sábado, 4 de julho de 2015

Os Balneários de Miróbriga

OS BALNEÁRIOS DE MIRÓBRIGA (FILOMENA BARATA)

(a partir de “Setúbal na Rede”  – Maria Filomena Barata)



Assim, regressando a antigos estudos e adaptando-os aos novos conhecimentos sobre este complexo termal, venho dedicar-lhe este texto, pois são um dos complexos mais bem conservados em território nacional e que merecem, do meu ponto de vista, uma visita atenta e demorada.

Os Balneários são equipamentos fundamentais no mundo romano, encontrando-se em meio rural e urbano, podendo ser, no último caso, públicos os privados.

Efectivamente, no caso de Miróbriga, seguindo o conceito de Inge Nielsen, poderão tratar-se de «Balnea», pois são edifícios de estrutura dupla, contemplando a separação por sexos, muito possivelmente de uso público, mas de exploração privada, como era vulgar acontecer no mundo romano.

Aproveitando a depressão natural do terreno, que ajuda à captação e à concentração das águas pluviais, os Romanos instalaram, numa das zonas mais baixas da cidade e ligeiramente afastadas da zona central, ao contrário do que costuma acontecer na maioria das cidades provinciais que as costumam centralizar mais, umas termae publicae o balnea.

Com as zonas aquecidas viradas a Sul para concentrar o calor, obedecem, de algum modo, aos cânones vitruvianos (De Architectura, V.X.1).

Constituídas por dois edifícios, de construção não muito distante no tempo e que se adossam, maximizando, desse modo, algumas das suas infraestruturas, este complexo duplo foi implantado na zona sudoeste do aglomerado urbano, ocupando os vestígios actualmente postos a descoberto uma área aproximada de 1.100m2. São compostas pelas “Termas Este”, as primeiras a ser edificadas no século I d. C., e que sofreram várias ampliações nessa centúria; e as “Termas Oeste”, que, segundo a equipa lusoamericana, foram construídas posteriormente, a partir da segunda metade do século  II d. C.
Contudo, a existência, nas “Termas Oeste”, de alguns elementos arquitetónicos que nos permitem aferir cronologias, como os capitéis coríntios de pilastra de folhas lisas, parecem apontar para uma construção situada em meados do século I d. C., a exemplo dos espécimes existentes no forum flaviano de Conímbriga. Também utilização de silhares rusticados na entrada, muito em voga a partir dos reinados de Cláudio e Nero, fazem-nos admitir uma cronologia mais antiga para a sua edificação, que se deverá ter efetuado ainda durante o século I d. C.


Circulação de ar no hipocausto de Miróbriga. Desenho de Dario de Sousa. MNA. Campanhas de D. Fernando de Almeida

Este imóvel foi objecto de bastantes trabalhos arqueológicos, tendo a planta mais pormenorizada do mesmo sido publicada por uma equipa lusoamericana que aí efetuou escavações nos anos 90, e que dedicou ao complexo grande parte de uma edição (BAR, 1988), tendo avançado com a primeira tentativa de reconstituição para a zona de entrada das “Termas Oeste”. Posteriormente, uma equipa coordenada por Félix Teichner, da Universidade de Frankfurt fez uma nova aproximação à volumetria do edifício.
Um estudo tipológico de termas e balneários coordenado por Inge Nielsen considera as termas de Miróbriga entre as de “simple ring type”, uma vez que não se verifica qualquer eixo que defina a edificação simétrica dos compartimentos ou das piscinae do frigidarium, ao contrário do que acontece nas termas de Trajano em Conímbriga, que são axializadas, ou mesmo nas de Tongobriga, desenvolvidas segundo um eixo.
As “Termas Este”, construídas a uma cota mais baixa, são acessíveis por uma calçada muito íngreme que serve os dois edifícios termais.
Várias situações de articulação entre os dois edifícios, nomeadamente toda a estrutura dos esgotos, fazem-nos admitir a hipótese de que os mesmos possam ter tido praticamente um projeto contemporâneo, mesmo que construído em duas fases. Também se pode comprovar a articulação entre os mesmos, desde um primeiro momento, porque se verifica que as paredes dos dois edifícios estão travadas uma na outra e não apenas encostadas, como acontece em obras de acrescento. Os edifícios apresentam genericamente as mesmas caraterísticas quanto às técnicas construtivas.
De referir que a construção destes edifícios requereu uma grande intervenção de engenharia, pois quer as “Termas Este”, quer as Oeste estão como que praticamente encravadas na rocha e, para a sua construção, foi necessário escavar e/ou aplanar o afloramento xistoso. Esta situação é bem visível nos dois lados das termas, onde se cortou o xisto, fazendo-se depois um muro de grandes dimensões que serve, paralelamente, de talude de contenção e de apoio à obra, porque a ele se adossam outros muros e compartimentos do balneário. Junto a esse talude edificado a uma cota um pouco mais baixa, os Romanos construíram uma canalização em opus signinum para escoar as águas pluviais e um muro paralelo ao talude, onde devia assentar o telhado, ajudando ao sistema geral de drenagem do complexo.
Levantamento dos Balneários de Miróbriga de Armando Guerreiro

