribo Galéria, devido à povoação ter sido transformada em município ou oppidum de direito latino, vai ganhar uma grande importância no panorama da Lusitânia".
PEREIRA, Carlos, 2013, Lucernas Romanas de Alcácer do Sal entre a prática e o sagrado. Al-Madan, II Série, 17. Tomo II
https://www.academia.edu/2464397/Lucernas_Romanas_de_Alcacer_do_Sal_entre_a_pratica_e_o_sagrado
Salacia (Alcácer do Sal).
lucerna de Alcácer do Salhttp://www.portugalromano.com/2011/12/imperatoria-salacia-alcacer-do-sal/
http://www.portugalromano.com/2011/12/as-moedas-romanas-de-urb-imperatoria-salacia-alcacer-do-sal/
Roteiro Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. IGESPAR, 2007.




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