As «Termas Este» são de menores dimensões do que as “Termas Oeste”, ocupando, contudo, uma área maior do que a actualmente posta a descoberto (aproximadamente 400 m2).
A entrada nas “Termas Este” faz-se descendo inicialmente dois degraus, que se situam junto aos que conduzem às “Termas Oeste”. Continua-se a descer através de uma calçada em declive, porque este edifício se situa a uma cota mais baixa do que a construção a ela adossada, até à porta de entrada.
Através desta porta acede-se, por dois degraus revestidos a opus signinum, a uma zona porticada que deveria ser coberta e circundar uma pequena palestra(?). O pavimento era também aí revestido com opus signinum, ainda praticamente intacto em vastas áreas. À sua volta desenvolve-se um corredor que, inflectindo para o lado sul das termas, dá acesso a um compartimento de funcionalidade desconhecida e a outros que ainda não foram escavados, sendo também visíveis, em alguns pontos, os muros que deveriam servir de limite ao edifício.
Do seu lado norte, desenvolve-se um longo compartimento que conduzia, quer às zonas aquecidas, quer ao frigidarium e respectiva piscina. A todo o comprimento desse compartimento, com funções de apodyterium, existe um banco revestido a opus signinum, utilizado pelos utentes das termas.
Do lado esquerdo da entrada havia uma construção circular, localizada a uma cota ligeiramente mais alta do que o pórtico, que deveria tratar-se também de um compartimento com funções de apodyterium. Este compartimento era selado por uma porta, à qual se acedia através de um degrau.

Do apodyterium alongado passava-se directamente ao frigidarium e à piscina. Ainda revestida, na sua parte inferior, com opus signinum apresenta na zona superior, uma decoração com pinturas a fresco.
Outro dos aspectos interessantes a reter nestes edifícios é o seu escoamento de águas. Na piscina ou pequena natatio existente nessa zona das “Termas Este” far-se-ia para o lado nascente, juntando-se, possivelmente, à descarga geral das termas, perto da ponte, como o comprova a canalização no fundo da piscina. Na parte exterior da natatio, juntavam-se assim as águas da piscina com as provenientes de uma outra conduta, a um nível superior, provavelmente de escoamento das águas do telhado, que se deveria articular com a do fundo da natatio.
Do lado sul do frigidarium havia uma porta por onde se entrava no tepidarium e no caldarium. Nestes compartimentos providos de hipocaustum com suspensurae, existem três aluei, ou pequenos tanques aquecidos.
Para o aquecimento das águas e do próprio edifício existia uma fornalha comprovada por uma enorme concentração de cinzas.
As “Termas Oeste”, genericamente em melhor estado de conservação, têm uma forma rectangular e se bem que não escavadas na íntegra, podem ser consideradas como um dos bons exemplos dos balneários das províncias ocidentais.
O edifício construído quase totalmente em opus incertum apresentava na fachada, mais cuidada, grandes silhares rusticados, cuja utilização parece apontar para o período neroniano ou pós-Nero.
A entrada fazia-se descendo três degraus, que permitiam aceder a uma cota inferior. Nas extremidades do primeiro degrau havia “três altas colunas cilíndricas, de fino mármore, uma delas  nichada”, segundo o investigador Cruz e Silva, que aí escavou na primeira metade do século XX, e com capitéis corintizantes em calcário fétido de S. Brissos. Nenhuma destas colunas se encontra actualmente in situ, tratando-se das que foram levadas por D. Fernando de Almeida para o fórum e que lhe dão as características cenográficas que hoje são visíveis.
Ao nível inferior, onde se implantava o edifício, podia-se entrar diretamente para a zona da latrina, de que restam vestígios assinaláveis, que era fechada por uma porta, atendendo à soleira que ainda aí se encontra.

Latrinas de Miróbriga Luis d'el Rey


Muito possivelmente uma estrutura localizada num dos cantos das latrinas serviria para conter líquidos que ajudavam à limpeza corporal, após feitas as necessidades.

À frente dos degraus da entrada das “Termas Oeste” localizava-se também uma porta de grandes dimensões, como se pode concluir pela soleira ainda in situ, onde “perto das ombreiras e em baixo, existem cavidades com a parte inferior revestida de ferro, indicando, assim, o sítio onde girava o eixo da couceira”, usando as palavras de Cruz e Silva. Um dos fragmentos desses elementos metálicos a que este autor fez referência encontrava-se ainda muito recentemente no local, tendo sido retirado, uma vez que se estava a deteriorar.
Era através desta porta que se acedia a uma ampla sala de entrada ou uestibulum, que tinha em anexo dois compartimentos mais pequenos, possivelmente com funções de apodyteria. Um deles, situado do lado direito da entrada, tinha o opus regularizado por fiadas de xisto, sendo pontualmente utilizadas tijoleiras.
O pavimento do uestibulum era revestido com placas de calcário e possuía lambris a toda a volta, situação que é praticamente comum a todo o edifício. Cruz e Silva refere que estes lambris tinham aproximadamente um metro de altura.
Os vestígios que ainda se encontram in situ, embora praticamente todos fragmentados, corroboram esta descrição. Em algumas salas são visíveis os negativos em opus signinum onde as placas eram colocadas na horizontal, bem como os orifícios onde entravam os espigões que as prendiam.

Recentemente foram detectados os espigões de bronze que ajudariam a fixar as placas calcárias. Por sua vez, as ombreiras das portas e algumas soleiras eram revestidas de calcário fétido de S. Brissos.



Pormenor de um espigão de bronze que prendia as placas de calcário 
ao opus signinum nas paredes das Termas Oeste.


Nessa sala, também edificada em opus incertum, foram utilizados grandes silhares aparelhados junto às ombreiras das portas, nomeadamente as que ligam o uestibulum aosapodyteria e ainda ao frigidarium. Nos apodyteria deveriam ter existido armários em madeira para guardar o vestuário dos utentes, uma vez que não há qualquer vestígio arqueológico que testemunhe o seu fabrico num outro material não perecível.
Os grandes silhares de opus quadratum que marcavam alguns dos ângulos do edifício, ou cunhais, eram também revestidos, porque ainda existem os orifícios onde eram presas as placas nas ombreiras.
Ainda no vestíbulo, há uma zona nichada onde poderia ter sido colocado algum elemento escultórico.
Estes compartimentos deveriam ser decorados a fresco, pois, segundo a descrição de Cruz e Silva, ainda eram visíveis, nos anos quarenta do século XX, quando das escavações por ele dirigidas, o sítio das molduras para  painéis  decorados, bem  como outros difíceis de identificar pela sua descrição, mas que o autor trata como laconicumfrigida lavatio onde “o reboco era pintado às listas de diversas cores, destacando-se o azul, o laranja, o verde e o mescla” (op. cit.: 346).
Depois do uestibulum acedia-se através de duas entradas ao frigidarium. Este compartimento tem uma forma retangular, existindo nos topos duas piscinae, uma como que formando um nicho, e outra bastante mais funda, de forma praticamente quadrangular que quase se poderia tratar de uma pequena natatio. Nessa piscina existiam degraus interiores, que deveriam ser parcialmente submersos e um sistema de escoamento para a latrina.
Dessa sala havia uma passagem para um compartimento que se desenvolvia a Este com um hipocausto com suportes verticais – pilae, que possivelmente se trataria de um sudatorium com ligação direta ao praefurnium.
Posteriormente passava-se ao tepidarium, dotado de suspensurae e hypocaustum construído com arcos de tijolos argamassados, sendo as salas dotadas de paredes duplas, edificadas em opus testaceum, um tipo de aparelho muito utilizado a partir do imperador Tibério, unidas por tijolos. Ao nível do pavimento há um estrangulamento que permite a entrada do ar quente nas salas sob pressão.


caldarium, de forma praticamente quadrangular, tinha dois aluei de diferentes dimensões, sendo o de topo absidiado, dada a necessidade de concentrar o vapor e o ar quente necessários. Ambos os aluei apresentam no fundo canos de chumbo que escoavam para o sistema de evacuação das termas. O caldarium estava virado a Sudoeste para aproveitar o calor da  tarde. A Este situava-se o praefurnium e as áreas de serviço.


"Alveus" do caldarium de Miróbriga. Fototgrafia de Luis d'el Rey.
“Alveus” do caldarium de Miróbriga. Ainda são visíveis as placas que o revestiam ou o negativo das mesmas no “opus signinum”. Fotografia de Luis d’el Rey.
Ainda são visíveis as placas que o revestiam ou o negativo das mesmas no “opus signinum”.
Fotografia de Luis d’el Rey.

As suspensurae das zonas aquecidas assentavam nos arcos do hipocausto. O pavimento de circulação dos utentes era revestido com opus signinum, sobre o qual foram colocadas lajes calcárias. Entre os arcos e o opus signinum ainda existem, in situimbrices de grandes proporções, que permitiam, por um lado, uma melhor circulação do ar aquecido e, por outro, um melhor apoio para o pavimento. O chão do hipocausto utilizava tijolos retangulares.

Marcas das placas calcárias que assentavam sobre o «opus signinum». 
Balnerários de Miróbriga, Santiago do Cacém.

Algumas das salas absidiadas do tepidarium e do caldarium tinham janelas viradas a Poente para um pátio ou pequena palestra (?) que circundava desse lado o edifício, permitindo o arejamento das salas aquecidas. Ao pátio, que eventualmente teria uma função semelhante a um solarium, dada a sua localização, podia-se aceder apenas pelo interior do edifício, através de uma porta existente a noroeste do uestibulum. O acesso fazia-se vencendo um degrau de uma altura relativamente elevada.
O pátio, pavimentado a opus signinum, desenvolvia-se até ao muro que delimitava a Oeste as termas, numa situação de algum modo semelhante ao que acontecia nas “Termas Este”. As arestas interiores eram revestidas com meias canas salientes. Uma conduta subterrânea, paralela à que existe do lado nascente das “Termas Oeste”, corria ao longo desse pátio, sendo ainda visíveis alguns dos seus respiradores.
Como já anteriormente dito, a maioria dos compartimentos das “Termas Oeste” era revestida de placas calcárias, quer no pavimento, quer nas paredes, permitindo uma fácil manutenção do edifício.
As placas eram fixadas à parede através de “gatos” metálicos, como ainda recentemente, em ação de consolidação e restauro na piscina do frigidariumm das “Termas Oeste” se pôde verificar. Já Cruz e Silva havia feito notar a utilização dessa técnica. Teríamos, pois, os muros construídos em opus incertum, com revestimento a opus signinum, no qual eram presas as placas calcárias com espigões de cobre ou de bronze.
Uma latrina, implantada nas “Termas Oeste”, a que se acede através de um corredor em forma de L logo à entrada do complexo, pode, segundo a equipa lusoamericana, ter servido simultaneamente os dois edifícios, se bem que esta hipótese nos pareça difícil de aceitar se admitirmos que os dois edifícios servissem diferenciadamente os dois sexos. Aliás, uma enorme concentração de alfinetes de cabeça em alguns compartimentos das “Termas Este” parece indiciar uma utilização mais feminina. É de salientar, contudo, que as latrinas localizadas nas “Termas Oeste” eram fechadas por uma porta, como o comprova a existência de uma soleira que ainda se encontra in situ, à sua entrada, de que existem vários paralelos, podendo nomear o das ”Terme dei Sette Sapienti”, em Óstia.
Num dos cantos do compartimento onde se encontram as latrinas existe o negativo de um pequeno reservatório com saída de águas que dão para o sistema de evacuação geral das termas. O citado reservatório poderia servir para as abluções, a exemplo do que acontecia em Óstia, nas termas do fórum, ou para guardar os instrumentos com que se faziam algumas limpezas higiénicas, hipótese que considero mais credível.
Também em Mérida existem paralelos em muito bom estado de conservação para as latrinas de Miróbriga.

«Estas letrinas publicas romanas fueron descubiertas a comienzos del siglo XX. Se construyeron al mismo tiempo que el teatro romano y a ellas se accedía por la calzada romana que observa a la derecha de la imagen, hoy tapada parcialmente por un muro de contención contemporaneo. En el año 2009 se excavaron completamente con motivo del Proyecto de Investigacion del Teatro y Anfiteatro». 
A partir de: https://www.facebook.com/MeridaConsorcioDeLaCiudadMonumental

Sob as latrinas são visíveis os esgotos que evacuavam a água proveniente do sistema hidráulico geral das termas e onde se recolhia também a oriunda da piscina de água fria já anteriormente referida.
Quer nas “Termas Este” quer nas “Oeste”, parece atestar-se o percurso de utilização frigidarium-tepidarium-caldarium, reconhecido em inúmeros balneários romanos, a exemplo de Tongobriga.
Um reservatório, edificado num ponto alto, por cima do local onde se adossam os dois complexos termais, devia garantir o abastecimento temporário de água às termas, bem como uma cisterna construída em patamares, de secção quadrangular, serviria possivelmente para decantação das águas pluviais (ou as águas de alguma mina hoje seca) e poderia colaborar na manutenção das termas. A água era depois conduzida por um canal subterrâneo abobadado, construído em pedra calcária, que posteriormente se dividia em vários ramais que circundavam todo o complexo termal – Oeste e Este – e que evacuavam para uma cloaca, ainda visível e em bom estado de conservação junto à ponte. Segundo Plínio, as “cisternas devem construir-se com uma mistura de cinco partes de areia pura de grão grande e duas de cal viva, e com fragmentos de sílice [] construídas deste modo deve reforçar-se o solo e as paredes com umas barras de ferro. Torna-se mais útil construí-las de duas em duas, para que as impurezas da água se depositem na primeira e por meio de um filtro passe a água limpa à seguinte” (PLÍNIO, N. H., 36, 173, segundo TORREGO, 1988: 170).
Para esse sistema eram também despejadas as águas de várias das piscinas ou aluei das termas. Esse escoamento fazia-se, como já mencionado, através de canos de cerâmica ou de chumbo, como aliás preconizada Vitrúvio (De Arch.,VIII. VI. 21 e 25-34).
O fornecimento de água deveria ser reforçado por uma fonte existente nas proximidades e conservada em reservatórios, como já aqui tivemos oportunidade de referir, a propósito dos aproveitamentos hidraúlicos de Miróbriga.
Maria Filomena Barata – (22-06-2012)
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